‘Sistema S é indispensável’
Sandro Mabel
Entre diversos temas relacionados ao desenvolvimento da indústria e da economia goiana, nosso primeiro desafio à frente da Fieg tem sido enfrentar a propalada intenção do governo federal de cortar – “meter a faca”, como ameaçou o ministro da Economia, Paulo Guedes –, nos recursos que mantêm o Sistema S (no caso do segmento industrial, o Sesi e Senai), dinheiro que vem da indústria, via contribuição mensal. Um investimento com retorno para nossos acionistas, as empresas, na forma de educação básica de qualidade e formação de mão de obra, inovação tecnológica, saúde e segurança no trabalho, melhorando a condição de produtividade e competitividade.
O Senai, que amanhã (22/01) completa 77 anos de criação no Brasil e chegou a Goiás dez anos depois, totalizou em 2018, em todo o Estado, 173.042 matrículas desde a aprendizagem industrial até a pós-graduação. Na contramão da crise de desemprego, os números superaram em quase 40% a meta para o ano, de 125.282 matrículas, e em 15% o registrado em 2017, de 150.261. O Sesi Goiás somou 42.053 matrículas em educação e, na área de saúde e segurança do trabalho, diversos serviços beneficiaram 126.793 pessoas, o 5º maior número da instituição no País. Com atuação em 105 municípios, o Sesi atendeu 8.965 empresas, enquanto o Senai levou serviços a 2.600 empresas em 111 cidades.
Em Goiás, um corte de 30% nas receitas do Sesi e Senai traria consequências graves para empresas, trabalhadores e sociedade. Estimativas apontam o fechamento de 7 das 28 unidades das instituições, a eliminação de mais de 76 mil matrículas e até 800 demissões. O Sesi não teria como aceitar mais de 40 mil participantes de ações educativas, prestar atendimento e procedimentos médico, ocupacional e odontológico, vacinação e exames complementares a mais de 100 mil pessoas. O Senai reduziria drasticamente a formação e qualificação profissional necessária à indústria goiana.
A alegação, pelo ministro Paulo Guedes, de “caixa-preta” do Sistema S vai na contramão do compromisso com a transparência colocada em prática em Goiás pelo Sesi e Senai, que prestam contas à sociedade por meio de sites considerados referências pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria Geral da União, responsáveis pela fiscalização das instituições. Num clique, qualquer cidadão pode acessar livremente informações detalhadas sobre a aplicação dos recursos, a exemplo de orçamentos, demonstrações contábeis, licitações e editais, contratos e convênios, gratuidade, integridade, dados de infraestrutura e de atendimento social.
Sandro Mabel é presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). Transcrito, sem adaptações, do jornal O Popular (Goiânia-GO), edição de 21/01/19
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