A NATURALIZAÇÃO do antinatural
Vivemos tempos, habitamos uma época quando a vida tem sido regida e guiada por três enes (N). Os NN da normalização, da normatização e da naturalização. Para tanto basta que observemos os costumes, os hábitos, as atitudes, as relações humanas; enfim que fiquemos atentos ao que esse mesmo mundo e essa sociedade chamam de tendência das coisas.
Todas essas mudanças, essas tendências guardam estreita harmonia com os avanços das ciências, das tecnologias, com as conquistas sociais no âmbito dos Direitos Humanos, da Medicina, da Biologia, da Engenharia genética, etc. E para turbinar toda essa evolução, vêm contribuindo de forma marcante a internet e todos os recursos dela derivados. É a informática e a tecnologia da informação, através das mídias digitais acelerando tantas transformações das pessoas em todas as suas ações. Sejam estas velocidades para o bem ou para o mal.
Vamos aqui deslindar cada um desses princípios ou regras de vida de nossa hipermodernidade. Normalização. Seria tornar normal aquilo que as gerações mais idosas não consideram normal. Exemplos: um adolescente ou jovem não respeitar um avô, avó, um indivíduo idoso. De idêntica forma tratar um idoso, um avô por você ou ele se referir sem o mínimo de consideração ou respeito. De mesmo gênero de desrespeito não ter a devida cerimônia ou tratamento com a professora (professor). Enfim, são encontradiços esses gestos de normalização nas relações humanas. Seria uma nova semântica dos costumes, das relações humanas, entre as pessoas, entre as gerações mais jovens.
Normatização. Seria a criação de novas regras, novas normas nas diferentes esferas de atividade. Dois exemplos bem atuais. A união homoafetiva se tornou uma norma oficial e aceita pelo Estado e grande parte da sociedade civil, sem opor a essa normatização.
A pandemia da Covid trouxe normatização de hábitos e comportamentos que antes ou não existiam ou eram negligenciados: lavar as mãos e os alimentos, fazer assepsia de mãos com água e sabão ou álcool em gel e uso de máscara em vias públicas e reuniões.
Naturalização. Muitos são os cenários da vida onde tem havido uma disseminação de coisas ruins, inaceitáveis e condenáveis em todos os tempos. Temos assim: o calote; pessoas tomam de empréstimo dinheiro, objetos, bens e não pagam. Os crimes de toda ordem: contra o Estado, contra a honra, os danos morais, a violência contra a mulher, a difamação pela internet e redes sociais.
Enfim, são as novas tendências que vem se disseminando pelas sociedades do planeta. Não se trata de um atributo do Brasil, mas da tribo global, dos humanos, das pessoas no uso dessas modernas ferramentas como o celular e as redes sociais. Evoluímos nas áreas das ciências e das tecnologias, mas recuamos nos quesitos de Ética, de solidariedade, de gentileza, de amizade, de respeito e empatia pelo próximo. Quão triste essas novas tendências.
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