Zero empatia e muita mercancia
‘Empatia, eis o que seja esse sentimento. Ele jaz como um aspecto essencial da natureza humana, uma chave para a sobrevivência das comunidades da nossa espécie’.

‘Além desses ramos científicos nos mostrarem liames biológicos, da constituição e arranjo psíquico e emocional da pessoa, grandes pensadores e sábios se ocuparam desses valores’ – Foto: © sbie.com.br / Depositphotos.com / dima_sidelnikov
A neurobiologia e neuropsicológica nos dão boas pistas do porquê da existência de pessoas com o sentimento da empatia muito precário. Algumas com absoluta ausência desse valor ético e social; esse vínculo tão importante em nossa sociedade da após modernidade.
Empatia, eis o que seja esse sentimento. Ele jaz como um aspecto essencial da natureza humana, uma chave para a sobrevivência das comunidades da nossa espécie. Finalmente, e atendendo a que a empatia é um traço desejável, e mesmo após o argumento de que faz parte da natureza humana é reconhecido que nem todos os humanos a apresentam por igual, discutem-se estratégias que poderão conduzir a uma estimulação da empatia como traço de humanidade num indivíduo, mas também como resposta imediata a uma situação, de relação social, familiar, de amizade, parental, de solidariedade, de filantropia.
Além desses ramos científicos nos mostrarem liames biológicos, da constituição e arranjo psíquico e emocional da pessoa, grandes pensadores e sábios se ocuparam desses valores. Foram pensadores do perfil de um Aristóteles, de Rousseau, de Jean Piaget, de Donald Winnicott, de vários outros na área de sociologia e psicopedagogia.
Há diversidade nas populações pesquisadas, locais de estudo e falta consenso entre os autores sobre como a empatia se desenvolve, perpassando explicações pelos campos da cognição, emoção e atividade neuromotora. Mas, sabe-se hoje, à luz das neurociências e psicologia social, do quanto é forte o padrão educacional, da mãe como protagonista na formação da criança como um futuro adulto bem resolvido nos sentimentos de humanidade; empatia, solidariedade, senso do coletivo, da participação e amparo social do outro.
JFLM era aquela mãe recém tornada marinheira de primeira viagem. A origem dava pistas do porquê de sua precariedade e inaptidão a uma vida social civilizada, de gentilidade e boa educação em sua relação social. Fosse com o consorte, com os parentais, com sogros! Para ela tudo era natural e normal, a frieza e indiferença nos contatos sociais. Casa em desalinho, desorganização na recepção de parentais e próximos. Cuidados primários do primeiro filho a parentais que assim se dispusessem!
REML, outro modelo de ausência de sentimentos de altruísmo e lealdade para quem e de quem recebia todos os regalos à mesa e encômios. Na certa e concretamente, era um poço de hipocrisia dissimulada. Na mesa se refestelava, se empanzinava do capitoso e palatável acepipe, manjares eram servidos a seu gosto. Rapapés, trato gentil e loas a ela dirigida. E cria solidamente em tais valores, de casca e pele. E ia, e vinha, no mesmo reco-reco. Não tinha empatia e reciprocidade na oratória. Mas, a origem genômica explicava tudo. Berço, de cabeço, de geratriz. Perua, nua de bons predicados. Origem! Ausência de empatia!
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