OPINIÃO

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‘EDITORIAL’ – Edição 334 (16 a 31/07/2020) – ‘Sim ou não. Pandemia exige decisões’

A grave pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com suas realidades, seus avanços no mundo, não é fácil. Em meio aos transtornos, os chefes de cada Poder Executivo brasileiro, por exemplo, passaram, passam e passarão por momentos difíceis, diante da situação de terem – cada um deles –, que assumir praticamente sozinhos os desgastes causados por decisões: sim ou não.

A doença está presente… Atuação pela defesa de fechamento de pontos comerciais e prestação de serviços (com base em dados científicos), mesmo que na alternativa intermitente, mas, em determinados casos, chegando ao lockdown, fechamento geral, agrada uma parte, desagrada outra. Diálogo com representações, classistas e personagens desses pontos, visando a prática de flexibilização, também resulta em concordâncias e discordâncias.

Na crise sanitária, feios ataques aos gestores, aos cientistas, aos comerciantes, aos prestadores de serviços. Para enfrentar a pandemia e seus efeitos a curto e longo prazo, CEPAL e OPAS propõem controle, retomada e reconstrução. CEPAL e OPAS: Controlar a pandemia requer convergência e coordenação entre as políticas de saúde, econômicas, sociais e produtivas: nesta publicação de 30 de julho, a OPAS esclarece:

Um novo relatório conjunto da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indica que somente se a curva de contágio da pandemia de Covid-19 for achatada, as economias da região poderão ser retomadas. O relatório propõe uma abordagem com três fases que incluem a adoção de políticas de saúde, econômicas, sociais e produtivas destinadas a controlar e mitigar os efeitos da pandemia, reativar com proteção e reconstruir de maneira sustentável e inclusiva.

Alguns Países têm levado a região a se tornar no atual epicentro da pandemia, encabeçando as estatísticas de casos mundiais. Em 29 de julho, foram registrados mais de 4,5 milhões de casos de Covid-19 e quase 190 mil mortes na América Latina e no Caribe. Número significativo de Países está longe de alcançar um achatamento sustentado e significativo da curva de contágio. No nível social e econômico, a pandemia desencadeou inédita crise econômica e social, e, se medidas urgentes não forem tomadas, poderá se transformar em uma crise alimentar e humanitária.

Segundo o relatório intitulado Saúde e economia: uma convergência necessária para enfrentar a Covid-19 e retomar o caminho para o desenvolvimento sustentável na América Latina e no Caribe, a pandemia tem afetado profundamente não apenas a vida diária das pessoas na região, mas também, seus meios de subsistência.

De forma imediata, a pandemia provocou a recessão mais abrupta da história que, de acordo com as projeções da CEPAL, implicará uma queda do crescimento regional de – 9,1% em 2020, acompanhada de um aumento do desemprego atingindo taxa de cerca de 13,5%, um aumento da taxa de pobreza de 7,0 pontos percentuais para alcançar, 37,3% da população e aumento da desigualdade com aumento médio no índice de Gini de 4,9 pontos percentuais (leia mais sobre o assunto em www.paho.org/bra).

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