PAINEL CULTURAL

DR. ABILIO WOLNEY AIRES NETO

‘O DIÁRIO DE Abílio Wolney’ [XXII – PRISÃO E QUEDA DE TOTÓ CAIADO

[Em diferentes edições e capítulos, o JORNAL CIDADE publica O DIÁRIO DE Abílio Wolney, livro do articulista Abilio Wolney Aires Neto, lançado pela editora Kelps (Goiânia-GO.), em 2009

Capa do livro – Foto: livro

 

XXII – PRISÃO E QUEDA DE TOTÓ CAIADO

 

Por ocasião da Revolução de 1930, o então senador Totó Caiado teve de fugir com a notícia da aproximação da coluna revolucionária, engrossada por homens do Exército brasileiro, cujo Estado-Maior estava centralizado em São Paulo. Seu irmão Brasil Ramos Caiado, que ocupava a presidência do Estado, também se retirou às pressas do Palácio Conde dos Arcos, abandonando o governo da antiga capital de Goiás.

Como narra o escritor Cristovam Francisco de Ávila,

 

Foi o próprio Antonio Ramos Caiado quem relatou os maus bocados que teve de suportar com o seu irmão Brasil e seu filho Ubirajara. Dentre eles, consta o fato histórico

incluído no processo de inventário feito por falecimento de sua filha Cory de Carvalho Caiado […]. Passaram por duros momentos, sentindo a morte a cada instante, amoitados por dias seguidos entre os contrafortes da serra do Taquaral, dentro do município de Crixás, sem comida, sem agasalho, por terem saído às pressas, acossados que foram com a entrada das forças militares na capital do Estado.

 

O fato histórico relatado foi transcrito pelo referido escritor da edição do jornal O Popular de 11 de junho de 1978, onde o próprio Totó Caiado relata, com outras palavras, que ele mesmo, acompanhado dos três irmãos, Arnulfo, Leão e Brasil, além do filho mencionado e do Dr. Juca, haviam refugiado inicialmente na fazenda Tesouras, sabendo-se que as mulheres da família ficaram no convento das Irmãs Dominicanas.

Parafraseando o próprio texto em remissão, percebe-se que Pedro Ludovico Teixeira, já nomeado Interventor em Goiás, sucedia a honrosa Junta Governativa, designada para os primeiros dias pós Revolução, a qual durou apenas três semanas.

Dono do poder, o Interventor quer a ordem e manda apurar os abusos de quase duas décadas de mandonismo e violências.

Nos primeiros dias do regime de Getúlio Vargas, os Estados da Federação são diretamente guarnecidos por Batalhões do Exército, mais a Polícia Militar reestruturada em cada ente da Federação.

Na Fazenda Tesouras, antes mesmo da entrada da força federal na Capital do Estado, Totó havia reunido grande número de jagunços, bem armados para a reação.

Todavia, como se passaram dias sem outras medidas coercitivas da Nova Ordem, parecia que, tomado o governo do Estado como corolário da Revolução de Getúlio Vargas, tudo acabaria em paz, razão por que Caiado dissolveu suas forças privadas, desguarnecendo a Fazenda.

Antes, porém, precaveu-se em dar sumiço ao irmão Brasil, retirado da Fazenda na companhia do outro irmão Arnulfo e do Dr. Arthur Jucá. É que Brasil Caiado era o segundo homem visado, por seu rastro mais recente de desmandos.

Do Palácio Conde dos Arcos, entretanto, é finalmente expedida a determinação: Uma Companhia de metralhadoras para o encalço de Totó Caiado e do Presidente do Estado deposto – Brasil Ramos Caiado. A ordem é prendê-los e trazê-los maniatados para ulteriores providências.

Foi assim que, num dia de novembro de 1930, um contingente de 80 homens armados segue para executar a prisão do chefe da oligarquia e, com ele, o irmão e quem mais houvesse. Na data marcada para o avanço da força, estavam na Fazenda Tesouras apenas Totó, seu irmão Leão e seu filho Ubirajara, na ansiedade dos dias lentos que se sucederam, em meio ao sobrosso pela dimensão do levante nacional.

Sabedores da movimentação, os Caiado que ficaram põem em prática outro plano de fuga em busca de lugar inacessível.

Foi assim que, ao anoitecer deixaram a Fazenda debandando para os lados da Serra do Taquaral, dentro do município de Crixás. Antes, Totó chamou seu vaqueiro do retiro do Lago Bonito para avisá-lo sobre o lugar onde se esconderiam, com ameaças veladas contra qualquer inconfidência.

A noite caiu de todo e com ela uma chuva forte. Os fugitivos, molhados, erravam pela escuridão caliginosa sem poderem acender um archote, que ademais os poria a descoberto pela Coluna Revolucionária que se movimentava para sitiar Tesouras. Foi assim que os Caiado chegaram ao esconderijo, no meio da mata virgem, e ali cuidaram em armar redes, protegendo-se com ponches – capas quadrangulares, de lã grossa, com uma abertura no meio, pela qual se passavam as cabeças.

A chuva caía incessantemente. Armaram redes, mas foi impossível dormir. A água descia pelos punhos e os umedecia. Assim é que, já resfriados, decidiram construir um rancho de abrigo.

Lá atrás, a Companhia de metralhadoras cercava pelos flancos da Fazenda Tesouras, que ganharam numa investida maciça.

Acossados pela Força Federal, os poucos jagunços que ficaram guarnecendo a fazenda foram facilmente rendidos. Algemados e debaixo de ordem foram coagidos a confessar o paradeiro de Totó Caiado. Resistiram de início, mas a esposa do vaqueiro, amedrontada, terminou indicando o local onde se encontravam refugiados Totó, o irmão Leão e o filho Ubirajara. Quanto a Brasil Caiado e aos demais, não tinham a mínima ideia do paradeiro.

Em marcha, a Companhia seguiu para o lado da Serra do Taquaral, como indicado. Debaixo da invernia, os policiais, ajoujados de mochilas e cantis, fazem um percurso desconhecido e penoso. As patronas e cargueiros estão carregados de cartuchos e projéteis.

A tropa avança com suas matracas automáticas, à bandoleira, além de armas sobressalentes.

A noite virou rápida na peleja. No horizonte, prenunciava-se um arrebol apagado.

Totó Caiado está labutando dentro de uma “mata próxima à serra de Crixás, onde tenta obter cordas de fibras vegetais para a construção do rancho, enquanto Leão e Ubirajara obtinham a madeira necessária”.

Rompeu a aurora, sem albores, e com ela chegaram as forças do Exército sitiante. Dentre mais, um contingente de 80 soldados assesta metralhadoras em círculo da grande mata, estirando-se pela encosta da serra até o píncaro.

Bradam-se palavras de ordem.

Ubirajara é o primeiro a ser preso e solta um grito de alarme mata a dentro, avisando ao pai Totó Caiado da presença da força. É preso Leão Ramos Caiado.

O comandante da força quer os punhos do deposto Brasil Ramos Caiado. Intima os detidos a indicarem o seu paradeiro, mas obtém a mesma informação de que o mesmo havia se retirado da Fazenda bem antes da saída do grupo.

Aos gritos do filho, Totó Caiado embrenhou-se em fuga pelo matagal encharcado. Contudo foi abordado na saída da mata por uma patrulha de soldados.

De arma na mão, Totó está na iminência de ser fuzilado, caso atire. Dá-se o fecho das armas engatilhadas. Severamente admoestado a depor suas armas, rende-se ao comandante das forças federais, que vem com um certo Velasco na linha de frente, homem da confiança de Pedro Ludovico.

Detidos e molhados, Totó Caiado, o irmão e o filho, são conduzidos à Cidade de Goiás.

O retorno da Companhia Revolucionária à velha Capital é triunfal e ao mesmo tempo humilhante. Os presos na vanguarda sentem pela primeira vez na história o jugo dos mais novos dominadores. O chão de Goiás, berço da oligarquia mais violenta do início da República, é novamente tripudiado pela cavalaria, no aporte da força em movimento.

Totó Caiado – de senador deposto a preso – vai trancafiado numa cela improvisada pelo Exército, ficando incomunicável até para a família.

Por ordem do General Góis Monteiro, foi ligado o telégrafo direto do Rio de Janeiro para a Cidade de Goiás, obtendo todas as informações do recolhimento daquele que se tornara o homem mais procurado no Estado.

Velhos situacionistas, viventes à sombra da oligarquia, agora derrubada, queixam-se à boca miúda, vendo o mundo desabar nos becos e arruados da secular Vila Boa.

O Comando da Revolução toma a deliberação de recambiar os presos Totó Caiado, Leão e Ubirajara Caiado ao chefe de Polícia no Rio de Janeiro, Capital Federal.

Na caravana, contudo, estão também políticos valorosos, vítimas de toda ordem de perseguições em Goiás, ao que tudo indica para um Inquérito dos desmandos na Capitania dos Caiado.

Em vagões da Estrada de Ferro seguem todos para o Rio de Janeiro.

Os presos estão incomunicáveis, inclusive para evitar medidas mais drásticas contra qualquer tentativa de fuga ou resgate a caminho.

Tal era possível e a providência pareceu necessária, pois ao trilharem por Uberaba-MG, um dos vagões foi assaltado por ladrões. Depois o trem seguiu lento, mas constante.

Ao chegarem na Capital Federal, os presos são entregues aos cuidados do chefe de polícia, Dr. Batista Luzardo, para serem apresentados ao Ministro da Justiça, Oswaldo Aranha.

Enquanto isso, Totó e os seus vão recolhidos num xadrez da Casa de Detenção na cidade do Rio de Janeiro.

Totó, que viveu sempre no camarote do poder, teria dias longos em dois anos de cadeia na Capital. De 1930 a 1932, provou da enxerga sórdida de um calabouço.

Quem sabe aquele aposento sombrio, triste, lúgubre representasse para a sua consciência o prólogo de algumas reflexões. Talvez no descesso, enfim, viesse a perceber, ainda a caminho, que não soube compreender as finalidades da missão do seu poder político e econômico, pois a ambição de supremo mando parecia ter-lhe ensombreado os sentimentos.

Sua história estava igualmente cheia de traços brilhantes e escuros, demonstrando que sua personalidade de general manteve-se oscilante entre as forças do mundo e dos males que perpetrou com elas. Dono de honrosos mandatos políticos, laureados para as tradições gloriosas, parece ter sido traído em suas próprias forças. Suas vitórias eleitorais, nada ortodoxas, garantia-lhe a integridade do clã Caiado, mas espalhava a miséria e a ruína no seio dos poucos que ousavam discordar do seu sistema.

Passados os dois anos de cadeia no Rio, Totó retornou para o latifúndio da Fazenda Tesouras, onde entregou-se às lides do campo, enquanto o novo governo com Pedro Ludovico prosseguia na apuração dos abusos da oligarquia enxotada.

Fato é que, após a Revolução de 1930 e a perda da hegemonia política, os Caiado passaram a acompanhar a vida política do estado e do país como derrotados, embora não extintos. Experimentaram estar do outro lado, na oposição e sem voz.

Acabava em Goiás o jugo da prepotência. Fim do tempo em que a própria “Justiça ficava temerosa de enfrentar a indisposição e mesmo a ira dos déspotas, que não respeitavam sequer ordens judiciais”. Fim de um ciclo quando “o progresso se viu entravado pela coação reinante. Agora a liberdade judiciária, a liberdade eleitoral e, por toda a parte, o progresso.” (TEIXEIRA, Pedro Ludovico. Memórias).

Entretanto, como diz o jargão popular: “mata-se o monstro, mas ficam os escombros”. Deveras. Após a libertação e retorno de Totó Caiado a penates, estourava em São Paulo a Revolução Constitucionalista 1932, disseminada pelo território nacional. Em Goiás, a reação “dos escombros” ao governo Getúlio Vargas ficou evidenciada no complô dos Caiado recalcados em sua trincheira de antes. Assim, Pedro Ludovico mandou prender, na cidade de Goiás, todos os homens centrais da família, não tendo sido capturado Brasil Ramos Caiado, que como sempre logrou um esconderijo.

Banidos do cenário político, os Caiado estiveram no ostracismo entre 1930 e 1945. Depois ressurgiram alguns no período em que se organizariam como oposição, entre 1945 e 1964. Apoiando o golpe militar de 64, entram em ação alguns filhotes do caiadismo, mas só décadas mais tarde terão, poucos, alguma expressão.

Quanto a Totó Caiado propriamente, teve a sua carreira política morta a partir de 1930, quando recolheu-se ao ostracismo em suas Fazendas. Há mais de 70 anos o Estado de Goiás passou a viver sob a presidência da Lei – reorganizado o Estado Democrático de Direito – sem a necessidade da reação armada a governos que tais.

O prédio do antigo Tribunal de Justiça na Cidade Goiás foi nomeado Fórum Des. Emílio Francisco Póvoa, em homenagem ao raro jurista, cuja carreira íntegra na vida pública foi selada como membro da Junta Governativa, ele que por mais de uma década resistiu às imposições execrandas da oligarquia deposta.

Pelo Decreto nº 2.737, de 20 de dezembro de 1932, Pedro Ludovico nomeou Comissão presidida pelo bispo Dom Emanuel Gomes de Oliveira, tendo o prof. Colemar Natal e Silva como secretário para “proceder aos estudos atinentes à adaptação ou escolha de local para nele ser edificada” uma nova Capital para o Estado. É hora de relembrar da obra de Nicolau Maquiavel, na desforra cíclica dos acontecimentos.

Como narra o professor e escritor José Mendonça Teles:

 

A ideia de mudar a Capital, que vinha desde 1753, com o primeiro governador da Província de Goiás, Dom Marcos de Noronha, não saía da cabeça de Pedro Ludovico. Homem culto, leitor dos clássicos, naturalmente conhecia a obra O Príncipe, de Maquiavel, que recomenda, ao conquistar uma cidade, o seguinte: matar o inimigo, trazê-lo para trabalhar ao seu lado, ou mudar a cidade. Optou pela última construindo uma nova cidade, que se tornou capital, deixando Vila Boa em situação de terra arrasada, pois trouxe para Goiânia, além do funcionalismo os templos sagrados da cultura: Lyceu, Escola Normal e Faculdade de Direito [253

Sabia que se continuasse a governar na antiga capital, teria forte oposição de seus adversários. Melhor seria desagrega-los, dividi-los. A mudança da capital foi o caminho buscado para garantir a república conquistada. [254

 

Vencido o caiadismo, fez-se necessário eliminar o fulcro do seu território. Dizia o nosso estadista Pedro Ludovico que “a cidade de Goiás, com um século de existência nos anos 30, só possuía 10 mil habitantes, muitos problemas de saneamento, e seu índice de construção de casas era apenas de 12 por ano”.

Quase 10 anos depois, no dia 05 de julho de 1942, inaugurava-se Goiânia, a nova capital de Goiás. Entretanto, o seu fundador sofreu reveses das forças ocultas dos que não ousavam mostrar a cara. Diz ele em suas Memórias:

 

Os habitantes de Vila Boa, daquela época, sabem que a minha vida esteve em perigo várias vezes, certos de que dois homens, em épocas diferentes, foram convidados para me assassinar. Ambos não eram pistoleiros, mas meus desafeitos, um pessoal e outro político […]

Procuraram por todos os meios evitar a edificação de Goiânia, com intimidações e emendas na Constituição Estadual. Houve uma pressão anônima, digna de se registrar: o missivista pediu-me que colocasse uma rosa branca em um vaso de barro existente em um dos alpendres do Palácio dos Arcos, e isto significaria que eu desistiria do projeto da mudança. Caso persistisse na minha ideia, que pusesse uma rosa vermelha e, então, eu seria assassinado […] [255

 

A nova Capital foi feita. Pedro Ludovico passou a ser odiado na antiga capital e teve vilaboense que morreu sem nunca pôr os pés em Goiânia, como foi o caso de algumas senhoras Caiado, que amaldiçoavam o seu fundador. Goiânia, planejada para 50 mil habitantes, ultrapassou a casa de um milhão de pessoas e vai…

Já a Cidade de Goiás tem hoje 32 mil habitantes. Nesse espaço de 70 anos, houve um acréscimo de apenas 22 mil pessoas na sua população.

Quase parou no tempo. Em suas ruas estreiras, de pedras, ulula o vento nos becos silenciosos e empedrados.

O Rio Vermelho, onde Bartolomeu Bueno “incendiou” as águas, como forma de atemorizar os índios e apoderar-se do ouro que existia à mão cheia, corta a antiga Vila Boa ao meio, com suas águas diminuídas e ainda poluídas. [256 É a Goiás Velho, lápide de suseranos, jardim da flor Cora Coralina, que para honra do Estado, entra no Século XXI como Patrimônio da Humanidade.

Ali, não faz tempo, a casa que foi de Totó Caiado teve o seu interior completamente queimado, num incêndio inexplicável, torrando documentos e relicário do senador.

 

***

 

Quanto ao ex-deputado Abílio Wolney, desde 1938, havia retornado à antiga São José do Duro, renomeada Dianópolis, por sugestão dele próprio.

Trinta e dois anos depois da Revolução Nacional que derrubou a oligarquia Caiado, vamos dar com uma carta de Abílio Wolney ao amigo Pedro Ludovico, nas reminiscências das saudades envelhecidas rumo ao poente da existência…

 

Ei-la:

 

Dianópolis, 20 de maio de 1962.

Meu prezado amigo, Dr. Pedro.

Nosso comum amigo Barbosa tem estado aqui há alguns dias na mesma convivência amiga e animada, nunca deixando de se referir entusiasticamente à sua pessoa que idolatra e, se em vez de retornar vai levando meu amigo Antônio Cearense, seu parente afim, que por minha vez lhe recomendo. Ele não tem o desenvolvimento de Barbosa, mas é um companheiro deste muito sincero e leal, um soldado no qual o Sr. pode confiar. Desço a estas minúcias porque compreendo que os homens do seu porte precisam de uma guarda de gente resoluta, sincera e leal.

Passando em revista a história dos nossos homens públicos, de Couto de Magalhães até agora não vejo um que o tenha excedido ou ao menos igualado em Goiás. Fui devotado a Gonzaga Jaime, a Braz Abrantes e a Emílio Póvoa, pelos quais iria ao sacrifício, conforme me expus uma vez abalando daqui com um contingente armado [257 e, aos 86 anos repetirei este feito, se necessário for ao lado de Pedro Ludovico.

A bandeira das suas ideias está alteada num posto muito alto, logo em seguida à de Juscelino, o maior brasileiro vivo que conheço e, pondo na balança, não sei qual pesará mais: se o construtor de Goiânia, com minguados recursos, ou o de Brasília com o crédito nacional!

Basta de tanta audácia do velho sertanejo que o admira.

Abilio Wolney”. [258

 

[253 Teles, José Mendonça. Crônicas Vilaboenses. Edições Consorciadas-UBE-Goiás – 2005.

[254 Teles, José Mendonça. A Vida de Pedro Ludovico – Fundação de Goiânia, 2004.

[255 Teixeira, Pedro Ludovico. Memórias, 2ª Edição.

[256 Teles, José Mendonça. Paráfrase do livro Crônicas Vilaboenses, Edições Consorciadas – UBE-Goiás – 2005.

[257 Parece referir-se à transata Revolução de 1909, pois o contingente armado que manteve entre 1919 e 1923 foi diminuto e não saiu do círculo dos confrontos nas Fazendas Brejo, Santa Rosa e povoado de Taipas, Conceição do Norte, além dos recontros com a 4ª Cia. de Polícia, conforme narrado em capítulos anteriores.

[258 Depois da Revolução, Pedro Ludovico foi nomeado Interventor em Goiás por Getúlio Vargas, cargo que ocupou entre 1930 e 1945; governador pelo voto direto entre 1951 e 1955. Surgia um novo líder político, nascido na cidade de Goiás em 1891. Foi um político que marcou profundamente a história goiana deste século. Ele entrou na política pelas mãos do sogro, Antônio Martins Borges (Totonho Borges), opositor da oligarquia Caiado, que estava no auge do poder na época. Pedro Ludovico fundou o PSD em Goiás e construiu Goiânia. Elegeu-se senador e constituinte em 1946 e, posteriormente, conquistou mais dois mandatos de senador. Morreu em Goiânia no dia 17 de agosto de 1979.

 

[Continua na próxima postagem quinzenal, com a publicação do Capítulo XXIII

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