‘Laser’: depilação em pele negra – o que é preciso saber antes de começar

Especialista explica como identificar o fototipo, escolher a tecnologia adequada e adotar cuidados.

Laser: apesar da popularização do procedimento, ainda existem mitos de que o tratamento “sempre dói” ou “sempre queima” em pele negra, gerando receio e desinformação – Foto, inclusive da home: Comunicação

 

Hoje, o laser é cada vez mais procurado para diferentes regiões do corpo, impulsionado pela otimização do tempo na rotina e por deixar para trás o uso de lâminas e ceras, métodos que costumam causar desconforto, irritação e sensibilidade na pele. Esse movimento reflete a busca por soluções mais práticas e duradouras e ajuda a explicar o crescimento do setor: de acordo com a Global Market Insights, em relatório divulgado no ano 2024, o mercado de depilação a laser deve crescer a uma taxa anual de 18,4% até 2032. Apesar da popularização do procedimento, ainda circulam nas Redes sociais mitos de que o tratamento “sempre dói” ou “sempre queima” em pele negra, o que gera receio e desinformação.

Segundo a coordenadora responsável técnica Tálona Nayla de Marco, da LypeDepyl, presente em 11 Estados brasileiros, rede referência em depilação a laser e pioneira na despigmentação de tatuagens e sobrancelhas, o primeiro passo para garantir tratamento seguro é a avaliação individual. “Antes de qualquer sessão, é fundamental identificar o fototipo de pele, uma classificação que considera o tom da pele e a forma como ela reage ao sol”, explica.

De forma simples, os fototipos variam do I (mais claras) ao VI (mais escuras). As peles negras costumam se enquadrar entre os fototipos IV, V e VI, que apresentam maior concentração de melanina. “Isso não impede o uso do laser, mas exige ajustes específicos no tipo de equipamento, na intensidade e nos intervalos das sessões para reduzir o risco de escurecimentos e sensibilizações”..

 

Por que o fototipo influencia no resultado?

A melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, também absorve parte da energia emitida pelo laser. Na prática, parâmetros inadequados podem estimular a pele em excesso, aumentando o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. “Quando o fototipo é respeitado, o laser atua com mais precisão no pelo, preservando a pele ao redor”, explica Tálona. Para quem passa pelo tratamento, isso se traduz em mais segurança e melhores resultados ao longo do processo.

Nem todo equipamento é indicado para todos os tons de pele. Em peles negras, tecnologias que concentram a ação no folículo piloso e apresentam menor dispersão de calor na superfície cutânea oferecem mais segurança. “O objetivo é tratar o pelo sem estimular excessivamente a melanina, diminuindo o risco de queimaduras ou alterações no tom”, pontua a profissional. Para o paciente, isso representa mais conforto e menor chance de efeitos indesejados.

 

Atenções antes e depois

Algumas medidas simples impactam diretamente o resultado final. Antes das aplicações, é recomendado evitar exposição solar, suspender o uso de produtos irritantes e manter a área tratada saudável. Após o procedimento, manter a região bem hidratada é importante, já que a hidratação fortalece a barreira cutânea, reduz a sensibilidade e favorece recuperação mais rápida. O uso de produtos calmantes também ajuda a prevenir escurecimentos. “Essas orientações reduzem o risco de desconfortos após o tratamento”, conclui.

 

(Informações, sob adaptações: Comunicação)

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