Vice-prefeita uruaçuense, Bia Martins não garantiu vaga para a Assembleia Legislativa de Goiás. Mesmo com campanha franciscana, foi bem voltada na terra natal, e recebeu votos em outras cento e vinte e uma cidades.

Bia Martins, com 13.726 votos. Não eleita, mas fortalecida para o futuro – Foto, inclusive da home: Divulgação
Nenhum candidato a deputado estadual pela região Norte conseguiu se eleger em 4 de outubro. Moradora e vice-prefeita de Uruaçu, sede da filial do JORNAL CIDADE, Bia Martins (PSD) alcançou 11.201 votos dentro de Uruaçu, além de 2.525 em distintas cidades. No total, 13.726 votos, 0,38% dos votos válidos no Estado (83º lugar na colocação geral, que apresenta 41 eleitos).
Estreante nas urnas para a disputa do cargo, Bia Martins foi lembrada nas urnas em cento e vinte e duas cidades das duzentas e quarenta e seis goianas. Ela ficou na primeira suplência do partido, que elegeu dois nomes: Paulo do Vale (72.792 votos) e Coronel Edson Raiado (32.717 votos).
Isso, em universo de 556 candidatos ao mesmo cargo. Aqui, as cinco cidades onde Bia Martins mais recebeu votos:
Uruaçu: 11.201 votos
Goiânia: 423
Niquelândia: 294
Campinorte: 253
Alto Horizonte: 158
Agradecimentos
Ao agradecer pela votação, Bia Martins, que saiu fortalecida da disputa, externou:
Foram quase 14 mil votos. Quase 14 mil pessoas que acreditaram, confiaram e caminharam comigo. A cada voto, a cada abraço, a cada palavra de carinho e a cada pessoa que esteve ao nosso lado, o meu muito obrigada!
Não fomos eleitos, mas essa caminhada não termina aqui. Pelo contrário, ela só aumenta a minha responsabilidade e a minha vontade de continuar trabalhando por Uruaçu e pelo nosso povo.
Vou continuar aqui, presente, trabalhando e lutando pela nossa cidade. Porque é de vocês que vem a minha força e é por vocês que sempre estarei aqui.
Saio dessa eleição de cabeça erguida, com o coração cheio de gratidão e com a certeza de que fizemos história.
Obrigada por cada um dos quase 14 mil votos. Essa confiança eu vou carregar comigo todos os dias..
Sem representação
Comumente, o Norte integra o rol de regiões goianas sem representantes na Assembleia Legislativa, e a disparidade perante áreas geográficas que elegem parlamentares mostra, com evidências, o quanto a localidade é vista sem atenção maior por parte de todos.
Não há articulação política com espíritos público e coletivo de fato, haja vista que a desunião e a picuinha estão em primeiro plano. No meio disso, atritos que podiam facilmente ser evitados, lançamentos de supostas candidaturas laranjas, candidaturas que visam apenas (ainda mais) atrapalhar quem tem alguma possibilidade e candidaturas com duração de três dias, uma semana.
Só serve se o candidato for eu… Vou sair candidato para o meu federal ter palanque… Vou me candidatar porque fulano pediu… Sobram projetos pessoais.
De Porangatu, Márcio Luís (Mobiliza) arrebatou 17.306 votos. 10.871 (48,60% dos válidos) na cidade dele. Se consegue mais cerca de 5,5 mil votos, seria eleito.
Outros concorrentes de ligação cotidiana com Porangatu: Doutora Fernanda Sarelli (Novo), 6.323 votos; Sheilismar Ribeiro (UB), 677; Cleiton do Quiel (Agir), 454; e, Milla Carvalho (Mobiliza), 169.
Vereador por Minaçu, Márcio Gordo (PSD), totalizou 6.401 votos.
Niquelândia: Júlio César (Novo) reuniu 519 votos… Daí por diante.
Eleitorado e votos suficientes, o Norte tem. Ou seja: a culpa não pode ser jogada na conta de quem vota.
Em 2030, novidade zero. Será do mesmo jeito!
Solução
Para o Norte goiano eleger parlamentares, talvez só mesmo se algo muito representativo for aprovado: o sistema de escolha de deputados federais, estaduais e vereadores ser alterado, deixando de ser feito pela opção proporcional de votação, passando para voto distrital misto.
Sob liderança do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara Federal, a sigla dele, mais o PP, PSD, UB, Podemos e PSB querem aprovar a alteração com apresentação concreta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) antes do recesso de dezembro. O novo sistema apresentaria a novíssima regra de transição para as eleições/2030, e seria implementado por inteiro na eleição do ano 2034.
(Jota Marcelo e Márcia Cristina)


