Editor-Chefe: Jota Marcelo

Uruaçu, Estado de Goiás, 18 de agosto 2019

SAÚDE DO CORAÇÃO

DR. JOÃO JOAQUIM DE OLIVEIRA

Higiene e saúde – Um País de sujismundos e porcalhões

Uma do que deveria ser das marcas do homem civilizado se chama higiene. A palavra vem do grego hygeia e designava a deusa da saúde. Ela tem tanto significado no estado sanitário do ser humano como de qualquer animal que pode ser considerada uma especialidade ou disciplina da medicina. E aqui vêm as explicações. Na história da saúde e medicina grandes foram os vultos da fisiologia e da medicina que dedicaram a tais questões. Hipócrates, tido como o primeiro ícone e pai da medicina já dava importância aos elementares expedientes do uso da água e limpeza na prevenção de agentes nocivos, virulentos e causadores de infecção, contaminações, miasmas e gangrenas.

E assim foram com muitos outros cientistas da biologia, da microbiologia, da química e da medicina. Como lembrança, temos os casos de Paracelso, de Vesalius, de Lavoisier e de Louis Pasteur. Foram próceres nas áreas de higiene, saúde pública e medicina.

Em prol da higiene como grande protagonista na saúde humana e animal basta ter em conta quais são os três grandes grupos de doenças de causa mortis: as cardiovasculares, as degenerativas (câncer) e as infectocontagiosas. Quando se fala no nexo higiene e saúde, pode-se afirmar que ela tem relação com todas as doenças. Porque ela não se limita ao simples gesto de lavagem de mãos, aos banhos diários, à lavagem de indumentária, à escovação de boca e limpeza de objetos ou esterilização de instrumentos de uso pessoal.

A higiene engloba todas essas atitudes como principais regras, mas também a busca da qualidade dos insumos alimentares. Dentre esses quesitos da nutrição tem-se o princípio da qualidade do que ingerimos. A higiene alimentar se funda nos efeitos na saúde de cada componente ou componente ativo (nutricional) dos alimentos. Neste sentido a higiene estará direta ou indiretamente relacionada com todas as doenças que afetam o organismo humano.

Nessa perspectiva citemos alguns modelos das doenças mais encontradiças. Doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, infarto do miocárdio, derrames cerebrais. Doenças renais crônicas, calculose renal, infecções urinárias. Doenças degenerativas, câncer, fibromialgia, neuropatias, demências, mal de Alzheimer.

Doenças causadas por agrotóxicos e inseticidas. Estas constituem um espectro amplo de variadas doenças crônicas de difícil estudo e estatística que vêm sendo alvo de constantes preocupações e embates de ambientalistas, medicina de saúde pública, agricultores e indústria de alimentos de toda ordem.

No campo das moléstias infectocontagiosas é que de fato a higiene se mostra de enorme relevância. O corpo humano com sua pele, mãos, pés, boca e orifícios representam fontes e vetores dos germes mais virulentos e patogênicos. A lavagem de mão com água e sabão ou álcool gel representa gesto protótipo e padrão na higiene corporal diária. Enumeremos os erros ou falta de higiene mais comezinhos na rotina das pessoas. Ei-los:

Entrar num sanitário, deixa-lo sem descarga e sair dali sem lavar as mãos e se possível até as partes íntimas. Mais grave do que isto, pegar na mão de outra pessoa ou em talheres e alimentos. Comer qualquer fruta ou verdura e outro alimento não esterilizado sem prévia lavagem com água e sabão ou até solução de cloro (água sanitária); guardar frutas e verduras na geladeira sem lavagem prévia. Entre outros gestos de absoluto desprezo com banho, limpeza e higiene. Lamentavelmente vivemos em um País de sujismundos e porcalhões. Ninguém embala os lixos produzidos, ninguém cuida dos ambientes domésticos e públicos e que se danem os outros usuários.

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