Morre, aos 74 anos, o contador Elias Costa (Costinha)

Elias Costa Machado Neto marcou época na contabilidade do interior goiano. Velório no salão da Pax (Uruaçu), programado para iniciar logo após a meia-noite, com o sepultamento ocorrendo na sexta 26, 17h.

Casal Maria Irleth Machado/Elias Costa: honradez e legado em frentes diversas… – Fotos, inclusive da home: Acervo da família

 

…Um legado para a posteridade

 

Costinha recebendo homenagem do Conselho Regional de Contabilidade de Goiás em setembro de 2022. Na segunda foto, ladeado pela esposa Maria Irleth (esq.)  e pelo filho doutor Martiniano Neto – Fotos: Comunicação/CRC

 

O contador, nascido em Goiânia quando o calendário marcava 10 de fevereiro 1952, um dos ícones da contabilidade do Norte goiano, faleceu durante a madrugada da quinta-feira 25 na capital de Goiás, onde se encontrava internado.

Popularmente chamado de Costinha e de total ligação com Uruaçu, onde se baseou, ele sofreu acidente vascular cerebral (AVC) em 2005 (no mês de abril de 2020, outros dois AVCs, que o levaram a acamar), e teve no final de maio recaída no quadro médico, com estado geral grave, mostrando sinais de fragilidade severa. Ganhou alta, mas três dias depois (26) foi hospitalizado em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em Uruaçu. Dia 7 de junho, o mesmo foi transferido para a UTI do hospital Cliame (Goiânia).

O paciente apresentou certa melhora, inclusive respirando sem aparelhos, a família esteve mais confiante na recuperação por volta de 22 de junho, porém não houve evolução maior na situação clínica.

 

Negócios e família

Com a esposa Maria Irleth Ferreira Guimarães Machado (Professora Irleth), Elias Costa comandava o Escritório de Contabilidade Machado; o Centro de Formação de Condutores ‘AB’ Progresso; e, na vizinha cidade de Niquelândia, o Centro de Formação de Condutores ‘A’ Serra da Mesa.

Mesmo com agendas concorridas – e ela atuando, ao mesmo tempo, na área educacional –, conseguiram tempo para, em seguidos anos, atuarem nos segmentos classistas: no Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRC) (ele [delegado contábil em Uruaçu, e conselheiro na esfera estadual]), e em representações de outros setores. Igualmente, sem alarde, empreenderam – algo em andamento –, ajudas assistenciais perante pessoas que realmente precisam.

Os dois tiveram os filhos Martiniano Neto e Maesi Machado, ambos advogados com atuação na localidade nortense. Avós? Sim! Três netos.

Elias Costa Machado Neto, Elias Costa, Costinha, Costa, Costinha Contador, Costinha da Irleth… O filho da Dona Maria Costa, da avenida Paraná. O filho do Senhor Batista da Farmácia!

Elias Costa filho (valorizou, e muitão, a mãe, que cuidou dele magistralmente), esposo, pai, avô e muito mais, sem abrir mão de exuberante humildade!

 

Famílias amigas

Numa ligação de amizade de décadas, na Paraná, em partes de 1976 e 1977 – ainda denominada de rua e encascalhada, sem asfalto –, Costinha e a mãe foram vizinhos de porta da matriarca (e filhos) Benedita Lopes dos Reis (Dona Ditinha), mãe do autor desta reportagem, Jota Marcelo. As duas eram amigas desde os anos 1960, daquelas de trocarem vasilhas com misturas/ingredientes alimentícios, sobremesas e afins, de se emprestarem muito – de sal a açúcar, de óleo a copos de arroz, de colocar água e outros itens na geladeira da outra quando a energia (de uma ou outra) era cortada por falta de pagamento.

Então juiz de paz, Costinha foi a autoridade responsável por celebrar o casamento civil dos editores do JORNAL CIDADE (Márcia Cristina/Jota Marcelo), juntamente com Sebastiana Carolina Mesquita Mota (do então Cartório Mota e tida como segunda mãe de Márcia). Setembro de 1994, numa noite em que no pós-cerimônia do casório, Costinha cantou e tocou violão por boas horas (claro, sob a companhia de Maria Irleth) – está gravado em vídeo –, sob gigante pé de manga no quintal de Dona Ditinha, já na rua Minas Gerais, bairro São Vicente. Sebastiana, claro, também permaneceu por bom tempo.

De bons procedimentos, espontaneamente Costinha sempre soube estender as mãos para terceiros, transmitiu energia positiva a muitos, sem ódio ou rancor, colorindo o azedume da vida em geral. Por falar em colorir, vendo Jota (aos dez anos) certa vez usando toquinhos de parcos lápis de cor, apareceu no outro dia com uma caixa de lápis coloridos 24 unidades comprada no Bazar Estrela… Que presente! Outra ocasião, chamou o mesmo garoto Jota Marcelo para assistir um dos bons filmes de Os Trapalhões no inesquecível Cine Caiçara, patrocinando a entrada.

Quando o saudoso Antônio César (1958-2023), irmão mais velho de Jota, cismou de sair (pacificamente) de casa pela primeira vez, quem o ancorou? Costinha, amigo dele, ajudando providenciar um quarto em imóvel para aluguéis localizado nos fundos da então sede da Farmácia Dom Bosco, pertencente ao pai João Batista Coelho Barroso. Outros fatos inesquecíveis ocorreram entre essas pessoas. Quem sabe, vão parar em um livro futuramente!

Com sua ótima alma, descanse em paz total Elias Costa, que tão jovem comentava bastante e com segurança de algo não muito comum no cotidiano das pessoas, hoje muito diferente: contabilidade! Impossível falar em contabilidade no interior goiano sem mencionar o expressivo profissionalismo dele!

 

(Jota Marcelo. Com atualizações)

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