Palestra e debate marcam o lançamento do livro de Paulo Leme Filho em Goiás

No mês de combate às drogas e o alcoolismo o autor reuniu leitores para falar sobre a relação entre dependência química e religiosidade.

Paulo Leme Filho: “De 2016 para 2021, a taxa de mortalidade por 100 mil pessoas relacionada a essa causa aumentou 45% na faixa de dez a 14 anos e 49,3% na de 15 a 19 anos, contra 17,8% na população em geral” – Fotos, inclusive a da home: Divulgação/Secult

 

Cerca de 65 pessoas prestigiaram o lançamento do livro O Bonequinho, de Paulo Leme Filho, em Uruaçu, Norte de Goiás. Foi no dia 8 de fevereiro o primeiro evento do ano do autor que milita pela causa da prevenção ao alcoolismo e drogas.

Abstêmio há 27 anos, ele já escreveu cinco livros sobre dependência e as diversas formas terapêuticas. O mais recente aborda a visão espírita sobre o problema.

Na sede do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade (CEPAC), ele reuniu leitores e profissionais da área de saúde falar da sua história a fim de promover o entendimento sobre a doença. 20 de fevereiro é o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo e Drogas.

 

‘Roda de Conversa’ e autógrafos

Paulo Leme Filho compartilhou insights e dados recentes presentes em sua obra, abordando a intrincada relação entre o sofrimento mental dos jovens e os vícios contemporâneos, entre eles a dependência digital e a falta de maturidade dessa parcela da população para se defender dos desafios de uma vida cercada de imagens e vídeos onde todos são felizes, ricos e bem sucedidos. Nesse ambiente de “felicidade tóxica” de Redes sociais o jovem também encontra a glamurização do álcool.

“A publicidade do álcool mistura sensualidade, liberdade e alegria. É olhar para as propagandas em que uma eterna juventude namora, festeja e, dando graças aos céus, comemora aquelas poucas horas de libertação dos dias anteriores do trabalho em horário comercial, feito por obrigação. Todos queremos ser assim – e é quase consequência necessária do viver que experimentemos bebidas alcoólicas”.

A consequência é a experimentação de substâncias que alteram a consciência cada vez mais cedo. No Brasil, os jovens experimentem bebidas alcoólicas a partir dos 12 anos. Na pandemia o abuso de álcool cresceu entre todas as faixas etárias e com ele também as internações e mortes relacionadas ao álcool. “Mas eu chamo atenção para um dado em especial: o de suicídios entre os jovens que vem crescendo muito acima da média”, alerta Paulo Leme Filho.

“De 2016 para 2021, a taxa de mortalidade por 100 mil pessoas relacionada a essa causa aumentou 45% na faixa de dez a 14 anos e 49,3% na de 15 a 19 anos, contra 17,8% na população em geral”, relata. Usando os dados das pesquisas mais recentes do Ministério da Saúde (MS) o escritor chama atenção para a importância de ações de prevenção para combater o abuso de álcool no Brasil.

Sua abordagem profunda e sensível sobre o tema despertou a atenção e a reflexão de todos os presentes. “O espiritismo tem coisas a dizer em relação à dependência química, mas não só com relação à dependência química. Por meio desta doutrina a gente entende que Deus não quer que você seja espírita, não está preocupado se você é evangélico, se você é muçulmano ou se você é católico. Deus está preocupado em saber se você é uma pessoa boa. Isso é o que importa e essa deve ser a nossa busca”, reflete o Paulo Leme Filho.

 

Leia também: Livro ‘O Bonequinho’, de Paulo Leme Filho, será lançado em Uruaçu

 

(Informações: Comunicação)

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