SAÚDE DO CORAÇÃO

DR. JOÃO JOAQUIM DE OLIVEIRA

Os carecas – Efeitos tóxicos e danosos do minoxidil e finasterida

ESTUDOS AUSTRALIANOS, de Camberra, conjugados com equipe de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Harvard (Estados Unidos), vêm de em breve liberar ESTUDO CONCLUSIVO dos graves, dos lesivos efeitos do tratamento da calvície masculina ou mesmo feminina, com o uso via oral e/tópica do MINOXIDIL e FINASTERIDA. O risco maior de danos são quando se usam as drogas associadas por mais de duas semanas. São lesões permanentes e sem tratamento de momento.

São danos irreversíveis no SISTEMA nervoso central, nervo óptico, mesencéfalo e hipotálamo, com modificações cinéticas, cognitivas e visuais. Alguns casos podendo levar a graus variados de demência, e perdas qualitativas significativas das funções de memória e do pensamento abstrato.

Foram estudados e compilados 153 casos, vastamente documentados, e em breve essas drogas já proibidas, na Europa e Austrália, também o será no Brasil. O Brasil, que vem servindo de laboratório experimental para um sem-número de medicamentos, muitos deles proibidos em outros Países.

 

O QUE SEJA CALVÍCIE

O eflúvio telógeno é uma condição na qual um número significante de folículos capilares presentes na fase anágena são conduzidos, por algum estímulo, a parar prematuramente seu crescimento e entrar na fase catágena e, depois, na fase telógena (MALKUD, 2015; ROSA; SOARES; BARROS, 2007). Normalmente, somente cinco a 10% dos folículos estão na fase telógena, porém, o evento estressor induz cerca de 20 a 50% dos folículos capilares a entrarem e permanecerem na fase telógena (QI; GARZA, 2014). O eflúvio telógeno pode possuir inúmeros fatores desencadeantes, incluindo febre alta, hospitalização, cirurgia, hemorragia, mudanças de medicação, metais pesados, estresse emocional, desordens da tireoide, deficiência de ferro, uso de certas medicações (anticonvulsivantes, anticoagulantes, etc.), entre outros (GROVER; KHURANA, 2013). O tratamento do eflúvio telógeno agudo é direcionado ao seu fator desencadeante, ao passo que o crônico, que é comum em mulheres entre 30 a 50 anos, emprega-se solução de minoxidil a 5% (SCHACHNER; HANSEN, 2011; HABIF 2010 apud QI; GARZA, 2014; OTBERG; SHAPIRO 2012 apud QI; GARZA, 2014; MALKUD, 2015).

 

ABSTRACT

The topical treatment usually used to combat hair loss is the daily application of minoxidil lotion (MX) (2 to 5%) directly to the scalp. However, pruritus, dryness, scaling of the scalp and contact dermatitis are adverse effects caused by the presence of propylene glycol and ethanol, constituents of the topical MX solution. The objective of this study was to develop and characterize microemulsion systems containing MX in concentrations equal and superior to those available in the market, free of ethanol and propylene glycol. The selection of the oil phase to compose the microemulsion systems occurred by quantifying the solubilized minoxidil in each oil by UV-vis spectrophotometry. For the selection of the surfactant, cosurfactant and the cosurfactant / surfactant ratio (C / T), it was necessary to construct pseudoternary phase diagrams by the titration method. In the selection of the diagram and the points for the preparation of the formulations, it was prioritized to obtain oil-in-water (O / W) type systems with the lowest possible surfactant / cosurfactant amounts. Another determining factor was the amount of MX incorporated. Each formulation was prepared by adding powdered MX to the microemulsion (ME).

 

Alopecia

O termo alopecia define a ausência de crescimento de cabelo ou pelos em áreas da pele nas quais é usualmente presente (ALONSO et al., 2014), ou, ainda, afecção dos fios que ocasiona perda parcial ou total de cabelos ou pelos (BARROS, 2009). A alopecia possui origens diversas, podendo ser congênita, senil, prematura ou relacionada a problemas sistêmicos (BARROS, 2009). Pode ser classificada em cicatricial e não cicatricial […]. A alopecia cicatricial inclui um grupo de condições caracterizadas por perda capilar irreversível devido à destruição do folículo capilar. Apresentam evidências de destruição tecidual, como inflamação, atrofia e fibrose evidentes. É uma condição permanente, assim não pode ser revertida por tratamento (GORDON; TOSTI, 2011; KATSAMBAS et al., 2015; WOLFF; JOHNSON; SAAVEDRA, 2015). Já na alopecia não cicatricial, a perda de fios é frequentemente reversível, pois o bulbo capilar ainda está vivo e, com tratamento efetivo, os folículos são capazes de se regenerar (SPERLING; LUPTON, 1995; FILBRANDT et al., 2013). Pode ser causada por fatores relacionados a alterações no ciclo de crescimento capilar, anormalidades estruturais nos fios e traumas (SCHACHNER; HANSEN, 2011). Os tipos mais comuns de alopecia não cicatricial incluem a alopecia androgenética, alopecia areata, eflúvio telógeno, tricotilomania, alopecia de tração e tinea capitis (SPRINGER; BROWN; STULBERG, 2003). A alopecia androgenética, mais comumente conhecida como calvície, é a forma mais comum de perda de cabelo em homens e mulheres, como demonstrado por RHODES e colaboradores, em 1998, pode afetar 16% dos homens com idade de 18 a 29 anos e 53% dos homens com idade de 40 a 49 anos; podendo atingir 80% dos homens caucasianos até os 70 anos (BOLOGNIA et al., 2014). Nas mulheres com idade inferior a 50 anos e aos 70 anos ou mais, a prevalência relatada é de 6% e 40%, respectivamente (NORWOOD, 2001). É caracterizada por perda progressiva de diâmetro, comprimento e pigmentação capilar. Este processo ocorre em folículos do couro cabeludo suscetíveis a di-hidrotestosterona (produto da conversão da testosterona pela-redutase). Ao se ligar ao receptor androgênico, a di-hidrotestosterona resulta na ativação de genes responsáveis pela gradual miniaturização dos folículos (PRICE, 1999; GORDON; TOSTI, 2011). O tratamento aprovado pelo órgão por via tópica, e finasterida (1 mg/dia), por via oral (OTBERG; FINNER; SHAPIRO, 2007.

 

Referências

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ISSN 0378-5173. WASAN, D.; GINN, M.E.; SHAH D.O. Surfactants in chemical/ process engineering. v.28. New York: Marcel dekker, 1988. WASSERMAN, D. et al. Alopecia areata. Int J Dermatol, v. 46, n. 2, p. 121-31, Feb 2007.

 

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