Editor-Chefe: Jota Marcelo

Uruaçu, Estado de Goiás, 18 de novembro 2019

Infestação pelo ‘Aedes’ cai, mas situação de alerta permanece

Redução é indicada no segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices de Infestação (Liraa) de 2019. Cuidados no período seco devem ser redobrados. Secretaria da Saúde orienta sobre cuidados com os principais criadouros do mosquito, com informações complementares para quem vai sair de viagem nas férias.

 

246 Municípios goianos realizaram o levantamento, sendo que o resultado em 149 foi satisfatório – Fotos: Jota Marcelo/JORNAL CIDADE (Arquivo) (acima) e Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde (abaixo/e da página principal)

 

Goiás apresentou redução no segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) de 2019. Entre os meses de abril e junho, a média de infestação foi de 1,04%. No primeiro ciclo do ano, a infestação estava em 1,78%. Os números deste ano mostram uma redução de 41% na infestação predial média. No entanto, a situação ainda é de alerta.

No segundo ciclo, todos os 246 Municípios goianos realizaram o levantamento, sendo que o resultado em 149 foi satisfatório, ou seja, com índice menor de 1%. Há 92 cidades em alerta e cinco localidades estão em risco para epidemias, com o índice de infestação acima de 4%. Os principais criadouros do Aedes em Goiás continuam sendo o lixo, com 36%, seguido dos reservatórios de água ao nível do solo (tambores, tinas, caixas d’água no solo) e pequenos depósitos móveis (bebedouros de animais, aparadores e vasos de plantas), com 23% e 19%, respectivamente.

Coordenador de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Marcello Rosa adverte que, apesar da redução esperada para esse período, os dados apontam que os principais criadouros continuam os mesmos. “Pelos dados, observamos que uma parcela da população mantém o mesmo comportamento equivocado. Descarta o lixo inadequadamente, no quintal, em terrenos e praças, e faz o acúmulo desnecessário e/ou inadequado de água, favorecendo a proliferação do vetor Aedes aegypti. O reflexo disso é o estado de alerta segundo os parâmetros do Ministério da Saúde”, diz.

 

Período seco

Marcello Rosa salienta que os gestores municipais deverão intensificar os trabalhos de combate e mobilização da população na prevenção dos criadouros do transmissor de doenças como a dengue, zika e chikungunya, ainda neste período seco que se inicia. “As visitas dos agentes dos Municípios e os cuidados da população devem continuar, para que tenhamos um ciclo de 2019/2020 com menor risco para epidemias de doenças transmitidas pelo Aedes”, garante o coordenador, chamando a atenção para uma particularidade neste período seco característico de Goiás.

“Pela falta de água em alguns momentos desta época, as pessoas acabam tendo que estocar água em casa e fazem isso de forma errada. Caso isso seja necessário, é importante que o morador faça a vedação completa do seu reservatório. Essa conduta é decisiva para evitar a infestação no período seco e os casos de dengue”, destaca.

 

‘Check-list’ contra o Aedes

A Secretaria orienta a população sobre os cuidados com os principais criadouros do Aedes aegypti, com informações complementares para quem vai sair de viagem nas férias. Confira:

-Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas. Observação: não resolve apenas trocar a água do recipiente

-Vedar completamente os reservatórios de água (caixas d’água, tambores). Usar uma tampa que cubra totalmente o reservatório

-Descartar o lixo em local adequado; não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios;

-Antes de as chuvas começarem, limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno;

-Para quem vai viajar, atenção: fazer uma inspeção geral na residência, verificando tudo que possa acumular água. Tampe os depósitos fixos, como vasos sanitários e ralos de banheiros.

 

(Informações: Comunicação Setorial da SES-GO)

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