Câncer nos testículos de participante do ‘BBB’ traz alerta para os homens

O oncologista Ramon Andrade de Mello orienta o público masculino sobre os sintomas da doença. “Na fase metastática, esse tumor pode alcançar o fígado e o cérebro, provocando dores de cabeça e confusão”, alerta.

“Os homens com criptorquidia, que é a não descida de um ou dos dois testículos para a bolsa escrotal, também é um fator de risco”, afirma o oncologista Ramon de Mello – Foto: Divulgação

 

Exibido pela Rede Globo de televisão, o programa Big Brother Brasil está começando e uma das surpresas vistas foi a divulgação sobre o câncer de testículos de um dos participantes, que afirmou já estar curado da doença. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que esse câncer tem maior incidência em homens na idade reprodutiva, entre 15 e 50 anos de idade.

Ramon Andrade de Mello, médico e professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp, da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal), explica que esse tumor tem baixo índice de mortalidade e o paciente pode percebê-lo por meio do autoexame: “Na fase inicial, são grandes as chances de cura”.

O pesquisador da Unifesp esclarece que, na fase aguda, o câncer de testículo pode provocar dor nas costas, falta de ar, dor torácica, tosse e o paciente pode até mesmo expectorar sangue. “Na fase metastática, esse tumor pode alcançar o fígado e o cérebro, provocando dores de cabeça e confusão”.

O paciente pode perceber o tumor por meio de um nódulo duro do tamanho de uma ervilha e, na maioria dos casos, é indolor. A doença provoca ainda aumento ou diminuição do tamanho dos testículos e seu endurecimento. “Outros sintomas relatados são dor abdominal, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos”, detalha doutor Ramon de Mello.

Os pacientes com histórico familiar de câncer de testículos e aqueles que sofreram lesões ou traumas na bolsa escrotal são os mais propensos a desenvolverem a doença. “Os homens com criptorquidia, que é a não descida de um ou dos dois testículos para a bolsa escrotal, também é um fator de risco”, afirma o oncologista.

 

Sobre Ramon de Mello

Oncologista clínico e professor adjunto de Oncologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, do Ministério da Saúde de Portugal e da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é cordenador nacional de Oncologia Clínica da Sociedade Brasileira de Cancerologia, membro da Royal Society of Medicine, London, UK, do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology -ASCO).

Doutor Ramon de Mello é oncologista do Hospital 9 de Julho e da High Clinic Brazil, em São Paulo-SP.

Confira mais informações sobre o tema no site ramondemello.com.br.

 

(Informações, com adaptações: Ex-Libris Comunicação Integrada)

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