Obra une arte urbana, poesia e memória em homenagem à poeta Helena Kolody e fica no interior da sede do Centro Cultural Octo Marques, na entrada da EAV.

Integrado ao mural, o poema Retrato Antigo amplia a experiência artística proposta pela obra – Fotos, inclusive da home: Elmer José Cortes Vargas / Divulgação/Secult Goiás



A Escola de Artes Visuais (EAV), unidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), passa a abrigar o mural Quando o tempo era brisa, criado pela artista visual e muralista Jessica Muriel, a Mury. Com cerca de 19 metros de extensão por três metros de altura, a arte fica após a escadaria do Centro Cultural Octo Marques em direção ao mezanino. Ao homenagear a poeta paranaense Helena Kolody (1912-2004), a proposta convida visitantes, estudantes e público em geral a uma experiência contemplativa entre literatura e artes visuais.
Com o azul como ponto de partida de sua composição cromática, o mural estabelece diálogo direto com a obra de Helena Kolody. Recorrente em seus poemas, a tonalidade aparece associada a imagens do céu e do mar, além de remeter aos olhos azuis da escritora. A escolha da paleta reforça aspectos marcantes de sua produção literária, reconhecida pela sensibilidade, profundidade e capacidade de traduzir grandes questões humanas em poucos versos.
As formas abstratas e os traços presentes na obra também se conectam à modernidade da poesia de Kolody, que já nas décadas de 1930 e 1940 experimentava construções sintéticas e aproximações com as linguagens da arte moderna. Considerada a primeira mulher a publicar hai kais no Brasil, a poeta influenciou importantes nomes da literatura, como Paulo Leminski e Alice Ruiz, consolidando seu lugar de destaque na história da poesia brasileira.
Integração
Integrado ao mural, o poema Retrato Antigo amplia a experiência artística proposta pela obra. O texto convida quem passa pelo espaço a interromper seu percurso por alguns instantes e voltar o olhar para si mesmo. Como diante de um espelho, o mural propõe uma reflexão sobre a passagem do tempo, a memória e a construção da própria identidade.
Mury é formada em Artes Visuais pela Escola de Artes Visuais Basileu França e residente do Muquifu Cultural. Em sua trajetória artística, desenvolve pesquisas que transitam pelo cubismo, pela abstração e pela arte urbana. Sua produção articula grafite, pintura e geometria para abordar temas como memória, cotidiano, ancestralidade e identidades coletivas, sempre marcada pela força expressiva das cores.
(Informações, sob adaptações: Secult Goiás)


