‘APENAS VIVA!’ – Hélia Marzado
Sou chama sem luz, noite sem luar,
Sou campo deserto ainda a explorar,
Sou lágrima sem choro, música sem som,
Sou brisa sem mar.
Sou barco perdido à deriva no mar,
Sou vento sem volta, sou mar sem fim,
Sou o brilho da lua, sou a luz de mim,
Sou céu sem nuvem, sou mato que semeia
Vontades sem fim.
Sou pombo correio que traz notícias de lá,
Sou fonte da vida tentando me encontrar,
Sou ovelha perdida querendo me agrupar,
Sou paleta de cores, sem ninguém pra moldar,
Sou rio perdido na imensidão do mar,
Sou devaneios de solidão, sem nada expressar,
Sou pingo de chuva sem nada molhar,
Sou semente sem vida, até que possam plantar,
Sou criança crescida sem nada achar,
Sou vida erguida em ponto lunar,
Sou estrela cadente em noite de luar,
Sou grãos de areia no fundo no mar,
Sou verdades de mim sem nunca provar,
Sou pedra cansada sem lapidar,
Sou memória viva sem a vida traçar,
Sou vida vivida, vaidade perdida, em sonhos a encontrar,
Sou passarinho sem asa, sem onde pousar,
Sou simplesmente a vida num tempo a terminar,
Sou o canto da primavera numa estação a chegar,
Sou flores plantadas sem me ver desabrochar,
Sou princípio da vida até a morte chegar,
Sou vida vivida até Deus me chamar.
Hélia Marzado (registrada Hélia Maria de Souza Machado)

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Bela poesia! Me emociona também por ser de uma “conterrânea”, que brilha na vida!