Saúde de Aparecida aprimora o controle da diabetes infantil com tecnologia inovadora

Programa Viver +  Feliz melhora o controle da diabetes infantil em pacientes dos quatro aos 14 anos com mais conforto e precisão sem a rotina diária de furar a ponta dos dedos.

Na manhã do dia 27, no CEM, 30 crianças receberam os aparelhos, e, à tarde, mais vinte e uma foram beneficiadas – Fotos, inclusive a da home: Rodrigo Estrela/Comunicação

 

Com a presença do prefeito Vilmar Mariano, pacientes passaram por triagem, os pais ou responsáveis responderam questionário detalhado de monitoramento e quando da colocação do dispositivo os profissionais tiraram dúvidas e explicaram sobre o uso

 

O prefeito Vilmar Mariano e o secretário municipal de Saúde Alessandro Magalhães lançaram, dia 27 de outubro, na sedo do Centro de Especialidades Municipal, mais uma iniciativa inovadora na Saúde Pública: o Programa Viver + Feliz de controle da diabetes infantil para usuários de quatro a 14 anos de idade.

Ao longo da data, em duas etapas, cinquenta e uma crianças foram beneficiadas. A iniciativa consiste no fornecimento de sensor aplicado na parte posterior superior do braço que mede de forma contínua as leituras da glicose e armazena os dados. O dispositivo causa menos incômodo às crianças porque evita as constantes picadas nos dedos com lancetas para aferição da glicemia, além de reduzir internações e propiciar melhor qualidade de vida e um monitoramento mais eficaz da doença.

No evento, o prefeito salientou que “a cada dia temos melhorado a nossa Saúde Pública. A implementação desse sistema é mais um benefício para a população, demonstração de sensibilidade com as pessoas. Conversei há pouco com o menino João Pedro, ele me contou que já furou o dedo quatro a cinco vezes por dia, e agora vai passar a usar o dispositivo. Ficamos muito felizes de entregar esses aparelhos que vão facilitar a vida dessas famílias no tratamento da diabetes das crianças. Aparecida tem tratado a Saúde com muita responsabilidade, esse é o nosso diferencial, cuidar da população com muito carinho e amor”.

 

Menos dor, mais tranquilidade

O secretário de Saúde explica que crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 precisam fazer várias medições glicêmicas por dia para controle da doença e ajustes da insulina, da dieta e das atividades do paciente. “Muitos precisam colher a gotinha de sangue para pingar na fita reagente de quatro a seis vezes por dia, o que gera desconforto e dor. Então, vamos fornecer este dispositivo para que essas crianças possam sofrer menos, ter a diabetes melhor controlada e ainda poderem brincar, nadar, tomar banho e praticar exercícios físicos com o sensor, ou seja, levar uma vida mais ativa e feliz”, aponta.

“Imagine uma criança de quatro anos tendo que furar o dedo quatro vezes por dia! É um sofrimento. Já com essa nova tecnologia ela vai receber uma plaquinha, um adesivo no braço, e ali serão feitas as medições. Além disso, através dessa ferramenta acompanharemos a medição diária pelo aplicativo que o produto disponibiliza para a Secretaria. E mais: por determinação do prefeito Vilmar Mariano vamos adequar a Central de Telemedicina para monitorar essas crianças”, acrescenta o secretário.

 

Menos internações com aparelho de uso simplificado

Alessandro Magalhães ainda frisa que o programa Viver + Feliz “certamente vai reduzir as internações de crianças com diabetes dentro do Município. No ano passado, tivemos duzentas e noventa e duas internações do tipo que é possível evitar acompanhando, monitorando e dando um atendimento aprimorado para essas crianças. Para inserir alguém no Programa o responsável pela criança, se já tem a indicação de um endocrinologista para o aparelho, deve procurar a Farmácia Distrital levando documentos pessoais, comprovante de endereço de Aparecida, receita médica e relatório. Caso não tenha, deve ir até uma Unidade Básica de Saúde [UBS] para avaliação e encaminhamento para um endocrinologista, vai agendar e esse profissional vai avaliar qual é o melhor caminho para essa criança, se é indicado ou não o dispositivo, e aí vamos disponibilizar”.

A coordenadora da Assistência Farmacêutica, Christiane Fausta Ferreira de Rezende, destaca que, para fazer o monitoramento, o paciente, seus pais ou responsáveis precisam apenas passar o leitor sob a superfície do sensor e a medida da glicose aparece na tela do aparelho: “É mais simples e indolor. As picadas nos dedos, que tanto assustam as crianças e podem causar dor local, não são necessárias para quem usa esse dispositivo, que também é eficaz para verificar a hipoglicemia noturna”.

 

Quem pode participar

O diretor da Farmácia de Alto Custo, Fabrício Alves de Camargo Morais, relata que a iniciativa abrange pessoas de quatro a 14 anos de idade com diabetes tipo 1 que são orientadas a montar um processo de acordo com os protocolos do Município para recebimento de dois dispositivos a cada 28 dias.

Depois, já inserida no programa, a criança ou o adolescente passa a receber acompanhamento trimestral no CEM com médicos endocrinologistas.

 

Entrega às famílias

Na manhã do dia 27, no CEM, 30 crianças receberam os aparelhos, e, à tarde, mais vinte e uma foram beneficiadas. Todas passaram por triagem, os pais ou responsáveis responderam questionário detalhado de monitoramento e na hora da colocação do dispositivo os profissionais tiraram dúvidas das famílias e explicaram como usar o equipamento. As atividades da entrega foram organizadas pela equipe da coordenação de Governança Clínica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), chefiada por Herica Leguizamon.

A apoiadora médica da coordenação, Kátia Bomfim, acompanhou os trabalhos e deu orientações técnicas para os familiares. Ao fim da entrega, cada criança ganhou kit contendo um gibi da Turma da Mônica sobre diabetes, caneta e livrinho explicativo do dispositivo.

 

Tranquilidade

Elisvane Oliveira de Souza, moradora do setor Madre Germana, estava com a filha Melca Lourenço, de dez anos, que recebeu o dispositivo. A menina teve a diabetes tipo 1 diagnosticada há dois anos e é acompanhada pela equipe do CEM: “Esse aparelho é muito bom, agora minha filha vai ter um controle maior, ela precisa furar o dedo várias vezes por dia e ainda tem as aplicações de insulina. Com o dispositivo é só uma vez para colocar e com ele será muito melhor pra qualidade de vida dela e para a glicemia não ficar oscilando. Também vamos poder descobrir qual é o alimento que aumenta mais a glicemia. Gostamos muito também da entrega do aparelho, tudo bem conduzido, organizado e explicado para a gente”.

Clésia Oliveira, moradora do setor Parque Trindade, é mãe da pequena Ester, de oito anos, diagnosticada com diabetes tipo 1 há quatro anos. Satisfeita com o Programa, Clésia elogiou: “Estamos sentindo tranquilidade em saber que o Poder Público tem abraçado as causas dos diabéticos e amparado as nossas crianças com tecnologia de ponta. Para uma criança em idade escolar é muito importante o sensor. Geralmente as escolas não fazem os furos nos dedinhos, então a opção é mesmo o sensor para medir a glicemia. Hoje me sinto amparada pela Prefeitura”.

Já Ester comemorou o dispositivo: “Eu coloco o aparelho para viver, isso é que é importante. Porque eu amo a minha família, e é difícil pra minha mãe comprar, então ela me trouxe aqui e eu até pensei que ia fazer exame de sangue, mas era pra colocar o dispositivo. Com ele eu posso fazer bagunça e correr pra lá e pra cá”.

 

(Informações: Comunicação/Prefeitura)

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