Volume operado pelos terminais integradores de Palmeirante e Porto Nacional saltou de 1,9 milhão para o recorde de 8 milhões de toneladas, em 2025. Total movimentado em dez anos chega a cerca de 59 milhões de toneladas.

Infraestrutura logística atrai novos investimentos, impulsiona a criação de hub de negócios (na foto, o Terminal Integrador Palmeirante [TIPA])… – Fotos, inclusive da home: Comunicação

…E promove a produção sustentável na região. Aqui, o Aqui, o Terminal Integrador Porto Nacional (TIPN)
Totalizando cerca de 59 milhões de toneladas de cargas movimentadas em uma década de operação, os terminais integradores da VLI em Porto Nacional (TIPN) e Palmeirante (TIPA), no Tocantins, se consolidam como importante motor para o desenvolvimento do agronegócio no Estado e na área de cobertura do Corredor Norte. Entre 2016, quando iniciaram as operações, e 2025, a movimentação de produtos nas unidades da companhia saltou de 1,9 milhão de toneladas para 8 milhões de toneladas, representando crescimento de 320%.
“A inauguração dos terminais mostra a visão de futuro da VLI, que sempre enxergou o Norte como grande vetor de crescimento da produção nacional e como alternativa estratégica aos sistemas logísticos do Sul e do Sudeste. Dez anos depois, nos orgulha ver que a infraestrutura da VLI no Tocantins foi uma indutora do crescimento regional, proporcionando não apenas o incremento dos volumes transportados, mas também a geração de emprego qualificado e renda para o Estado”, afirma Fabrício Rezende, diretor de Operações da VLI.
A inauguração dos terminais é resultado de investimentos superiores a R$260 milhões, em valores da época. Vocacionados para o agronegócio, TIPA e TIPN movimentam grãos – soja e milho –, farelos e fertilizantes e cumprem duas importantes funções: realizar o transbordo da carga dos caminhões para o modal ferroviário e fornecer capacidade de armazenagem para os produtores locais.
Os terminais integram o Corredor Norte da VLI, que compreende o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), controlado pela companhia desde sua criação, em 2010; e, a Estrada de Ferro Carajás, por onde as composições da companhia trafegam por direito de passagem para acessar o sistema portuário de São Luís. Na capital maranhense, a VLI possui o Terminal Portuário São Luís, no Porto do Itaqui, por onde as commodities são exportadas para o mercado global.
A movimentação de cargas no Corredor também reflete o crescimento da região e a importância do sistema integrado da VLI. No intervalo de dez anos, de 2016 a 2025, os volumes ferroviários registrados ela companhia passaram de 5,4 bilhões de TKU para 14,9 bilhões de TKU – unidade de medida que considera a carga total transportada e a distância percorrida.
Transformação regional
Além do impacto positivo na logística de cargas na região, os terminais da VLI também têm contribuído para a industrialização do Tocantins, especialmente na região Norte do Estado, por meio do Complexo TIPA. Trata-se de projeto que nasceu a partir de investimentos conjuntos de R$400 milhões da VLI e da COPI, a Companhia Operadora Portuária do Itaqui, viabilizando fluxo de fertilizantes de São Luís a Palmeirante.
Esta foi a espinha dorsal para a atração de outros importantes empresas para áreas adjacentes ao terminal da VLI, a exemplo da Mosaic, que investiu R$400 milhões na inauguração de uma planta de fertilizantes, e a Ultracargo, que inaugurou uma unidade distribuidora de combustíveis, com investimento de cerca de R$160 milhões. Com isso, formou-se um ciclo integrado do agronegócio, que começa no fertilizante, passa pelo abastecimento das máquinas agrícolas e culmina em transporte eficiente, seguro e de baixo carbono da produção até o porto.
“Os terminais do Corredor Norte são um exemplo concreto da transformação logística do Brasil e da materialização do propósito da VLI. A infraestrutura da companhia atuou como vetor de desenvolvimento regional, permitindo que o TIPA e o TIPN se consolidassem como grandes complexos logísticos, com contribuição relevante para o agronegócio e a economia do Tocantins e para a pauta de exportações do País”, conclui Rezende.
Produção sustentável
O compromisso da VLI com a região vai além da logística, refletindo uma atuação ativa no desenvolvimento sustentável. Exemplo disso é o LabCerrado, iniciativa realizada em parceria com a Embrapa Cerrados e voltada ao desenvolvimento de tecnologias e sistemas produtivos baseados na agricultura regenerativa. O programa tem objetivo de impulsionar a expansão da área plantada por meio da recuperação de regiões degradadas, da mitigação dos riscos climáticos e do aumento da produtividade agrícola.
Nas unidades experimentais de agroinovação no Tocantins, o LabCerrado apresentou resultados expressivos. Mesmo em condições adversas, como o El Niño 2023/2024, os experimentos superaram a produtividade média regional. Em apenas três safras, a iniciativa contribuiu para acelerar o crescimento da área plantada no estado, resultando em uma colheita de 110 mil toneladas acima do previsto na safra 2024/2025.
E para possibilitar a movimentação de toda essa cadeia produtiva e logística, também foi preciso investir na capacitação de mão de obra especializada. Desde a sua chegada na região, a VLI tem fomentado, juntamente com órgãos públicos locais, iniciativas para profissionalização nas comunidades do entorno de Porto Nacional e Palmeirante.
Entre as ações está a parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), para a oferta de cursos técnicos direcionados às necessidades do segmento logístico, em especial à atuação de ferrovias e portos. Somente no ano passado essa união ofereceu mais de 50 vagas para o curso de Eletricista Industrial, realizado no Distrito de Luzimangues, onde está instalado o Terminal Integrador Porto Nacional (TIPN), e em Colinas, próximo a Palmeirante, onde o Senai instalou uma base de capacitação.
O Tocantins também recebe ações do programa Atitude Ambiental, que promove sustentabilidade e educação ambiental, abordando temas como coleta seletiva, uso racional de água/energia e mudanças climáticas. A ação foca na conscientização comunitária e corporativa para uma gestão mais sustentável de recursos na região.
Além disso, a partir de 2024, a VLI passou a enviar resíduos recicláveis gerados no TIPN para a Associação de Catadores de Porto Nacional, aliando geração de renda à proteção ao meio ambiente. O projeto está sendo replicado também no TIPA, com ações de incentivo à criação de uma associação dos catadores da cidade de Colinas.
TIPN e TIPA
Porta de entrada da produção da região no sistema Norte da VLI, o Terminal Integrador Porto Nacional oferece capacidade estática de 60 mil toneladas e consegue fazer a descarga de até 20 caminhões por hora.
O TIPN conta com estrutura padrão nos terminais integradores da VLI: a pera ferroviária, que possibilita o embarque seguro de 80 vagões em cerca de quatro horas e meia.
O Terminal Integrador Palmeirante (TIPA) conta com estrutura robusta para movimentação e armazenagem de cargas, que inclui armazém, silo, três balanças ferroviárias e quatro tombadores. A capacidade estática ofertada pelo terminal é de 98 mil toneladas.
Assim como o TIPN, o TIPA conta com pera ferroviária para realizar embarques nos trens de forma segura e eficiente.
VLI
A VLI atua na integração de serviços logísticos por meio de ferrovias, portos e terminais intermodais. A empresa opera as ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais em pontos estratégicos como Santos-SP, São Luís e Vitória-ES. Presente nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, a VLI conecta a produção nacional aos principais corredores logísticos do Brasil.
A VLI reafirma seu protagonismo ao conquistar, pela terceira vez, o topo do Ranking Valor Inovação em Transporte e Logística – mantendo-se entre as líderes do setor por sete anos consecutivos.
VLI no Tocantins
A VLI opera no Tocantins por meio do Corredor Norte, que une Porto Nacional ao sistema portuário de São Luís. O trajeto é percorrido por meio do tramo norte da Norte-Sul, controlado pela VLI, e pela Estrada de Ferro Carajás, onde a VLI opera por direito de passagem.
A estrutura do corredor inclui três terminais intermodais, em Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins, e Porto Franco, no Maranhão. Nesses locais, a carga que chega por caminhões é carregada nas composições da companhia. Pelo Corredor Norte são transportadas cargas como grãos (milho e soja), fertilizantes e combustíveis, entre outros produtos.
(Informações, sob adaptações: Comunicação)


