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‘EDITORIAL’ – Edição 479 (1º a 15/08/2026) – ‘A ansiedade’

‘O caso é extremamente sério, dentro de um mundo movimentadíssimo. Se cuidar, ao máximo, é necessário’.

Assunto: ansiedade. Se cuidar, ao máximo, é necessário – Foto (Arquivo): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Recente reportagem publicada no JORNAL CIDADE teve repercussão grande, englobando particularidades, com internautas, leitores tecendo comentários, inclusive na opção particular, diante dos editores do periódico. Assunto: ansiedade. O caso é extremamente sério, dentro de um mundo movimentadíssimo. Se cuidar, ao máximo, é necessário.

Este Editorial abre espaço para a pauta, com Gabriela Inthurn, professora universitária de Psicologia deixando dica, em trechos do texto A ‘Dieta de Dopamina’: troca das telas por livros combate estresse e ansiedade, enviado por agência noticiosa. Leia, com a observação de a especialista da UNIASSELVI (uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil) explica como o excesso de Redes sociais afeta o cérebro e repassa dicas práticas, simples para relaxamento e outros benefícios!

O esgotamento mental gerado pela hiperconectividade tornou-se urgência de saúde pública. No Brasil, o impacto é evidente: segundo pesquisa de 2025 da Bain & Company, a população passa, em média, nove horas diárias na internet, sendo três apenas nas Redes sociais. Para combater a ansiedade e o estresse decorrentes desse excesso, especialistas apontam para contraponto acessível e analógico: a leitura. A adoção de uma dieta de dopamina, isto é, substituir intencionalmente o tempo de tela pelos livros, surge como uma alternativa para recuperar a atenção e o bem-estar mental.

Segundo Gabriela Inthurn, o hábito de buscar prazeres imediatos nas plataformas digitais impacta severamente o funcionamento do cérebro. “A liberação de dopamina é um processo natural e essencial, mas a superexposição a estímulos curtos e rápidos, como vídeos de poucos segundos e rolagens infinitas de ‘feed’, diminui drasticamente a nossa tolerância à frustração”, salienta.

A imprevisibilidade das interações virtuais, a sobrecarga de informações simultâneas e as constantes comparações sociais criam ambiente propício para o adoecimento mental. “O que pode ser considerado potencialmente ruim é o hábito de consumo de recompensas rápidas que podem criar preferência por esse tipo de atividade, em vez de outras como estudo, trabalho e atividade física”, alerta.

Enquanto o uso das Redes promove a dispersão e o hiperestímulo, o hábito da leitura age no cérebro de maneira diametralmente oposta. O ato de ler exige atenção focada e a ativação contínua da memória de curto prazo, mobilizando áreas essenciais como o córtex visual, o córtex temporal e o córtex parietal.

Além de ser um exercício para processos cognitivos complexos, a leitura atua como verdadeiro recurso terapêutico. Ao transportar a mente para outras narrativas, a prática ajuda a desfocar dos problemas cotidianos. Esse distanciamento induz a um efeito calmante, capaz de reduzir de forma significativa os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e ansiedade.

Como criar o hábito da leitura: três passos práticos… Para ajudar as pessoas a incorporarem a leitura na rotina e protegerem sua saúde mental, a especialista sugere algumas ações simples:

Facilite o acesso: tenha sempre um livro físico ou leitor digital ao alcance das mãos (na cabeceira, na mochila ou na mesa de trabalho). Comece escolhendo temas de interesse pessoal, histórias que envolvam ou permitam desligar momentaneamente da situação que causa estresse. Priorize a regularidade, não o tempo: a frequência é muito mais efetiva do que a intensidade. Ler algumas páginas todos os dias traz mais benefícios cognitivos do que tentar ler por várias horas seguidas uma vez ao mês. Não existe um tempo mínimo ideal. O que importa é a constância. Crie um ritual: associe o momento da leitura a pequenos prazeres da rotina, como tomar uma xícara de café ou chá, criando um momento de descompressão.

Sobre a escolha do melhor momento do dia para ler, a professora desmistifica regras rígidas. “Não existe um melhor horário para ler, isso depende da rotina da pessoa. É preciso tomar cuidado para que a leitura não atrapalhe a rotina do sono, que seja realizada em um horário em que a pessoa tenha as condições necessárias para ler [silêncio e iluminação], e evitar momentos em que a pessoa está muito cansada”, conclui..

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