Aparecida de Goiânia – Arquivado inquérito policial contra vereador André Fortaleza

Juiz relata não terem sido encontradas evidências de provas na denúncia movida por vereadora.

André Fortaleza: nada em desfavor da colega Camila Rosa – Foto (Arquivo): Divulgação

 

Em decisão da segunda-feira 16 de maio de 2022, o juiz eleitoral Desclieux Ferreira da Silva Júnior arquivou o inquérito policial envolvendo os vereadores Camila Rosa (PSD) e André Fortaleza (MDB).

No inquérito, a argumentação dela sugere ter sido alvo de “crime de violência política contra a mulher”, a impedindo de exercer seu mandato legislativo, em especial fazendo uso da palavra durante sessão da Casa de Leis.

Trata-se de ação relacionada ao episódio de 2 de março – durante debate versando sobre machismo e cotas para mulheres no segmento político –, ocasião em que ambos discutiram e o presidente da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia determinou cortar o som do microfone utilizado por Camila Rosa.

O magistrado acolheu o requerimento da parte do Ministério Público Eleitoral (MPE) e homologou o pedido de arquivar os autos. Como justificativa, houve identificação de “ausência dos elementos subjetivos especiais do tipo penal”.

 

André esclarece

Desde a data do episódio, André Fortaleza nega prática de autoritarismo, machismo ou discriminação ou outras atitudes inconvenientes. O presidente também não tem nada contra a pessoa, o trabalho parlamentar de Camila Rosa e as posições político-administrativas da colega de Cada de Leis.

Confira Nota emitida na época pelo presidente, esclarecendo que em nenhum momento procurou atingir pessoalmente a vereadora e que sempre defendeu as mulheres:

Sobre o debate ocorrido durante sessão ordinária desta quarta-feira, 02, esclareço que em nenhum momento procurei atingir pessoalmente a vereadora Camila Rosa, mas reforcei com veemência que sempre defendi a classe das mulheres, apoiando todos os projetos voltados ao tema. Sempre fui a favor da luta delas e que demonstrei com atitudes e não apenas com discurso. Antes do meu mandato, a Câmara não tinha nenhuma mulher em cargos de chefia e hoje possui quatro.

Pela primeira vez na história da Câmara, por escolha minha na presidência, a Mesa Diretora tem em sua composição duas mulheres (vereadoras Valéria Pettersen e Camila Rosa). Criei um instituto que é todo composto por mulheres. Eu apenas afirmei que sou contra cotas, que os direitos e deveres tem que ser iguais, e não que seja contra alguma classe específica, porém tive minha fala distorcida, baseada num sensacionalismo, pois para mim, a mulher deve ser tratada com respeito e igualdade, e não por privilégio de gênero.

 

(Jota Marcelo)

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