Editor-Chefe: Jota Marcelo

Uruaçu, Estado de Goiás, 18 de junho 2019

SABOR DA LEITURA

DR. MARIANO PERES

DONA LAURA

Aluno

Dona Laura

Minha PROFESSORA.

Gustavinho, seu marido,

Era alemão.

Todos os dias,

Quando o Sol se escondia

Atrás da Serra Dourada,

Saiam para longas caminhadas,

Lentamente, caminhando… conversando…

Paravam para cumprimentar suas amizades,

Que eram muitas.

Após, seguiam lado a lado.

Às vezes circulavam a cidade:

De casa a Avenida Tocantins,

Por esta até a Federal.

Desciam pela Federal,

Descambavam para a Charqueada,

Retornando à casa,

Na confortável chácara

Que virou loteamento da família VIEIRA.

Um dia despediram-se da chácara.

Mudaram para outra menor,

Que fora do Boanerges Veiga,

Na rua Quintino Bocaiuva,

Perto da AABB,

Que também foi loteada.

Não foi a AABB,

Foi a chácara.

Poderia ser Laura Grassini Walgenbak,

Poderia ser Professora Laura,

Mas não era.

Era simplesmente DONA LAURA

Esposa de Gustavinho,

Mãe de Brasil.

Lecionava no Grupo Escolar

Coronel Gaspar,

Onde todas as manhãs,

Os alunos, em seis fileiras,

Cantavam o Hino Nacional,

Em posição de sentido.

Cada fila, uma série.

Lado a lado,

Em ordem crescente.

Cada série, uma mestra:

Dona Prizu,

Dona Sinhana,

Dona Ana,

Dona Joaninha,

DONA LAURA

E Dona Zizi.

Por ali,

Pelo Grupo Escolar Coronel Gaspar,

Passaram as mais ilustres figuras Santanenses

Das gerações do segundo

E do terceiro quartel

Do século vinte.

DONA LAURA

Amava ser professora.

Tinha prazer em ensinar.

Expunha com facilidade,

De forma clara e precisa.

A bem dizer,

Abria a cabeça do aluno

E depositava a matéria.

Enérgica. Não permitia

“Bagunça” em sua sala.

Exigia disciplina e respeito,

E os alunos assim se comportavam

Em obediência

A sua postura séria e equilibrada.

Muito mais que professora

Era a mãe protetora

De seus pupilos. A eles,

Ela ensinava e educava.

À SENHORA, DONA LAURA,

Devo a maior parte

Do pouco que sei.

A crítica certamente dirá

Que este texto não tem data

E não tem autor,

Portanto não existe,

Procurando, com isso,

Excluir dele alguma boa qualidade

Que possa ter.

A essas críticas,

Esclareço desde agora

Que o texto não tem autor físico,

Porquanto composto pelo amor.

E, se data lhe falta,

É porque o amor é eterno,

E na eternidade

O tempo não é medido.

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