Pessoas com ansiedade têm 58% mais risco de infarto e 42% maior chance de AVC
As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil e no mundo.

“O estresse emocional mantido por longos períodos coloca o organismo em estado constante de alerta”, alerta médico – Foto: Comunicação
O coração não reage apenas a fatores físicos. Emoções mal gerenciadas, como estresse constante, ansiedade e depressão, também influenciam no funcionamento do sistema cardiovascular e podem aumentar o risco de doenças cardíacas ao longo do tempo. As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil e no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No País, respondem por cerca de 30% dos óbitos anuais, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Essa relação entre saúde mental e o coração foi analisada em um estudo conduzido pela Universidade Nacional de Medicina de Seul, que avaliou dados de 6,5 milhões de pessoas entre 20 e 39 anos, a partir do Serviço Nacional de Seguro de Saúde da Coreia do Sul. Entre os participantes, quase 857 mil apresentavam diagnóstico de condições de saúde mental, sendo que 48% tinham ansiedade.
Os resultados indicaram que esse grupo apresentou 58% mais chances de infarto do miocárdio e 42% maior risco de acidente vascular cerebral em comparação com pessoas sem esse tipo de diagnóstico. Os pesquisadores ressaltam que essas condições não são a causa direta dos eventos cardiovasculares, mas funcionam como fatores de risco, ao favorecer alterações no organismo ao longo do tempo.
Para o cardiologista Henrique Furtado, esse impacto está ligado à resposta prolongada do corpo ao estresse. “O estresse emocional mantido por longos períodos coloca o organismo em estado constante de alerta. Isso aumenta a liberação de hormônios como cortisol e adrenalina, eleva a pressão arterial, favorece processos inflamatórios e pode provocar alterações no ritmo cardíaco. Com o tempo, esse conjunto de fatores sobrecarrega o coração”, explica.
Sintomas
Sintomas como palpitação, aperto no peito, falta de ar e cansaço frequente merecem atenção. Muitas vezes, eles são atribuídos apenas ao emocional e acabam sendo ignorados, quando, na verdade, indicam que o organismo está reagindo a um estado prolongado de estresse.
“A ansiedade e a depressão não causam um infarto de forma isolada. O risco aumenta quando esses quadros se prolongam e passam a interferir no sono, na pressão arterial, na alimentação e nos hábitos de vida”, completa o médico.
A boa notícia é que a prevenção funciona. A adoção de hábitos saudáveis, como atividade física regular, alimentação equilibrada, sono de qualidade e acompanhamento psicológico quando necessário, pode reduzir de forma significativa o risco de doenças cardiovasculares.
(Informações, sob adaptações: Comunicação)
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