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‘EDITORIAL’ – Edição 386 (16 a 30/09/2022) – ‘Trombose: cuide-se!’

Em mais um Editorial versando sobre a saúde, este periódico abre espaço para parte do ótimo texto, enviado por Agência. Confira!

Brasil passa a ter registros próprios de pacientes com trombose venosa

[…] A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH), o Hemocentro da Faculdade de Medicina da Universidade de Campinas e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo se uniram e anunciam o início oficial do Centro de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Unicamp. O CDT tem como missão estabelecer registros brasileiros de trombose venosa, os primeiros do gênero no País.

“Atualmente, não dispomos de dados epidemiológicos robustos sobre trombose venosa na população brasileira e muitas das estratégias em relação à política pública são baseadas em dados importados de outros Países, que têm perfis étnicos e socioeconômicos diferentes. Além disso, com os registros brasileiros de trombose venosa, o País poderá conhecer o custo do tratamento desta doença, o que será um grande avanço sobre o melhor custo-benefício no Sistema Único de Saúde [SUS]”, afirma Joyce M. Annichino Bizzacchi, médica hematologista, professora e coordenadora da área clínica e laboratorial de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Unicamp […] Dia Mundial de Trombose, no Brasil, lembrado em 13 de outubro […].

Para a concretização, que conta com aportes da Fapesp e da Pró-Reitoria de Pesquisa da Unicamp […], os três parceiros constituíram uma rede formada por 14 hospitais, instituições de ensino superior e profissionais de saúde de seis Municípios paulistas, para desenvolver três grandes registros de trombose venosa, incluindo crianças hospitalizadas, pacientes com câncer e casos agudos da doença. A iniciativa também tem apoio das indústrias farmacêutica e de meias elásticas, de empresas de diagnóstico laboratorial em hemostasia e de uma startup em biomateriais.

Inicialmente com abrangência no Estado de São Paulo, nos Municípios de Barretos, Botucatu, Campinas, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Paulo, com a observação de mais de 10 mil pacientes, estes parceiros ligados por meio do CDT promoverão o desenvolvimento e acompanhamento de três registros prospectivos observacionais de 1 mil pacientes com trombose venosa aguda, durante 24 meses, em nove hospitais de cinco cidades; 15 mil internações de crianças hospitalizadas sob risco de trombose venosa, ao longo de 12 meses, em dez centros hospitalares de seis Municípios; e mil pacientes com câncer, uma condição com elevado risco de trombose venosa, durante um ano, em dez hospitais de seis cidades paulistas.

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