Os ‘bad boys’ dos tempos modernos
Quando assistimos a certas cenas, de certos adolescentes e jovens, de nossos tempos de internet, de smartphones, de celulares, de tablets, de games sem limites, de Redes sociais como Instagram e TikTok e outras tais e iguais futilidades do mundo virtual, lembramos então, para quem estuda certos pensadores e cientistas da educação e instrução familiar.
Nessas diretrizes do que seja a instrução, a educação e formação integral do indivíduo, são exemplos nessas propostas pensadores como Aristóteles, Donald Winnicott, Jean Piaget, Rousseau.
Existem certos pais e certas famílias que seguem as diretrizes de erar e engordar os filhos, ao estilo do que se faz com bois e porcos. Tornam os filhos e filhas erados e eradas, adultos e crescidos, biologicamente, anatomicamente. Todavia, desnutridos de qualquer formação social, civilizatória e moral. No popular, são os chamados filhos e filhas de papaizinhos e mãezinhas. São os pais e mães tidos e tidas pelos filhos como patetas e cordatos em tudo. Filhos de todos os privilégios e regalias. Nada de ralação, nada de esforço, nada de sacrifício. É proibido sofrer e sacrificar!
Nesse rol de tipos antissociais, estão o motorista do Porsche que atropelou e matou o motorista de aplicativo. Atropelou e matou como se esse trabalhador e honrado cidadão fosse um toco, um estorvo em sua desabalada velocidade em seu carro de luxo. E como cúmplice teve sua mãe, no intento de acobertar e ser conivente com o repulsivo crime do filho. Ele cumpre pena. Tudo se passou e se passa em São Paulo, capital.
O outro piloto de Brasília, que motivado por ciúmes de uma garota, de relações namoradas com ele (o piloto) e outro rival; ambos jovens, foi lá e o socou, o esbofeteou, provocou-lhe um grave trauma craniano, levando-o à morte após dias de agonia em uma UTI, de hospital de Brasília. De comportamento semelhante ao motorista do Porsche, parentes, pai e mãe, tentaram minimizar e normalizar o ocorrido. A Justiça foi célere e mantém esse bad boy em prisão preventiva, até o julgamento final.
E os adolescentes lá de Florianópolis que incomodados com o dócil cão de rua, o Orelha, perseguiu, torturou e executou cruelmente o animal. Tudo foi testemunhado, gravado por câmeras públicas. Após o ocorrido, os adolescentes foram passear na Disney, EEUU. Verdade que já tinham as passagens compradas. O que se apurou concretamente, até agora, é que um dele foi indiciado pelo crime, e vai responder a medidas corretivos, como menor de idade. Enfim, esses tipos de gente, de adolescentes e jovens, são o resultado concreto e bem-acabado de uma educação mambembe, frouxa, tolerante. Mostras robustas do quanto cada indivíduo espelha e reflete a educação, a instrução e limites comportamentais recebidos ou não dos pais, no lar onde são formados.
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