Covid-19 em Manaus: infectologista diz que nova variante só se espalhou devido distanciamento não ter sido cumprido

A nova variante do coronavírus só se espalhou por Manaus porque as medidas de distanciamento social não foram cumpridas. A declaração é do infectologista do Hospital das Clínicas da USP, Evaldo de Araújo.

 

Para Evaldo de Araújo, a nova variante só se espalhou na capital do Amazonas porque medidas de distanciamento não foram cumpridas – Foto: Alex Pazuello/Semcom

 

Cientistas de dez instituições analisaram amostras de pacientes infectados na cidade e descobriram que 42% dos casos foram provocados por essa nova variante, chamada de P1. Essa variante também foi identificada no Japão.

Em entrevista ao Jornal Gente, da rádio Bandeirantes (São Paulo-SP), o médico Evaldo de Araújo, do HC da Universidade de São Paulo afirma que a nova cepa pode estar ligada ao crescimento espantoso de casos da Covid-19 no Amazonas, mas o fator determinante para que houvesse a disseminação do vírus foi o não cumprimento das medidas sanitárias.

“Você tem lá uma população altamente exposta. Nós temos publicações que falavam que Manaus tinha até atingido a famosa imunidade de rebanho e quando a gente vê esse rebote da pandemia lá você coloca em xeque essa teoria. Lá não houve distanciamento, todo mundo estava na rua e você deu gasolina para que a variante se expandisse e a partir de então a gente está em alerta. A variante é um processo de seleção natural, conforme a gente vai adquirindo imunidade, ele vai buscando formas mais resistentes”, explicou.

Ainda na entrevista para a emissora de rádio, o infectologista afirmou que a vacinação deve começar o quanto antes, seja com a vacina do Instituto Butantan ou com a de Oxford e que, caso a opção seja pela Coronavac, é preciso trabalhar para que um número grande de pessoas seja imunizado.

“A vacina Coronavac é desenvolvida em uma tecnologia tradicional. Todas as vacinas são seguras. A maneira como é fabricada com vírus inativado, vírus morto ela é super segura e muito conhecida. Ela é altamente eficaz e vamos precisar que todos se vacinem para que isso se perceba na redução da contagiosidade e nesse sentido vamos precisar que muita gente se vacine para que se reduza a circulação viral”, disse.

 

(Informações, sob adaptações: Da Redação da TV Bandeirantes. Com Rádio Bandeirantes)

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