Minaçu/terras-raras: anunciados acordos entre Serra Verde e USA Rare Earth

Serra Verde anuncia acordo de combinação com a USA Rare Earth para criar líder global em terras-raras e acordo de fornecimento de 15 anos com preços mínimos garantidos.

Estrutura da Serra Verde, em Minaçu, única em operação no Brasil: argila iônica, com extração dos metais de terras-raras mais eficiente e menos custosa – Foto, inclusive da home: Divulgação

 

A Serra Verde, a única produtora em grande escala de terras-raras pesadas críticas (ETRPs), bem como terras-raras leves fora da Ásia – via Minaçu, cidade do Norte de Goiás (o minério é beneficiado aqui e exportado) –, anunciou na segunda 20 de abril, dois marcos significativos que confirmam sua posição como líder na indústria global de terras-raras e como pioneira no setor de minerais críticos do Brasil.

A Serra Verde acordou uma combinação com a USA Rare Earth, Inc. (USAR), empresa privada de terras-raras listada na Nasdaq, para criar um líder global abrangendo elementos de terras-raras, óxidos, metais e ímãs. As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras-raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e etapas finais de processo produtivo (o chamado downstream) da USAR. Além do conhecimento pioneiro da Serra Verde em mineração e processamento de terras-raras, a empresa resultante da combinação dos negócios terá acesso a tecnologias de separação, processamento e fabricação de metais de primeira classe por meio de suas próprias operações e parcerias estratégicas, que abrangem os Estados Unidos e seus aliados.

Mick Davis, presidente do Conselho de Administração do grupo Serra Verde, e Thras Moraitis, diretor executivo (CEO) da companhia desde o início de 2023, vão integrar o colegiado da empresa combinada. Moraitis vai assumir a presidência do novo grupo e Ricardo Grossi, hoje comandante da Serra Verde Pesquisa e Mineração, vai continuar liderando as operações dentro do Brasil.

As operações da Serra Verde no País continuarão em expansão e em ramp-up (aumento gradual) sob a equipe de gestão existente.

Além disso, a Serra Verde firmou acordo de fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (SPV), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I (acordo de fornecimento) com preços mínimos garantidos para suas terras-raras magnéticas. Essa parceria específica proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e também seu desenvolvimento com sucesso, ao mesmo tempo em que garante empregos e investimentos para o Brasil e Minaçu por muitos anos.

 

‘Estamos entusiasmados’

De Moraitis: “Estamos entusiasmados em unir forças com a USAR para criar uma empresa maior e mais diversificada, abrangendo a cadeia de suprimentos de ETRs no Brasil, EUA e os seus aliados. A combinação permitirá investimentos sustentados e crescimento da operação, criando empregos, contribuições fiscais e investimentos que beneficiarão funcionários, a comunidade e o Brasil”. O executivo menciona também que “além disso, estamos satisfeitos por termos garantido esse acordo de fornecimento de 15 anos com uma empresa de propósito específico, capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado para 100% da produção da Fase I de nossa operação de classe mundial”.

Categorizando que os dois marcos reforçam “nossa posição como líder na indústria global de terras-raras como a única grande produtora de terras-raras pesadas fora da Ásia”, ele reforça que “os preços mínimos para disprósio e térbio acordados são uma prioridade no setor, e reduzem o risco para o desenvolvimento futuro da nossa operação, fornecendo fluxos de caixa seguros e previsíveis com potencial compartilhado, permitindo que possamos investir em nossa expansão com confiança”.

Já Ricardo Grossi, manifesta que “esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do País de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras-raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsáveis”.

E reforça: “A Serra Verde é pioneira em uma nova indústria no Brasil, e agora temos a certeza de poder continuar investindo e desenvolvendo nossa operação ao longo do ciclo, garantindo empregos, futuros pagamentos de impostos e desenvolvimento econômico para Minaçu, Goiás e Brasil. Em parceria com a USAR, esperamos servir de inspiração para outros projetos semelhantes no Brasil, demonstrando o vasto potencial do nosso País como um polo de minerais críticos”.

 

Transação

O negócio a ser concretizado no terceiro trimestre de 2026 avalia a companhia brasileira em US$2,8 bilhões. A transação tende envolver pagamento de US$300 milhões em dinheiro e emissão de cerca de 126,8 milhões de ações pela empresa americana, que passarão às mãos dos controladores atuais da mineradora brasileira. As donas da Serra Verde – as americanas Denham Capital e EMG, e a britânica Vision Blue –, vão se tornar sócias majoritárias, com 34% da nova empresa.

Será o surgimento de uma empresa multinacional líder em terras-raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, nos Estados Unidos, na França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras-raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs. A empresa combinada será financeiramente robusta e terá acesso a recursos humanos e tecnológicos para crescer, desenvolver suas operações.

Mais um passo no segmento de terras-raras, dentro de forte movimento global para expandir sua capacidade de produção, após, em 2025, a líder mundial no setor, China, ameaçar paralisações industriais generalizadas ao restringir exportações. Atrás somente da China, o Brasil ocupa posição estratégica, obtendo reservas potenciais de 21 milhões de toneladas totais de óxidos de terras-raras.

 

Acordo de fornecimento

Essa parte da parceria e os preços mínimos nela abordam os sinais de preço não representativos que anteriormente restringiam o desenvolvimento de novas fontes upstream (extração, produção) de terras-raras pesadas e cadeias integradas de suprimentos de terras-raras. A Serra Verde e essa SPV irão compartilhar os benefícios dos preços recebidos acima dos preços mínimos acordados.

A mina integrada de terras-raras e planta de processamento da Serra Verde em Goiás, em Minaçu, produz Carbonato de Terras Raras Mistas (MREC), com alta proporção dos ETRPs mais críticos, Disprósio e Térbio, sendo o único produtor de escala fora da Ásia desses e de outros ETRPs.

 

USA Rare Earth

Constituída em 2019, a USA Rare Earth, Inc. (Nasdaq: USAR) – com apoio de múltiplas iniciativas federais dos Estados Unidos, incluindo recente financiamento da ordem de US$1,6 bilhão concedido pelo Departamento de Comércio (governo federal norte-americano), está construindo determinada cadeia de suprimentos totalmente integrada de terras-raras e ímãs permanentes nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França e Brasil.

Por meio da propriedade da Less Common Metals (LCM), um dos maiores produtores mundiais de metais e ligas de terras-raras, do desenvolvimento da capacidade de fabricação de ímãs em Stillwater, Oklahoma, da mina Pela Ema no Brasil e do depósito Round Top no Texas, a USAR atua em toda a cadeia de valor, desde mineração até fabricação de metais, produção de ligas e fabricação de ímãs de neodímio.

A USAR está estabelecendo um fornecimento seguro e alinhado ao Ocidente de materiais essenciais para os setores aeroespacial e de defesa, semicondutores, energia, data center, Inteligência Artificial (IA) física, mobilidade, saúde e indústria.

Ela detém um depósito mineral no Texas (EUA), porém o local ainda não foi explorado comercialmente, pois, segundo especialistas, a concentração de terras-raras é no local baixa, particularidade que tornaria a operação onerosa e adversa.

Em usare.com, é possível obter mais informações.

 

[Leia mais sobre o assunto, na submatéria

 

(Informações, sob adaptações, e com informações da Redação do JORNAL CIDADE/Jota Marcelo [Colaborou: Marcia Cristina/JC]: Comunicação/Serra Verde)

 

 

Serra Verde: condições operacionais atraentes e fortes credenciais de sustentabilidade

A Serra Verde, que anunciou novidades expressivas em 20 de abril e vai passar por transição marcante, se beneficia de condições operacionais atraentes e fortes credenciais de sustentabilidade devido à localização de sua operação em uma jurisdição consolidada de mineração e processamento no Brasil, que oferece acesso a eletricidade renovável, infraestrutura de alta qualidade, uma força de trabalho local qualificada e comunidades informadas. Além disso, a operação se beneficia da geologia vantajosa de depósito de argila iônica muito grande, macia e com elementos de terras-raras pesados (ETRPs) próximos à superfície e de operações de baixo impacto.

A mineradora também recebeu um pacote de financiamento de US$565 milhões com a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC), que substituiu as facilidades de empréstimo existentes em termos mais favoráveis e financiou totalmente a otimização das operações brasileiras da Serra Verde, expandindo a capacidade, permitindo um perfil operacional sustentado e mais baixo e aprimorando seu produto para novos mercados.

Juntamente com o acordo de fornecimento tornado público por agora com a USA Rare Earth, Inc. (USAR), essas medidas do governo dos Estados Unidos visam acelerar e reduzir riscos na estratégia da empresa combinada e no plano de crescimento da dita Fase I de aumentar a produção para 6,4 mil toneladas de Óxido Total de Terras Raras (TREO) até o final de 2027.

 

Grupo Serra Verde

A Serra Verde é a única produtora em grande escala fora da Ásia de todas as quatro terras-raras magnéticas, incluindo as terras-raras pesadas mais críticas e altamente valiosas: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Esses materiais são fundamentais para a produção de ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, bem como para outras aplicações tecnológicas avançadas nos setores semicondutores, de defesa, nuclear, aeroespacial e outros setores críticos.

A mineradora conta com equipe altamente experiente e histórico incomparável de criação de valor ao desenvolver, operar e expandir negócios nos setores de energia e materiais. A produção comercial na mina e planta de processamento da Serra Verde em Pela Ema começou no início de 2024 e as operações estão atualmente sendo otimizadas e expandidas, permitindo perfil sustentado de custos operacionais mais baixos e aprimorando seu produto para novos mercados. Espera-se que a Serra Verde produza aproximadamente 6,4 mil toneladas métricas de óxido de terras-raras equivalentes (TREO) por ano, e a possível expansão da rotulada Fase II, que poderia dobrar a produção de minas até 2030, está sendo considerada.

A empresa possui fortes credenciais de sustentabilidade devido à geologia vantajosa do depósito Pela Ema, suas operações de baixo impacto que não geram rejeitos úmidos, acesso a eletricidade renovável e uso de biocombustíveis, infraestrutura de alta qualidade, força de trabalho qualificada e fortes relações comunitárias. A Serra Verde está comprometida em operar de maneira responsável e sustentável, aplicando práticas de gestão de primeira classe e liderando padrões do setor, e já conquistou mais de três anos sem uma lesão por perda de tempo. Serra Verde emprega mais de 350 pessoas, excluindo empreiteiros, 66% das quais são da comunidade local e mais de 30% são mulheres.

A Serra Verde conta com o apoio de investidores institucionais líderes, incluindo Denham Capital, Vision Blue Resources e The Energy & Minerals Group.

Para mais informações, visite svpm.com.br.

 

(Informações, sob adaptações, e com informações da Redação do JORNAL CIDADE/Jota Marcelo [Colaborou: Marcia Cristina/JC]: Comunicação/Serra Verde)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Conteúdo Protegido!!