Com mais de 32 milhões de idosos no Brasil, recuperação em casa amplia debate sobre cuidado humanizado

Presença da família, ambiente familiar e suporte profissional têm ganhado espaço no acompanhamento de pacientes em recuperação e idosos.

Ao mesmo tempo em que cresce a população idosa, aumenta também a busca por formas de cuidado menos desgastantes para pacientes e familiares – Fotos, inclusive da home: Comunicação

 

Depois da alta hospitalar, muitas famílias descobrem que o tratamento não termina quando o paciente volta para casa. Entre medicações, adaptação da rotina e necessidade de acompanhamento contínuo, o cuidado passa a fazer parte do dia a dia da família. Em um País que envelhece rapidamente, essa realidade se torna cada vez mais comum. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que o Brasil já possui mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. No Tocantins, são mais de 184 mil idosos, enquanto Palmas, capital do Estado, concentra quase 25 mil moradores nessa faixa etária.

Ao mesmo tempo em que cresce a população idosa, aumenta também a busca por formas de cuidado menos desgastantes para pacientes e familiares. Permanecer em casa, próximo da rotina habitual e da convivência afetiva, tem sido apontado como fator importante para o bem-estar emocional e para a continuidade do tratamento, principalmente em casos de recuperação cirúrgica, doenças crônicas ou limitações de mobilidade.

Estudos recentes ajudam a explicar esse movimento. Uma revisão sistemática publicada em 2024 na ScienceDirect (plataforma de dados de literatura científica operada pela editora Elsevier) identificou melhora em indicadores ligados à saúde mental, satisfação e recuperação clínica em pacientes acompanhados com maior participação familiar no cuidado. Já uma pesquisa divulgada em 2025 na revista científica Frontiers in Medicine apontou associação positiva entre apoio familiar e recuperação funcional de pacientes após Acidente Vascular Cerebral (AVC), relacionando esse resultado à maior adesão ao tratamento e ao suporte emocional.

 

Conciliar

Em Palmas, muitas famílias enfrentam o desafio de conciliar trabalho, rotina doméstica e acompanhamento de parentes que precisam de cuidados contínuos. Nem sempre é possível manter sozinho todos os cuidados necessários após internação ou durante tratamentos prolongados, especialmente quando o paciente depende de acompanhamento frequente.

Para a médica assistencial da Infinity Home Care, doutora Bruna Resende, o atendimento domiciliar surge justamente para dar suporte a essa realidade sem afastar o paciente do convívio familiar. “O cuidado técnico é importante, mas o paciente também precisa se sentir seguro, acolhido e emocionalmente confortável. Quando ele permanece próximo da família e da própria rotina, isso pode trazer impactos positivos para o bem-estar e para o enfrentamento do tratamento”, explica.

Com atuação na cidade e no Estado, a Infinity oferece atendimento domiciliar com equipe multidisciplinar e acompanhamento individualizado. Segundo a especialista, o home care também ajuda a reduzir a sobrecarga das famílias ao organizar os cuidados de forma mais segura e orientada. “Muitas vezes a família quer ajudar, mas não sabe exatamente como conduzir alguns cuidados. O acompanhamento profissional traz esse suporte e permite que o paciente continue recebendo atenção sem perder os vínculos afetivos e a convivência diária”.

 

Associação positiva entre apoio familiar e recuperação funcional de pacientes após AVC, relacionando esse resultado à maior adesão ao tratamento e ao suporte emocional

 

(Informações, sob adaptações: Comunicação)

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