Vacina pentavalente começa a ser distribuída em Goiás

Intuito é que todos os Municípios goianos sejam abastecidos, dentro de janeiro, com 29 mil doses. No Brasil, a responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que trata da vacinação dos cidadãos, é compartilhada entre o governo federal (via Ministério da Saúde), os Estados e Municípios, através das respectivas Secretarias de Saúde.

 

As crianças devem tomar três doses da vacina: aos dois, aos quatro e, aos seis meses de vida – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) recebeu 29 mil doses da vacina pentavalente, na semana passada. A distribuição teve início pelas Regionais Central e Centro-Sul e pelos Municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia, que receberam, respectivamente, 6,5 mil e 2,3 mil doses. Previsão, quando da publicação desta reportagem, em 14 de janeiro de 2020: que até a sexta-feira 17, todas as 18 Regionais de Saúde do Estado já estejam abastecidas, para iniciarem a distribuição para as localidades.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, “a expectativa é que até 24 de janeiro todas as cidades goianas já tenham as doses disponíveis nos Postos de Saúde, para atendimento da população”. Ela destaca ainda que a orientação é que os Municípios regularizem a caderneta de vacinação das crianças assim que os estoques estiverem normalizados. Entre junho e dezembro de 2019, a oferta da pentavalente esteve irregular devido a problemas do Ministério da Saúde (MS) para aquisição da vacina.

A pentavalente é a combinação de cinco vacinas individuais em uma, garantindo a proteção contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria Haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz, na meninge e garganta. A vacina é aplicada nas crianças aos dois, quatro e seis meses de idade.

Os reforços e complementações são feitos em crianças a partir de um ano com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertússis/coqueluche (DTP). Goiás já foi reabastecido com doses da DTP, que também apresentou irregularidades na distribuição no ano passado.

 

Logística

No Brasil, a responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que trata da vacinação dos cidadãos, é compartilhada entre o governo federal (por meio do Ministério da Saúde), os Estados e Municípios, através das respectivas Secretarias de Saúde. O responsável pela produção ou compra e distribuição das vacinas utilizadas no PNI para todos os Estados é o Ministério.

Os Estados, ao receberem as doses da Pasta federal, se encarregam de distribuir proporcionalmente as vacinas para a municipalidade. Por fim, as Prefeituras se encarregam de vacinar a população, nos PSFs. O objetivo é uma atuação conjunta, para que a população fique protegida contra doenças.

Desde 2012, o PNI, do Ministério da Saúde, oferta a vacina pentavalente na rotina do Calendário Nacional de Vacinação. As crianças devem tomar três doses da vacina: aos dois, aos quatro e, aos seis meses de vida. Segundo a página eletrônica do MS, para ofertar a pentavalente no calendário de vacinação do SUS, o Brasil compra a vacina via Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), uma vez que não existe laboratório produtor no País.

Em julho de 2019, lotes do laboratório pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foram reprovados no teste de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em agosto do ano passado, o Ministério da Saúde solicitou reposição do produto, mas, naquele momento, não havia disponibilidade imediata no mundo.

 

(Informações: Agência Brasil [Comunicação Setorial da SES-GO])

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