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O ronco dos motores ecoou no cerrado: Goiânia brilha no retorno triunfal do ‘MotoGP’ [Artigo

Este esforço conjunto merece o reconhecimento direto ao governador Ronaldo Caiado e ao vice-governador Daniel Vilela.

Gilson Romanelli

 

 

 

 

O silêncio das retas do autódromo internacional Ayrton Senna foi substituído, neste último final de semana, pelo rugido ensurdecedor das máquinas mais potentes do mundo. Após um hiato de 37 anos, o Estado de Goiás voltou a figurar no mapa da elite do motociclismo mundial, consolidando-se como um destino de eventos internacionais de altíssimo nível.

​O ápice da festa aconteceu domingo 22 de março, com a prova principal. Em uma corrida eletrizante que testou os limites da técnica e da velocidade, o italiano Marcos Bezzecchi, da ​equipe Aprilia Racing, confirmou seu favoritismo e cruzou a linha de chegada em primeiro, sagrando-se o grande campeão do GP de Goiânia.

​Uma estrutura de primeiro mundo.

​O sucesso do evento não foi obra do acaso. Para receber a MotoGP, o autódromo passou por reforma profunda e meticulosa. O Governo de Goiás não poupou esforços para adequar a pista e os boxes aos rigorosos padrões da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

​A revitalização incluiu:

​Recapeamento completo da pista com tecnologia de alta aderência.

​Modernização das áreas de escape e barreiras de segurança.

​Ampliação e reforma das arquibancadas e áreas vip.

​Instalação de infraestrutura de fibra ótica para transmissão global.

​Este esforço conjunto merece o reconhecimento direto ao governador Ronaldo Caiado e ao vice-governador Daniel Vilela. A visão estratégica da atual gestão em investir no esporte como motor de desenvolvimento econômico foi o diferencial para que Goiânia vencesse a concorrência e trouxesse o Mundial de volta ao coração do Brasil.

​A realização deste GP foi exemplo de harmonia entre os Poderes. A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), sob a liderança do presidente da Casa, deputado Bruno Peixoto, desempenhou papel fundamental na articulação e apoio aos projetos que viabilizaram o evento. Da mesma forma, a Prefeitura da capital, comandada pelo prefeito Sandro Mabel, garantiu que a cidade estivesse pronta para receber os milhares de turistas, com logística urbana e suporte eficientes.

​“Goiânia mostrou que tem capacidade técnica e política para ser a capital brasileira do automobilismo”, afirmou um dos coordenadores da equipe organizadora, que trabalhou incessantemente nos últimos meses.

​Visibilidade global e impacto econômico.

​O impacto de sediar uma etapa do Mundial de Motovelocidade é imensurável. Com transmissão para mais de 200 Países, Goiânia e o Estado de Goiás foram vitrines para o mundo. Milhões de espectadores puderam conhecer não apenas a nossa pista, mas as potencialidades turísticas e o vigor econômico da nossa região.

​O Efeito MotoGP fez Goiânia celebrar o boom econômico e ocupação hoteleira recorde.

​O ronco dos motores no autódromo Ayrton Senna não trouxe apenas adrenalina; trouxe um fôlego financeiro sem precedentes para a capital goiana. O retorno do Mundial após 37 anos funcionou como poderosa engrenagem econômica, injetando milhões de reais no comércio local e consolidando Goiânia como hub de turismo de grandes eventos.

​O setor hoteleiro foi o primeiro a sentir o impacto positivo. Desde o anúncio da confirmação da etapa, as reservas dispararam.

​A rede hoteleira de Goiânia e cidades da Região Metropolitana operou com 100% de capacidade.

​Perfil do público: além de brasileiros de todos os Estados, a capital recebeu delegações estrangeiras e turistas de diversos Países, elevando o ticket médio de consumo nos estabelecimentos.

​O evento colocou os hotéis locais no radar de grandes agências internacionais, elevando o padrão de serviço e atendimento.

​Os bares e restaurantes de Goiânia, famosos pela hospitalidade e culinária ímpar, viveram dias de “casa cheia”. O polo gastronômico dos setores Marista, Jardim Goiás e  Bueno registrou aumento significativo no faturamento. Estimativas preliminares indicam um aumento de mais de 40% no consumo em restaurantes e shoppings em comparação a finais de semana comuns.

O evento gerou centenas de postos de trabalho diretos e indiretos, desde a montagem das estruturas no autódromo até o reforço nas equipes de garçons e recepcionistas pela cidade.

​Esse fenômeno econômico é fruto direto da visão do governador Ronaldo Caiado e do vice Daniel Vilela, que entenderam que investir na reforma do autódromo era, na verdade, investir no comércio e no serviço goiano.

​“Goiânia não apenas sediou o evento, mas mostrou também que está pronta para grandes desafios”.

​É natural que, em evento desta magnitude, alguns pequenos imprevistos logísticos ocorram. Sejam de ordem estrutural ou climática. No entanto, o balanço final é de um sucesso retumbante, que superou qualquer dificuldade técnica pontual.

​Infelizmente, como é comum em períodos que antecedem disputas eleitorais, algumas figuras políticas em pré-campanha tentaram politizar a realização do GP. Críticas infundadas e tentativas de denegrir a organização foram ouvidas nos bastidores.

​Contudo, a realidade dos fatos e a excelência da entrega deixaram essas vozes no descrédito. O público que lotou as arquibancadas e a repercussão internacional positiva serviram como a melhor resposta aos que apostaram no “quanto pior, melhor”. O brilho do evento foi maior que qualquer retórica negativa.

​O GP de Motovelocidade 2026 marca o início de uma nova era para o esporte em Goiás. A organização impecável e o apoio irrestrito do Governo de Goiás e de parceiros provaram que Goiânia está, definitivamente, no lugar de onde nunca deveria ter saído: o topo do pódio mundial.

Que venha o GP 2027.

 

Jornalista Gilson Romanelli, em imagem produzida por IA

 

Gilson Romanelli reside em Goiânia, e é jornalista e analista político

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