Nau a deriva – Náufrago da existência
Eu tenho uma admiração enorme por aqueles escritores polímatas, polissêmicos, multiculturais como o foram os nossos representantes do romantismo, do realismo, do parnasianismo, do concretismo e modernismo. Admiro por exemplo o poder que tiveram um Machado de Assis, um José de Alencar, um Lima Barreto, um Nelson Rodrigues. Dos cronistas são três, os Rubens: Alves, Braga e Fonseca. Desses aqui, o Braga e o Fonseca então, dá gosto de lê-los. O Rodrigues, teve uma qualidade ímpar, a de dramaturgo. Ele retratava a vida como ela é. Na sua crueza, agudeza, em toda a sua nudez. Poucos retrataram tão bem o caráter das pessoas como ele. João do Rio também foi outro baluarte da crônica. Ao escrever me inspiro muito neles. E olha que viveram em tempos difíceis, em se versando sobre liberdade de imprensa e opinião.
Fico a imaginar se esses luminares da literatura vivessem hoje, nesses tempos da aclamada hipermodernidade, época digital, das redes sociais. Será que eles iam ter, ser usuários das redes antissociais? Não se sabe. Eu não fui dos últimos a entrar, pode ser que integre dos primeiros a sair. Não que elas sejam inúteis. São muito parecidas com caldo de limão e veneno de cascavel. Depende a que fim nós as destinamos.
Há mais de quatro anos eu resolvi criar minhas páginas na internet. Facebook pessoal, Fanpage, WhatsApp, um site e e-mail tipo corporativo, profissional. O objetivo era incrementar minha clientela, ter mais canais de interação e contato com meus pacientes. Investi em março de 2016, cerca de U$3 mil. Na minha fanpage tinha mais de 10 mil contatos (chamam de amigos, seguidores). Será? Curioso para mim, sem ser messias ou apóstolo. Consegui um aditamento em minha rede de clientes, pacientes. Já tinham me criado um blog, trabalho de desenvolvedor, desde 2007, no qual posto meus artigos, crônicas, textos opinativos, entre outros. Este blog [jjoaquim.blogspot.com].
Veio a pandemia, com ela a quarentena, passei quase um mês sem acessar minhas páginas do Facebook (profissional e pessoal). Pacientes e contatos começaram me perguntar via e-mail, sobre meus posts, a falta de respostas às mensagens e pedidos de consultas. Foi quando então, na retomada de minhas atividades não mais consegui acessar minhas páginas virtuais. Mês de julho/2020. Tinham-nas me roubado. São fenômenos ou epifenômenos da internet, algum internauta ou náufrago (a) da existência, ardilosamente, inteligentemente apoderou-se delas. Curioso é que procurei uma Delegacia de Crimes Cibernéticas, da possibilidade de recuperação. Never, deixei passar do tempo. Foi essa a resposta. Adeus páginas profissionais. A resposta quando busco tentar recuperar as páginas é essa: o e-mail inserido não corresponde a nenhuma conta. Passou tanto do tempo que o hacker, invasor, conseguiu até trocar o e-mail de acesso. O meu consolo é que o náufrago (a) ladrão, se decepcionou, se achava que ia deparar com alguma ilicitude ou confidências impublicáveis de minha parte.
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