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‘EDITORIAL’ – Edição 373 (1º a 15/03/2022) – ‘AVC em mulheres mais jovens’

A publicação Estudos apontam o aumento da incidência do AVC em mulheres mais jovens, traz informações relevantes, envolvendo a saúde da mulher. Confira, em transcrição sob adaptações.

Pesquisa divulgada no início de 2022, feita com pacientes de um seguro de saúde dos Estados Unidos entre os anos de 2001 e 2014, evidenciou que mulheres com menos de 44 anos apresentam mais chances de sofrer Acidente Vascular Cerebral do que homens e que esse índice vem aumentando com o passar dos anos. Além disso, a pesquisa relata que mulheres com complicações na gravidez, como pré-eclâmpsia e parto prematuro, podem ter o risco aumentado de ter um AVC, mesmo depois do período gestacional. Dois outros estudos feitos com a população holandesa e canadense também encontraram aumento da incidência de AVC em mulheres com menos de 40 anos comparado com o sexo masculino.

O AVC, também conhecido como derrame, acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a morte da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. Existem dois tipos principais da doença: AVC isquêmico, que acontece em 85% dos casos e é o mais comum, ocorre quando há obstrução de uma artéria impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que acabam morrendo. Já o AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento ou vazamento de uma artéria no cérebro, provocando sangramento. Em geral é mais grave que o AVC isquêmico e tem alto índice de mortalidade.

Os fatores de risco da doença envolvem hipertensão, diabetes, tabagismo, consumo frequente de álcool e drogas, estresse, colesterol elevado, doenças cardiovasculares e sedentarismo. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas como dores de cabeça muito fortes, sobretudo acompanhada de vômitos, fraqueza ou dormência na face, braços e pernas, dificuldade de se movimentar, perda súbita da fala ou de compreensão e dificuldade ou perda da visão.

A reabilitação pós-AVC é uma das partes mais importantes do tratamento e deve ser iniciada no próprio hospital, para que o paciente se adeque mais facilmente a sua nova situação e restabeleça sua mobilidade, habilidades funcionais e independência física e psíquica. O processo da reabilitação deve ser feito por uma equipe multiprofissional, formada por neurologistas, fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Para conscientização da importância da reabilitação no pós-AVC, Associações de pacientes (Associação de Avecistas do Estado de São Paulo, Associação Acidente Vascular Cerebral de Cuiabá), Sociedades médicas (Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação) e a Ipsen criaram a iniciativa Caminhos Pós-AVC, que objetiva aumentar a conscientização da população sobre fatores de risco, abordar as principais atitudes para a prevenção e, dedicando um espaço especial para os cuidados no pós-AVC. A iniciativa pretende valorizar a importância da reabilitação, promovendo a troca de experiências, dando voz aos pacientes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde para valorizar suas histórias e vivências durante a jornada de reabilitação no pós-AVC. Mais informações: caminhosposavc.com.br.

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