SAÚDE DO CORAÇÃO

DR. JOÃO JOAQUIM DE OLIVEIRA

EFICAZES E DELATORAS – INGÊNUOS E INGÊNUAS DAS REDES SOCIAIS

Quando se fala em tecnologias, vem logo à nossa imaginação o quanto as nossas vidas dependem delas. Úteis e benfazejas tecnologias. Imagine antes da invenção do automóvel, o quanto fatigantes e arriscadas eram as viagens, o movimento e transporte das coisas. Brilhante foi a contribuição de Henry Ford com o automóvel. Prodigiosa foi a participação de Ford, utilíssimo foi o batismo dos automóveis.

E assim foram as epopeias das invenções, sem qualquer contradição em que pese o olhar espantado de novos engenhos. Tome o exemplo de estro genial da criação de Santos Dumont. Foram vários fracassos nos anos 1904 e 1906, até que ele voou seguro sob entusiasmados aplausos no seu 14-bis. Viva o criativo e ousado gênio da aviação, o mineiro e grande brasileiro que foi Alberto Santos Dumont.

O que temos também a registrar e deixar aqui consignado é o uso nocivo, perverso e para o mal dessas geniais invenções. Basta analisar o emprego dessas tecnologias para a guerra, para o genocídio de muitas comunidades. Como exemplos, a Segunda Guerra Mundial e a guerra na Síria.

Louvores e gratidão devemos render às invenções das tecnologias da informação. E o quanto o mundo avançou nessas conquistas. Tome-se o caso da telegrafia, hoje não mais emprega. Pule-se para a radiofonia, chegue-se na televisão. O que parece filme ficcional, hoje tornou-se rotineiro e banal. Se há uma explosão de qualquer vulcão as imagens chegam nas telas de nossas casas ao vivo e em cores, como se perto estivessem.

Agora, de momento, tomemos de palavras as mais laudatórias para as tão céleres e evolutivas tecnologias da informação. São meritórias do título de 8ª maravilha do planeta. A vida hoje é inimaginável sem a internet e as globais redes sociais. A grande ressalva a se fazer é o seu emprego para várias categorias de mal. Mas, lembremos sempre, todas as tecnologias são neutras, são inocentes, são inofensivas. Todo o mal, todo perverso emprego delas, não estão nelas, mas nas mentes insanas, perversas e destrutivas das pessoas que as empregam para suas intenções nocivas, malquistas, de fofocas, de bisbilhotagem e destruição de nomes e reputações alheias e de desafetos.

O que se pode cravar como de certo e justo é que as tecnologias da informação, as mídias digitais, as redes sociais vieram para ficar e para bem servir as pessoas virtuosas e éticas, as pessoas que como toda tecnologia foram concebidas para serem utilitárias, benignas e produtivas. Se tantas outras pessoas cestoides e lumbricoide mau uso fazem de um telefone celular, de um WhatsApp, tal comportamento nada diz respeito ou diminui as virtudes e boa utilidade de qualquer invenção.

As tecnologias da informação nos dias de hoje ganharam uma santa, uma eficaz e construtiva finalidade; qual seja, a de registrar os atos, os feitos e comportamento das pessoas. Ninguém mais, seja no ambiente público ou privado faz alguma coisa de bom ou ruim que não seja descoberto. Os exemplos ocorrem todos os dias. Os usuários, os internautas, os navegantes por blogs, de redes sociais e sites deixam pegadas, rastros, tecladas, sons, fotos, dados pessoais e vozes. Santas, prodigiosas, infalíveis e policiais redes sociais que de fato divertem, mas enredam os incautos e distraídos. Para o bem das vítimas e para o mal e denúncia dos maus usuários e usuárias.

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