Sexo melhora com a idade: brasileiros acima dos 45 são os que mais exploram fantasias. E, quem transa mais?

Levantamento revela que a experimentação sexual cresce depois dos 40. Você sabe qual é o período (faixa de idades) de maior frequência sexual?

Segundo pesquisa, são as pessoas acima dos 45 anos que apresentam os maiores índices de vivência de fantasias e fetiches – Foto, inclusive da home: Comunicação/Pixabay

 

A ideia de que a sexualidade atinge seu auge na juventude ainda é comum no imaginário popular. No entanto, um levantamento realizado pelo Sexlog, maior Rede social adulta da América Latina, com mais de 24 milhões de usuários, mostra que a experimentação sexual tende a crescer com a idade. De acordo com os dados da plataforma, são as pessoas acima dos 45 anos que apresentam os maiores índices de vivência de fantasias e fetiches.

Entre usuários de 18 a 24 anos, 46,4% afirmam já ter experimentado algum fetiche ou fantasia. Esse percentual cresce de forma consistente ao longo das faixas etárias e chega a 73,8% entre pessoas de 45 a 54 anos e 74,5% entre usuários de 55 a 64 anos. Entre os usuários com 65 anos ou mais, o índice permanece alto, com 71,6% relatando já ter explorado fantasias na vida sexual.

Ao mesmo tempo, os mais jovens aparecem como o grupo com maior curiosidade, mas menor experiência prática. Na faixa de 18 a 24 anos, quase metade dos entrevistados afirma ter vontade de experimentar novas fantasias, mas ainda não teve oportunidade ou segurança para fazê-lo.

Segundo Mayumi Sato, CMO (diretor de Marketing) do Sexlog, o resultado reflete processo natural de amadurecimento da vida sexual. “Com o tempo, as pessoas tendem a se conhecer melhor, compreender seus desejos e sentir mais segurança para falar sobre fantasias e colocá-las em prática. A maturidade muitas vezes traz menos julgamento e mais liberdade para explorar a sexualidade de forma consciente”, afirma.

 

Quem transa mais

Outro dado que chama atenção é que o período de maior frequência sexual aparece entre 25 e 44 anos, fase em que mais da metade dos entrevistados afirma ter relações várias vezes por semana. Já a percepção de satisfação sexual tende a aumentar ao longo da vida, alcançando os índices mais altos entre pessoas com mais de 50 anos, provando mais uma vez que quantidade nem sempre é sinônimo de qualidade.

Para Mayumi, esse movimento também está relacionado à possibilidade de encontrar espaços mais seguros para dialogar sobre sexualidade. “Participar de uma comunidade voltada à sexualidade permite que as pessoas troquem experiências, descubram novas possibilidades e encontrem parceiros com interesses semelhantes. Isso reduz o tabu e cria um ambiente mais acolhedor para explorar desejos de forma responsável”.

Redes, como o Sexlog, surgem justamente nesse contexto, reunindo milhões de pessoas interessadas em discutir fantasias, relacionamentos não convencionais e novas formas de viver a sexualidade. Mayumi acredita que, ao permitir que as pessoas conversem abertamente sobre seus interesses e encontrem outras com as quais tem afinidade com afinidades semelhantes, a comunidade acaba funcionando também como espaço de aprendizado e autoconhecimento.

Os dados reforçam mudança importante no comportamento sexual contemporâneo: longe de desaparecer com o passar dos anos, o desejo tende a se transformar e, muitas vezes, ganhar novas camadas de liberdade e experimentação com a maturidade.

 

(Informações, sob adaptações: Comunicação)

 

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