Goiás: produção de uva dobra em quatro anos, impulsionando a vitivinicultura e o surgimento de novos destinos

Produção de uva em Goiás saiu de 1,516 mil toneladas, em 2020, para 3,264 mil toneladas, em 2024, permitindo desenvolvimento da vitivinicultura e produção de vinho local.

Vista panorâmica do condomínio Salto Imperial. Rota dos Pirineus se destaca no Estado, com nove vinícolas que já repercutem no desenvolvimento da região – Fotos, inclusive da home: Divulgação

 

Cachoeira do Salto Corumbá: região com boas novidades

 

Cultivo de uva no Centro-Oeste: realidade positiva

 

Vitivinicultura em Goiás ganha força

 

Plantação de uvas na Rota dos Pirineus. Cerrado goiano apresenta relevante investimento na fruta

 

Rodrigo Estivallet (esq.), dono do Salto Corumbá; Robério Siquiero, sócio da ABL Prime; e, Rodrigo Ribeiro, chefe de vendas do Salto Corumbá

 

Rodrigo Estivallet no cultivo dele de uva no Salto Corumbá

 

Produção dos vinhos da Rota dos Pirineus. Expansão do cultivo até em climas tropicais graças ao desenvolvimento da poda dupla

 

Produção de vinho em Corumbá de Goiás, ajudando destacar o Estado no mercado nacional

 

Pôr no sol na Rota dos Pirineus: natureza bela em sentidos diversos

 

Rodrigo Estivallet (esq.) e Robério Siquiero brindando. Goiás é responsável pela produção de 7% do vinho no Brasil

 

A produção de uva no Estado de Goiás saiu de 1,516 mil toneladas no ano 2020 para 3,264 mil toneladas em 2024, segundo números do Panorama da Viticultura no Brasil (2020-2024), realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os números podem parecer pequenos frente ao campeão de cultivo da fruta, o Rio Grande do Sul, mas representam grande conquista para a região Centro-Oeste, que até poucos anos, não explorava essa monocultura devido ao seu bioma, o cerrado.

Segundo dados da Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), atualmente o Estado de Goiás é responsável pela produção de 7% do vinho no Brasil.

Até 1960, a produção da uva no País – que tem como finalidade chegar ao consumidor como produto in natura, suco ou fermentados (vinhos e espumantes) –, ficou restrita às regiões Sul e Sudeste, devido ao clima temperado e com baixas temperaturas que favoreciam o ciclo da uva. Mas no final do século passado, a expansão do cultivo chegou até em climas tropicais graças ao desenvolvimento da poda dupla.

A técnica consiste em enganar a planta realizando duas podas ao ano, mudando o seu ciclo natural, e levando-a a amadurecer no inverno. O processo permitiu que a produção brasileira registrasse nos últimos anos a produção de 1,8 milhão de toneladas de uva ao ano, como também permitiu que o cerrado goiano também começasse a investir na fruta, principalmente no campo da vitivinicultura – processo de produção de vinho, que começa no cultivo das videiras até terminar com o vinho na mesa do consumidor.

Em Goiás, a uva já é cultivada no Entorno do Distrito Federal, em Paraúna e Hidrolândia. Mas, a Rota dos Pirineus é hoje a região da União Federativa que mais atrai atenção e se destaca no mercado nacional quando se fala da produção de vinhos. Com foco em vinhos finos, produzidos para um público seleto e exigente, a Rota dos Pirineus – constituída por Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá de Goiás –, formou hoje o que é chamado de Corredor de Vinícolas do Centro-Oeste.

A região, que é serrana, tem ao todo nove vinícolas, que se consolidam ainda mais devido à produção artesanal de queijo na mesma Rota. As duas experiências juntas impulsionam uma Rota gastronômica. No dia a dia, o local conta com visitas guiadas com os produtores locais, que acompanham o consumidor no processo de produção do vinho, e permite que todos degustem do sabor dele produzido no cerrado.

 

Atraindo moradores

O desenvolvimento da vitivinicultura agregou mais um atrativo à Rota dos Pirineus, cuja paisagem serrana, clima mais ameno e cachoeiras arrebanham cada vez mais visitantes. A região atrai 80 mil visitantes por mês na baixa temporada, e 120 mil visitantes por mês na alta temporada.

Para atender este público, novos empreendimentos têm surgido paralelamente ao crescimento da rede hoteleira, com o foco da locação de curta temporada. Um exemplo é o Salto Imperial, condomínio horizontal que está sendo desenvolvido ao lado do Salto Corumbá, uma das principais cachoeiras goianas, bem no coração da Rota dos Pirineus.

A primeira fase do projeto, lançada em 2024, obteve 93% de vendas dos lotes na primeira fase e, agora, está lançando a segunda fase dos lotes. “Os terrenos acidentados são os queridinhos do público, os primeiros a acabar porque a intenção dos proprietários é fazer casas instagramáveis e inspiradoras”, diz o coordenador de vendas Rodrigo Ribeiro.

O empreendimento é cercado por serras, tem clima ameno e terrenos acidentados, lazer privativo e serviços de apoio – como uma van para transportar (leva e traz) os moradores e locatários para as vinícolas e cidades vizinhas, como Pirenópolis –, para que assim possam desfrutar da noite sem precisar dirigir.

Além de turistas, a região também tem conquistado pessoas que elegem a região como segunda ou até primeira moradia. “Com a consolidação do teletrabalho, muita gente tem investido em uma segunda moradia para passar parte da semana ou do mês no local, como o público da área de Tecnologia da Informação [TI] que atendemos com uma certa recorrência”, diz Robério Siquiero, especialista imobiliário e gerente comercial da ABL Prime, uma das desenvolvedoras do projeto, juntamente com a Trinus.

“As pessoas não estão comprando um terreno, mas natureza, experiências, vista inspiradora, um estilo de vida cada vez mais almejado em um contexto em que as pessoas querem e precisam desacelerar”, salienta o sócio do projeto, Rodrigo Estivallet. A segunda fase do projeto está em lançamento e as obras da primeira fase estão 40% concluídas.

 

Salto Imperial

Mais que estar localizado na Rota dos Pirineus, o condomínio fica a apenas 15 minutos de Pirenópolis, 35 minutos de Anápolis e 50 minutos da capital federal Brasília. Com segurança proporcionada pelo perímetro fechado, o empreendimento também conta com playground, área fitness, praça de jogos, redário, mirante, espaço com churrasqueira, piscina com borda infinita, quadra poliesportiva e quadra de areia.

A otimização de tarefas é um dos principais destaques do condomínio, com gestão da ABL. O morador pode gerir sua casa através de ferramentas eletrônicas. Com o aplicativo, o morador pode solicitar sem sair da residência, manutenção, jardinagem, compras para a casa, limpeza completa, e muitos outros opcionais.

O Salto Imperial vai oferecer um transfer exclusivo para moradores, que estará à disposição sempre que alguém quiser fazer algum dos passeios culturais, ou ir até uma das cidades históricas ao redor – buscando e levando os passageiros.

 

(Informações, com adaptações: Comunicação)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Conteúdo Protegido!!