Ronaldo Caiado acompanha assinatura da adesão ao RRF, em Brasília
O presidente da Republica, Jair Bolsonaro (PL), formalizou autorização, neste 24 de dezembro, no Palácio da Alvorada, com a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (Democratas).

Com medidas de ajuste, Goiás eleva capacidade de investir em políticas públicas e aumenta oferta de serviços à população – Imagem (Secom – Governo de Goiás): Reprodução
A data 24 de dezembro de 2021 se torna histórica para o Estado, com a adesão de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para o refinanciamento de débitos com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Economia.
O RRF fornece dois instrumentos principais para o reequilíbrio das contas: a suspensão da dívida pública, dando fôlego ao Estado enquanto as medidas de ajuste implementadas trazem os resultados esperados, e a reestruturação da dívida em condições melhores de taxas de juros e prazos. Assinado em 2021, o RRF passa a valer para Goiás já a partir de 1º de janeiro de 2022.
A entrada de Goiás no regime foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de forma unânime, com 11 votos favoráveis ao Estado na Corte. A ação suspende o pagamento da dívida com a União por 18 meses, como havia sido determinado pelo Supremo, especifica os critérios para a delimitação do teto de gastos e define o índice oficial a ser aplicado para a correção dos valores. Também determina as despesas a serem excepcionadas, ou seja, não incluídas na base de cálculo para apuração do teto.
30 anos
O ingresso também foi aprovado pela Assembleia Legislativa. O projeto de lei número 4.996/2021, que permite a adesão do Estado de Goiás ao RRF, possibilita a realização de concurso público, não congela salários e nem proíbe a concessão de progressão funcional, desde que haja obediência ao limite da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O desequilíbrio fiscal de Goiás vem desde 2010, com despesas continuamente superiores às receitas. Com a entrada no RRF, o pagamento da dívida pública será suspenso parcialmente em 2022, sendo destinado um valor de R$445 milhões. A partir de 2023, por um período de 30 anos, a dívida volta a ser quitada aos poucos, sendo cerca de R$738 milhões, em 2023, R$1.030 milhões, em 2024, e assim por diante, aumentando gradativamente até alcançar os R$2 bilhões somente a partir de 2027.
Em vídeo disponibilizado pela gestão estadual, Ronaldo Caiado disse ter sido o mais importante documento que já assinou no exercício do cargo de governador.
Acompanhe o desdobramento desse importante ato, englobando o Governo de Goiás e o governo federal, clicando aqui.
(Informações, com Redação do JORNAL CIDADE: Secom – Governo de Goiás)
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