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‘​​Fuga dos favoritos ou estratégia de mestre?’ – Gilson Romanelli [Artigo

‘Mas pelo que estamos vendo, a eleição de Goiás caminha para realmente ser decidida logo no primeiro turno’.

Gilson Romanelli

 

‘Líder isolado nas pesquisas e superando a marca de 50% das intenções de voto – o que lhe garantiria a vitória no primeiro turno com uma vantagem avassaladora de quase 22 pontos percentuais sobre o segundo colocado –, o governador Daniel Vilela (MDB) optou por não comparecer’ – Foto: Divulgação

 

Com Daniel Vilela acima de 50%, cadeira esvaziada vira alvo em debate de Goiás.

​O segundo debate com os candidatos ao Governo de Goiás, realizado pela TV Sucesso/Band na manhã de 12 de setembro de 2026, às 10h30, no Teatro da UniRV Lauro Martins, em Rio Verde, escancarou o cálculo político frio que rege a reta final da disputa eleitoral. Com a presença restrita aos candidatos Marconi Perillo (PSDB) e Luis Cesar Bueno (PT), o grande destaque do encontro acabou sendo o silêncio retumbante de duas cadeiras vazias.

​Líder isolado nas pesquisas e superando a marca de 50% das intenções de voto – o que lhe garantiria a vitória no primeiro turno com uma vantagem avassaladora de quase 22 pontos percentuais sobre o segundo colocado –, o governador Daniel Vilela (MDB) optou por não comparecer. Sua coordenação de campanha preferiu focar em agendas presenciais estratégicas em cidades do Entorno do Distrito Federal, evitando o risco do confronto direto.

​Por sua vez, a ausência do candidato Wilder Morais (PL), sob a justificativa de compromissos no Nordeste goiano, responde a um desenho de marketing político refinado. A manobra visa transmitir ao eleitor a clara impressão de que o embate no Teatro da UniRV reuniu apenas os nomes que seriam cartas fora do baralho para o segundo turno. Ao deixar Marconi Perillo e Luis Cesar Bueno confinados entre si, a estratégia do PL tenta induzir a opinião pública a perceber Wilder como a única força capaz de rivalizar com a máquina governista de Daniel Vilela em uma eventual segunda rodada de votação. Fez rastro de onça.

​Entre desculpas logísticas, agendas de rua e táticas de isolamento, o eleitor de Goiás assistiu a um debate esvaziado no palco, mas denso em significados nos bastidores. A decisão de quem avança para a fase decisiva, no entanto, segue nas mãos de quem vota. Mas pelo que estamos vendo, a eleição de Goiás caminha para realmente ser decidida logo no primeiro turno.

 

Gilson Romanelli reside em Goiânia, e é jornalista e analista político

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