Deputado estadual eleito diz respeitar decisão do Diretório do partido na capital, mas afirma que direcionamento não reflete posição dos filiados.

Policarpo: “Respeito a decisão do Diretório metropolitano do Cidadania, mas ela não representa o posicionamento dos filiados do partido” – Foto, inclusive da home: Paulo José
O deputado estadual eleito Romário Policarpo (Cidadania) afirmou na quarta 14 de outubro, que a decisão da direção de seu partido em Goiânia de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT) não reflete o posicionamento de seus filiados. Policarpo, que é presidente da Câmara de Vereadores da capital e assume mandato na Assembleia Legislativa de Goiás em 1º de fevereiro de 2027, anunciou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o Palácio do Planalto.
“Fui o único parlamentar eleito pelo Cidadania no Brasil, sem nenhum recurso do fundo partidário, e estou apoiando a candidatura do senador Flávio Bolsonaro para presidente da República neste segundo turno da eleição presidencial”, afirmou. “Respeito a decisão do Diretório metropolitano do Cidadania, mas ela não representa o posicionamento dos filiados do partido”, disse Policarpo.
Divergências
A direção estadual do Cidadania também divergiu do posicionamento do Diretório de Goiânia. Em nota divulgada um dia antes, o presidente regional, Iure de Castro, afirmou que “a decisão da capital não representa o posicionamento institucional da sigla em Goiás, que permanecerá neutra na disputa presidencial por falta de consenso interno”. Castro afirmou à imprensa que a direção estadual respeita a decisão de Policarpo, que havia informado previamente ao Cidadania sua decisão de apoiar Flávio Bolsonaro. O Cidadania de Goiânia anunciou na terça 13 de outubro, o alinhamento à campanha de Lula.
Policarpo se elegeu deputado estadual em 4 de outubro com 55.337 votos, a sexta maior votação para as 41 vagas da Alego. Durante a campanha eleitoral, se aproximou do deputado federal Gustavo Gayer (PL), à cuja candidatura ao Senado declarou apoio. Aliados do deputado estadual eleito afirmam que o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da corrida presidencial foi costurado nesse contexto.
(Informações, com adaptações: Comunicação)


