‘Amar’ – Tobias Barreto
Amar é fazer o ninho,
Que a duas almas contém,
Ter medo de estar sozinho,
Dizer com lágrimas: vem,
Flor, querida, noiva, esposa…
Cabemos na mesma lousa…
Julieta, eu sou Romeu:
Correr, gritar: onde vamos?
Que luz! que cheiro! onde estamos?
E ouvir uma voz: no céu!
Vagar em campos floridos
Que a terra mesma não tem;
Chegamos loucos, perdidos
Onde não chega ninguém…
E, ao pé de correntes calmas,
Que espelham virentes palmas,
Dizer-te: senta-te aqui;
E além, na margem sombria,
Ver uma corça bravia,
Pasmada, olhando p’ra ti!
Tobias Barreto (07/06/1839-26/06/1889), nascido em Vila de Campos do Rio Real-SE (atual Tobias Barreto) foi filósofo, poeta, crítico e jurista brasileiro e, fervoroso integrante da Escola do Recife (movimento filosófico de grande força fundamentado no monismo e evolucionismo da Europa. Dos cerca de 437 livros de sua biblioteca, 102 eram alemães. Foi o fundador do condoreirismo brasileiro e patrono da cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras (ABL)
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