OPINIÃO

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‘EDITORIAL’ – Edição 471 (01 a 15/04/2026) – ‘Não entre na água sem colete!’

‘Coitado de cada ser humano se a água resolver brigar com ele’.

‘Verifique as condições da embarcação, atenção para com o motor, cuidado sobre a quantidade de combustível, que quem conduz a embarcação seja alguém habilitado. Use colete, use boia. E use bem acondicionado. Entrar embriagado de maneira alguma. Evite a presença e participação de crianças!’ – Foto (Arquivo): Marcello Dantas/ daimages

 

É seríssima a questão de adentrar a água no mar, em lagos, lagoas, rios, córregos, ribeirões, riachos, cachoeiras, represas, regos, nas piscinas, independente da idade da pessoa. Aos que não sabem nadar, o caso é mais complexo ainda.

Pautando o alerta especificamente em torno dos lagos, o que poderia ser um ou mais dias de descanso, lazer, acaba resultando em tragédias horríveis justamente pela falta de cuidados, algo de novo ocorrido infelizmente no lago Serra da Mesa, parte dele no Município de Niquelândia, Norte de Goiás, no feriado da Semana Santa deste 2026, quando uma jovem faleceu, vítima de afogamento, após imprevisto com a canoa onde estava juntamente com outras pessoas.

Evitar ao máximo que vidas sejam ceifadas, que famílias sejam destruídas, que a tristeza impere nos lares. Isso é uma necessidade urgente, com tudo devendo ser feito antes, pois durante e após os fatos, tudo se torna mais adverso.

Em pequeno resumo neste Editorial, frisa-se: verifique as condições da embarcação, atenção para com o motor, cuidado sobre a quantidade de combustível, que quem conduz a embarcação seja alguém habilitado. Use colete, use boia. E use bem acondicionado. Entrar embriagado de maneira alguma. Evite a presença e participação de crianças!

Escrito do editor-geral do JORNAL CIDADE, Jota Marcelo: ‘A gente lamenta demais, pois é triste e a família sofre muito. Ao mesmo tempo, toda conscientização é pouca: não tem lógica alguma a pessoa deixar de usar colete. É inadmissível, é uma total falta de responsabilidade (de todos os envolvidos com cada entrada na água) essa atitude. Conheço pessoas experientes no ato de lidar com águas, inclusive ribeirinhos e integrantes da Marinha, que entram na água sem colete sabe quando? Nunca, nunca, nunca! Só entram usando colete! Água é um perigo, pequenos movimentos da água engolem/sugam a pessoa, que, sem experiência, sem força, nada sabe fazer para voltar. Pessoa nem vê nada, nada sente… Morre mesmo!’.

Infelizmente, em determinados acontecimentos (longe do Editorial querer afirmar que houve isso e afins na referida ocorrência da Semana Santa), a desatenção, o excesso de confiança, a empolgação, o exibicionismo ou a ingestão de bebida alcóolica excessiva provocam tragédias dessa natureza.

Enfim, coitado de cada ser humano se a água resolver brigar com ele!

Considerações de 2024 de David Szpilman, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), em entrevista à rádio Nacional da Amazônia, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC): “O ideal é que a gente saiba os riscos do ambiente e a nossa competência aquática. Toda situação de afogamento, independentemente de ser em piscina, cachoeira, rio, lago, represa, praia, surfando, fazendo esporte aquático, exige um balanço entre o risco do ambiente e a sua competência aquática, a capacidade de enfrentar o risco”. E: “A bebida entra exatamente nesses dois fatores: a pessoa olha o risco e quando está alcoolizada, não percebe e se acha mais capaz do que na realidade. Aliado a isso, o álcool também reduz a capacidade motora de defesa. Então, esses três fatores influenciam e fazem com que o álcool seja responsável por 15% a 18% dos afogamentos com morte”.

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