PAINEL CULTURAL

DR. ABILIO WOLNEY AIRES NETO

SYGNUS, o Cisne.

Desliza o cisne na perspectiva sinuosa

Como nos lagos temperados dos trópicos meridianos

Formosos herbívoros dos leitos pantanosos

Que nas águas são como águias de pescoços longos

 

Cygnus formoso da constelação do zodíaco

Em torso alado na estupenda Vila Lactea

Cruzeiro do Norte no estandarte do Cristo

Oceano cósmico de escumilha prateada

 

Navegantes dos hemisférios celestes de crepúsculo

Entre plumagens e carícias no bico do entardecer

Majestosos cachaços ao móvel de patas curtas

Trompetes alados caídos do céu por descuido

 

E vivem gárrulos entre assobios e grunhidos

Monogâmicos seres, álacres e felizes

Mesmo no Patinho Feio do ballet dos Cisnes

Negros e selvagens nas águas do Reino Unido

 

Chocadores garbosos dos ninhos acasalados

Em fulvas plumagens de coloridos suportes

Grasnam como mudos durante toda a vida,

Mas podem cantar triste e belo na hora morte

 

Seis são os Cisnes nos contos ingleses

Outros prateados na série do Harry Potters

Reaparecem na face das moedas euro-finlandesas

Belos e selvagens nas Companhias francesas

 

O emproar esbelto dos cisnes ao impondo

Na negritude australiana do signo do ocidente.

Estrelando em filme no Feitiço do Patrono

Ou na heráldica dos brasões altivos e imponentes

 

Alvos e angélicos na merencória valsa do lago

Ou na tundra baixa da vegetação da miragem

Em circuito delicado da Austrália ou do ártico

Onde vivem até 40 anos em estado selvagem

 

Habitantes das formosas depressões do Equador

O cisne do norte é branco com o bico laranja

Grasnam aos bardos de um rouco cantador

Estridulando a liberdade como um grito de piranga

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