‘EDITORIAL’ – Edição 328 (16 a 30/04/2020) – ‘Brasília carece atender melhor os entes’
Recente reportagem publicada pelo JORNAL CIDADE (veja chamada abaixo) focou que a Saúde Pública tem, entre outras deficiências, poucos leitos de Unidades de Terapia Intensiva, adversidade maior com o advento da Covid-19. O problema não existe apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Em 100% do mundo, é essencial agilidade máxima na estruturação dessa área, basicamente o problema maior de toda gestão pública.
A veiculação mostrou que, não sendo diferentes, Uruaçu e Goiás carecem de maior estrutura e, que, contabilizando 40 leitos de UTI, o tão aguardado Hospital Estadual Geral e Maternidade de Uruaçu (Hemu), cuja construção foi reiniciada na nortense Uruaçu, sede do periódico, tende reduzir o sofrimento de muita gente diariamente.
Alguns trechos da reportagem atestam (deixando claro que o governo federal precisa atender melhor os entes federados – Estados e Municípios):
-Se antes, a sobrecarga já era realidade e existiam mais usuários com necessidades de utilização do que leitos de UTI disponíveis, com o advento do novo coronavírus, a situação é drástica.
-Historicamente acomodado, agora o Ministério da Saúde tenta, às pressas, aumentar o número de leitos de UTI.
-Goiás e o Brasil carecem de mais leitos de UTI. Se antes da Covid-19, havia necessidade para o socorro intensivo qualificado aos doentes, com a pandemia o alerta soa maior, em um País que possui interessante Sistema Único de Saúde (SUS), mas que funciona sem estruturas humana e material necessárias.
Especialmente no setor da Saúde Pública, Brasília precisa atender melhor, com clareza e agilidade, os Estados e Municípios, carentes permanentemente de maiores recursos. O SUS é importante, no entanto sempre atua sem estruturas humana e material adequados: externe essa mensagem para os vereadores, prefeitos, governadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, ministros e para o Palácio do Planalto.
Chega de tanta pouca vontade administrativa do governo federal. Repete-se: em todo o mundo, é necessária a agilidade na estruturação da Saúde Pública, algo que os usuários merecem.

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