Câmara de Aparecida realiza primeira sessão ordinária da nova legislatura

Início dos trabalhos legislativos contou com debates sobre infraestrutura e educação.

Sessão foi marcada pela leitura de várias matérias – Fotos, inclusive da home: Marcelo Silva/Departamento de Comunicação

 

Presidente Gilsão Meu Povo durante a sessão pioneira de 2025

 

Vice-prefeito João Campos prestigiou a sessão no plenário

 

Na manhã de 4 de fevereiro, a Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia realizou a primeira sessão ordinária da legislatura 2025/2028, marcando o início dos trabalhos legislativos do ano.

A reunião foi marcada pela leitura de inúmeras matérias, que imediatamente seguiram para análises das Comissões Permanentes da Casa de Leis, e por intensos debates sobre temas como infraestrutura, relação com o secretariado e turno integral na rede municipal de ensino.

Entre os projetos que foram lidos e agora tramitam no órgão, destaque ao que propõe a mudança de nomenclatura da Guarda Civil Metropolitana para Polícia Municipal de Aparecida de Goiânia. Outro que reserva 25% das vagas em concursos públicos para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. Também foi lida uma proposta que busca equiparar pessoas em tratamento de câncer às pessoas com deficiência para fins de atendimento prioritário em repartições públicas e estabelecimentos privados, além de outros projetos que incluem a criação do Conselho Municipal de Segurança Pública, a proibição do uso de fogos de artifício na cidade e a instituição do Canil da Guarda Civil Municipal.

Após a leitura das matérias, iniciou-se um amplo debate sobre infraestrutura e relacionamento entre vereadores e o secretariado municipal. O vereador Edinho relatou dificuldades para agendar reuniões com o secretário municipal de Infraestrutura, Alfredo Soubihe Neto, e criticou a falta de diálogo entre a pasta e o Legislativo. Outros parlamentares também manifestaram insatisfação com essa falta de agenda por parte do gestor, enquanto os vereadores Mazinho do Madre Germana e Ataídes Neguinho destacaram o excesso de buracos nas vias públicas da cidade, em especial no bairro Madre Germana, como foi citado por Mazinho.

Já o vereador Dieyme Vasconcelos elogiou o prefeito Leandro Vilela pela redução de gastos na máquina pública, mas criticou a falta de planejamento e diálogo na recente reestruturação do turno integral em unidades escolares. Para ilustrar o impacto da medida, apresentou um vídeo com depoimentos de mães afetadas pelo fim do turno integral para determinadas faixas etárias na rede municipal de ensino. Ele ainda ressaltou a ausência de audiências públicas para debater as mudanças e encerrou sua fala reafirmando sua atuação como representante do segmento conservador na Câmara.

O debate sobre educação gerou divergências entre os parlamentares. O vereador Cristiano Zoi pediu paciência à população e um voto de confiança na nova gestão quanto à oferta de vagas em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Por outro lado, Neto Gomes reconheceu que a Secretaria Municipal de Educação está dentro da legalidade na condução do processo em relação ao fim do ensino em período integral para algumas faixas etárias e, mesmo entendendo as dificuldades enfrentadas pelos pais, explicou que àqueles que não têm condições de cuidar dos filhos no contraturno escolar devem buscar suporte da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Dando seguimento, o vereador Isaac Martins destacou que, em reunião no Paço Municipal, o prefeito cobrou atendimento mais eficiente por parte de seu secretariado aos vereadores. Isaac Martins também defendeu a qualidade dos serviços da prefeitura, argumentando que eventuais atrasos nas ações de tapa-buracos são resultado de planejamento que prioriza durabilidade e eficiência.

Por fim, o presidente Gilsão Meu Povo garantiu que Leandro Vilela não aceitará que nenhum secretário destrate os vereadores e afirmou que, se for esse o caso, se compromete a se reunir com o chefe do Executivo para tratar sobre o tema.

 

Um minuto de silêncio

Ainda durante a sessão, Isaac Martins solicitou que fosse respeitado um minuto de silêncio devido ao falecimento, dia 1º de fevereiro, da bispa líder da Assembleia de Deus no Brás, Centro de São Paulo, Keila Ferreira.

Houve concordância e homenagem proferida.

 

(Informações, sob adaptações: Departamento de Comunicação)

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