Espectro material do TAG
‘De forma simplificada pode-se dividir ansiedade e depressão em duas classes: de causa endógena e causa exógena. E de pronto, uma definição breve’.

Ansiedade e depressão: costuma ser uma doença atrelada a outra – Imagem: encontrar.org.br
Os ramos das Ciências Médicas e de Saúde Mental que bem estudam a ansiedade e a depressão nomeiam os sintomas e causas desses dois transtornos emocionais, que em verdade constituem uma pandemia (ansiedade/depressão). Porque acometem grande parte da humanidade. Esses braços da Medicina e de Saúde Psíquica são a Psicologia, a Psiquiatria e a Neurociência. Outros ramos e sistemas podem entrar também como coadjuvantes, a exemplo da Filosofia Clínica e Sociologia.
De forma simplificada pode-se dividir ansiedade e depressão em duas classes: de causa endógena e causa exógena. E de pronto, uma definição breve. Costuma ser uma doença atrelada a outra. Ou seja, geralmente ansiedade cursa com períodos de depressão e vice-versa. Existe ainda o transtorno bipolar, cujos sintomas são uma fase ansiosa e outra fase depressiva. Na verdade, a fase ansiosa do bipolar se mostra como hipermania, alegria e expansividade desmedida; e há a fase de hipomania ou reclusão, tristeza, ausência de alegria e prazer (nominada de anedonia, de a + Hedonê, deusa grega do prazer). O indivíduo bipolar vive essa ciclotimia, alegria/tristeza; como se gangorreasse na roda da fortuna, um período no cume da roda, outro período no seu declive (em cima, em baixo).
Vamos trazer um outro espectro ou manifestações, estritamente, do chamado Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) que é intercalado por momentos de depressão e tristeza e que acomete parcela expressiva da humanidade. Os dados aqui a seguir não vêm listados ou nem compõem o espectro de sinais e sintomas de ansiedade vistos em compêndio de psiquiatria ou diretrizes sobre a doença ansiedade. Trata-se de um estudo e estatística independentes, fundados em registro empírico. Mas, de muita significância.
Esses dados dizem respeito aos sinais materiais dessas pessoas portadoras de ansiedade. E estão muito presentes naqueles indivíduos com a chamada ansiedade endógena. São pacientes (porque sofrem, daí pacientes) que perenemente portam um estilo de vida atormentado; como se eles fossem possuídos por vários pequenos demônios que os atormentam incessantemente.
Nesse contexto e “quadro clínico material”, uma simples e detida observação aos seus objetos de maior uso e porte que trazem as marcas do descuido, do desleixo, do apressamento do manuseio desses pertences e utilitários da vida. São pessoas com ações sempre aceleradas, da constante irritabilidade, do baixo limiar às frustrações, dos resmungos aos mínimos fracassos e insucesso. São pessoas irritadiças, reclamadoras, intratáveis. Desse comportamento surgem então esses sinais materiais, os estragos nos objetos, os arranhões e quebras por exemplo da película e tela do celular e outros objetos de porte pessoal.
Uma constatação desse “quadro clínico material” começa por exemplo pelo automóvel dessa pessoa. Sempre com arranhões e avarias na lataria, com o interior por vezes entulhado de objetos em desalinho, lixo, sujeiras em bancos e porta-malas. Os amassados e arranhados em para-choques e portas, tetos e outras peças do carro, mostram bem o quanto esse (a) paciente/ansioso (a) motorista está sempre em alerta, em aceleração mental e corporal. É a pessoa exprimindo sua ansiedade e tormentas diárias nos objetos e bens de uso na rotina social e de trabalho. Vê-se esse demonstrativo por exemplo à mesa, mastigação acelerada, por vezes com o celular à mesa, junto aos talheres, recipientes alimentares. O indivíduo ansioso em não ter um foco calmo e pacífico no que faz.
Os objetos mais frágeis e sensíveis são os mais demonstrativos desses sinais de ansiedade. Os celulares com películas arranhadas por frequentes quedas, telas quebradas, arranhões e desmazelo. No ambiente doméstico, vasilhas que se quebram por manuseio descuidado e apressado. Copos, talheres que sempre caem e se quebram. E assim, são outros indícios e indicativos materiais, do alto grau em que vivem essas pessoas. Sempre aceleradas, sempre de resmungos, irritadas, reclamantes.
É o exemplo clássico daquela senhora, já no 12º lustro de vida que possuía um automóvel SUV, de bom padrão, classe média alta. Padecia de forma endógena e cronicamente de TAG. Toda acelerada, resmunguenta com os micros e mínimos insucessos. Medicada com substâncias psicoativas, polimedicada. Seu carro com vários amassamentos nos quatro cantos externos, traseira e dianteira. Pela segunda vez, por pressa e desatenção, teve o teto do carro amassado por portão automático na saída de sua garagem. Aceleração, impaciência, intolerância, baixo limiar de frustração, imprudência com os gestos comezinhos e diários. Sinais materiais de sua tormenta e TAG. E a pessoa sempre em humor colérico, instabilidade, palavras e respostas sempre hostis, de inconformidade e até ausência de empatia e respeito pela dignidade do outro. São os clássicos sinais e sintomas materiais de uma pessoa atormentada pela sua ansiedade e depressão. É de se despertar misericórdia e solidariedade, porque é um modelo clássico da ansiedade e/ou depressão de causa endógena. Existem as terapias cognitivas e de comportamento e medicamentos, mas de efeitos sintomáticos. A cura é quase impossível. Como uma doença crônica tipo hipertensão arterial e diabetes; compensam-se com remédios e não curam.
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