Procedimento por neuroendoscopia ganha espaço como alternativa menos invasiva e ainda pouco disponível na capital.

Tomografía de hidrocefalia cerebral – Fotos, inclusive da home: Divulgação
A hidrocefalia, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido no cérebro, ainda é um dos diagnósticos que mais geram preocupação entre pais e familiares, especialmente quando identificada em recém-nascidos. De acordo com dados de 2019 da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a doença afeta cerca de 15 mil pessoas por ano no Brasil, evidenciando a relevância do tema no sistema de saúde. No Hospital Mater Dei Goiânia, o neurocirurgião pediátrico William Andrade tem se destacado no tratamento da doença, principalmente por meio da neuroendoscopia, técnica moderna e minimamente invasiva.
Segundo o especialista, apesar da relevância do tema, ainda são poucos os profissionais que realizam o tratamento de hidrocefalia por neuroendoscopia na capital de Goiás, sobretudo em pacientes pediátricos. “As hidrocefalias sempre chamam muito a atenção, e é importante que a população tenha referências seguras para esse tipo de tratamento”, destaca.
Um dos casos recentes acompanhados pelo médico reforça a importância do diagnóstico e da intervenção precoce. Um bebê prematuro apresentou hemorragia cerebral, quadro relativamente comum em recém-nascidos de alto risco, e evoluiu com hidrocefalia. A equipe optou inicialmente pelo tratamento por neuroendoscopia, evitando, em um primeiro momento, procedimentos mais invasivos.
Dados mais recentes também apontam o impacto da condição ao longo da vida. O Brasil registra cerca de 50 mil casos de hidrocefalia de pressão normal em idosos, condição frequentemente subdiagnosticada e que pode ser confundida com outras doenças neurológicas. Além disso, a mesma instituição aponta que esse tipo de hidrocefalia pode representar até 5% dos casos de demência, sendo uma das poucas causas potencialmente reversíveis.
Acesso via pequenas incisões
A técnica permite o acesso ao sistema ventricular por meio de pequenas incisões, reduzindo riscos e tempo de recuperação. Além disso, em alguns casos, pode evitar a necessidade de implante de válvulas permanentes, tradicionalmente utilizadas no tratamento da hidrocefalia. “O avanço da tecnologia e da experiência médica tem possibilitado abordagens mais seguras e eficazes, especialmente em crianças, que exigem ainda mais cuidado”, explica doutor William Andrade.
Levantamento publicado na Revista Neurociências (Universidade Federal de São Paulo [Unifesp], 2022) também reforça a dimensão do problema ao apontar que o Brasil registrou mais de 31 mil óbitos relacionados à hidrocefalia entre 2000 e 2021, com mudanças no perfil de mortalidade ao longo dos anos.
A atuação do especialista reforça a importância da medicina especializada e do acesso a técnicas modernas no tratamento de condições neurológicas complexas, consolidando o Hospital Mater Dei Goiânia como referência no atendimento pediátrico de alta complexidade.

Neurocirurgião pediátrico William Andrade: “As hidrocefalias sempre chamam muito a atenção, e é importante que a população tenha referências seguras para esse tipo de tratamento”
(Informações, sob adaptações: Assessoria de Imprensa)


