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‘EDITORIAL’ – Edição 377 (1º a 15/05/2022) – ‘Cuidado total e evite o HPV!’

Ao contrário do que muitos pensam, o Papilomavírus Humano (HPV) é problema sério e carece ser evitado, ao máximo, com cada pessoa se cuidando. O Editorial traz recomendação de suma importância. Leia e recomende!

Cerca de 5% de todos os cânceres dos homens e 10% dos das mulheres são causados pelo HPV, que atinge mais de 630 milhões de pessoas, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença ocasiona lesões precursoras de alguns tipos de cânceres, dentre eles o do colo do útero, da vulva, da vagina, pênis e ânus, sendo os sintomas mais comuns o surgimento de verrugas ou lesões na pele.

Além disso, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre 2020 e 2022, somente no Brasil, devem ser registrados 16.710 novos casos de câncer de colo de útero. Por isso, levando em consideração a importância do assunto, a Amanda Reis, Gerente de Imunizações na Beep – healthtech líder em saúde domiciliar –, listou três formas de ajudar os brasileiros a se prevenirem contra o HPV:

1-Usar preservativos no ato sexual:

A transmissão do HPV se dá, principalmente, por via sexual e/ou por meio do contato com mãos e boca infectados. Desta forma, o uso de preservativos diminui o risco de contaminação pelo vírus.

2-Realização de exames preventivos constantes:

Uma outra forma de evitar o contágio do HPV ou tratá-lo logo no início é por meio de exames preventivos de rotina, como o Papanicolau, realizado pelas mulheres após o início da vida sexual. O procedimento é capaz de detectar alterações pré-cancerígenas precoces, que podem ser reversíveis, tratáveis e curáveis, não evoluindo para o câncer.

3-Vacinação contra o HPV:

A vacinação ainda é a prática mais eficaz de se evitar o contágio de HPV. O imunizante pode ser encontrado no Sistema Único de Saúde (SUS), disponível para meninas de nove a 14 anos de idade e para meninos de 11 a 14, sendo necessárias duas doses para total proteção (aplicadas com um intervalo de tempo de até seis meses entre uma e outra).

Na rede privada há um aumento dessa janela: de nove a 45 anos nas mulheres e de nove a 26 nos homens. Importante dizer que, a partir dos 15 anos, são três doses da vacina: a segunda, aplicada de um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose.

“A diferença na faixa etária entre homens e mulheres tem explicação: os homens são os principais transmissores do HPV e sintomas como verrugas genitais, caroços ou feridas no pênis, ânus, boca ou garganta aparecem com mais rapidez. Nas mulheres, a evolução da doença é lenta. O câncer do colo do útero, por exemplo, pode surgir de dez a 15 anos depois do primeiro contato com o vírus do HPV. A vacinação ajuda no controle e redução dos sintomas”, explica Amanda Reis.

Metas: para reverter o quadro, a OMS estabeleceu como meta eliminar o câncer de colo do útero, em todo o mundo, até 2030. Para alcançar o objetivo, é fundamental vacinar 90% das meninas de até 15 anos, estimular os exames preventivos em 70% das mulheres até 45 anos e tratar 90% das mulheres diagnosticadas com lesões pré-malignas ou com câncer no colo do útero.

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