No Brasil, a dor crônica integra realidade de 36,9% das pessoas com mais de 50 anos, em dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde.

Sobrecarga física e mental estão entre os principais motivos, explica médico – Foto, inclusive da home: Comunicação
A rotina de cuidar da casa, trabalhar, acompanhar filhos e lidar com múltiplas responsabilidades tem impacto direto na saúde feminina, inclusive na forma como o corpo responde à dor. No Brasil, a dor crônica faz parte da realidade de 36,9% das pessoas com mais de 50 anos, segundo dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde (MS).
Estudos apontam ainda que esse tipo de dor é mais frequente entre mulheres, especialmente quando associada a doenças como artrose, fibromialgia e endometriose, além de fatores emocionais e hormonais.
Entre as condições que mais impactam o público feminino está a fibromialgia, que afeta cerca de 3% da população brasileira e tem predominância significativa entre mulheres, que representam entre 80% e 90% dos casos diagnosticados, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia e especialistas em dor. A doença provoca dores generalizadas, fadiga intensa, alterações do sono e dificuldades cognitivas, impactando diretamente a qualidade de vida e a saúde mental das pacientes.
Possibilidades de tratamento
Segundo Wivaldo Neto, médico especialista em dor da Singular (há seis anos atuando no Tocantins e clínica especializada em medicina da dor referência), a dor crônica em mulheres muitas vezes está associada a doenças específicas. “Fatores hormonais, sobrecarga física e estresse prolongado, também estão diretamente ligados a dores crônicas na vida das mulheres. Por isso, é fundamental olhar para essa paciente de forma integral, entendendo a origem da dor e oferecendo tratamentos que devolvam funcionalidade e qualidade de vida”, explica.
Nos últimos anos, avanços da medicina intervencionista da dor têm ampliado as possibilidades de tratamento para essas pacientes, com um olhar integral e focado na melhora da qualidade de vida destas pacientes.
“Quando a dor passa a limitar o trabalho, o sono e a vida social, não estamos mais falando de dor como sintoma e sim como doença. Exigindo tratamento especializado”.
(Informações, sob adaptações: Comunicação)


