Covid: Morre, aos 49 anos, Hymon Elias Costa. Goiás ultrapassa mais de 8,5 mil mortes

50 anos a serem completados em maio, Hymon Elias Costa morre por complicações da Covid-19. O odontólogo, que atuava em Itapaci e Goiânia, foi sepultado em Uruaçu, onde a família residiu durante muitos anos.

 

Doutor Hymon Elias Costa: vitimado pela Covid-19 – Fotos, inclusive da página principal: Redes sociais

 

 

Odontólogo com especialização em ortodontia e, que completaria 50 anos em 22 de maio, Hymon Elias Costa faleceu no sábado 27 de fevereiro, por complicações causadas pelo novo coronavírus (Covid-19).

Segundo informações da família, doutor Hymon foi diagnosticado com a doença em meados de fevereiro e, após nove dias internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na cidade de Goianésia, o mesmo não resistiu.

Trabalhando em Itapaci, cidade do Vale do São Patrício e, na capital Goiânia, ele era casado e deixou a esposa e duas filhas.

O sepultamento do botafoguense e admirador de carros ocorreu em Uruaçu (cemitério Jardim das Oliveiras) na mesma data, cidade natal, onde a família residiu por vários anos e local em que o pai, doutor Floriano, foi sepultado (cemitério Sant’Ana).

‘Perdi meu amigo e irmão Hymon, amigo de infância, meu melhor amigo da Faculdade e umas das melhores pessoas que já conheci e convivi até hoje em minha vida. O meu coração está partido. Você vai deixar muitas lembranças maravilhosas e uma família linda. Perda muito grande para todos nós, difícil aceitar. Mas, agora você estará junto ao nosso pai celestial. Descanse em paz meu amigo tão querido. Vou sentir muita falta das suas brincadeiras e suas risadas. Meus profundos sentimentos a toda a sua família que amo tanto. Mais uma vítima desse vírus maldito!’. Teclada de doutora Cilene Ponce Leones, que atua em Goiânia.

Nota do Conselho Regional de Odontologia de Goiás: ‘O CROGO lamenta o falecimento do cirurgião-dentista Dr. Hymon Elias Costa, ocorrido na madrugada deste sábado, 27 de fevereiro, em Itapaci, onde morava e atuava como profissional da Odontologia. O cirurgião-dentista, que tinha especialização em Ortodontia, foi mais uma vítima da Covid-19.’.

Em redes sociais dele, como no Facebook, outras homenagens de familiares e amigos.

 

Coronavírus em Goiás

Segundo o boletim divulgado em 27 fevereiro pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), oficialmente o Estado tem 395.636 mil casos confirmados de coronavírus. O número oficial de pessoas que morreram por complicações do vírus soma 8.510 mil.

Levantamento oficial realizado pela Secretaria apurou que, referente à primeira dose, foram aplicadas 188.108 doses das vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Em relação à segunda dose, foram vacinadas 41.148 pessoas. Esses dados são preliminares.

Conforme pactuado na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), as Secretarias Municipais de Saúde devem registrar, de forma obrigatória, as informações sobre as vacinas administradas no módulo Covid-19 do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI Covid-19).

Em relação ao recebimento e distribuição de vacinas, o Estado de Goiás já recebeu 438.480 doses, sendo 319.480 da CoronaVac e 119.000 da AstraZeneca. Destas, foram distribuídas 423.334 doses, sendo 304.334 da CoronaVac e 119.000 da AstraZeneca.

 

Lockdown

Decisões tomadas pelas Prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia e outras da Região Metropolitana para conter o avanço da Covid-19 foram tomadas, detalhadas e expostas publicamente no último sábado de fevereiro, com detalhamento de decretos sobre o funcionamento e fechamento de parte do comércio e de representações da área de prestação de serviço nessas localidades. De início, comércio fechado por uma semana, de 1º de março em diante. Segundo o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), o decreto determinando o lockdown libera o funcionamento de serviços considerados essenciais.

Outras cidades goianas e brasileiras também tomaram a decisão no final de fevereiro, inclusive Uruaçu, reduto sede do JORNAL CIDADE, conforme mostra reportagem postada no link Municipais.

Números referentes à pandemia, como taxa de ocupação de UTI e alta transmissibilidade da Covid-19, incluindo a presença de novas cepas da enfermidade, foram determinantes para a decisão que agrada uns e desagrada outros.

O Governo de Goiás externou que disponibiliza suporte necessário às deliberações dos prefeitos e, não é responsável pela elaboração de nenhum dos decretos. “O que nós queremos é salvar vidas”, afirmou o governador Ronaldo Caiado (Democratas) em entrevista coletiva dia 26.

 

Decretos municipais foram elaborados pelas Prefeituras – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

(Jota Marcelo. Com atualizações)

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