Capacitismo e violência nas escolas adoecem estudantes com deficiência, alerta defensor
Especialista chama atenção para os impactos do bullying na saúde mental e no desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiência.

Defensor público federal André Naves: “Não é possível falar em saúde integral sem enfrentar o capacitismo estrutural presente nas escolas” – Foto, inclusive da home: Arquivo pessoal / Comunicação
O Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça 7 de abril, traz à tona um alerta urgente: a relação direta entre saúde pública, ambiente escolar e inclusão. Para o defensor público federal André Naves, o bullying – especialmente quando direcionado a estudantes com deficiência –, deve ser tratado como uma grave questão de saúde coletiva.
“Não é possível falar em saúde integral sem enfrentar o capacitismo estrutural presente nas escolas. A violência cotidiana, muitas vezes naturalizada, compromete o desenvolvimento emocional, cognitivo e social dessas crianças”, afirma.
Dados de organismos internacionais indicam que estudantes com deficiência estão entre os principais alvos de bullying no ambiente escolar. As consequências vão além do sofrimento imediato: incluem evasão escolar, isolamento social, ansiedade, depressão e outros agravos à saúde mental.
Segundo André Naves, o problema não se resume a comportamentos individuais, mas reflete uma falha estrutural. “O bullying contra pessoas com deficiência não é um desvio pontual – é expressão de uma sociedade que ainda não incorporou a inclusão como valor central. É o capacitismo operando de forma silenciosa, mas devastadora”, destaca.
Ele salienta que políticas públicas precisam avançar para além do discurso. Isso inclui formação adequada de professores, adaptação de ambientes escolares, fortalecimento de práticas pedagógicas inclusivas e implementação efetiva de mecanismos de prevenção e enfrentamento à violência.
Integração
Além disso, ele enfatiza a necessidade de integração entre educação e saúde. “A escola é um espaço fundamental de promoção da saúde. Quando ela falha em garantir um ambiente seguro e inclusivo, contribui diretamente para o adoecimento de estudantes, especialmente os mais vulneráveis”.
Neste contexto, a data do Dia Mundial da Saúde se torna oportunidade estratégica para ampliar o debate e reforçar que inclusão não é apenas uma pauta educacional, mas um compromisso com a dignidade humana e o bem-estar coletivo.
Para saber mais sobre o trabalho de André Naves: andrenaves.com ou @andrenaves.def.
(Informações, sob adaptações: Comunicação)
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