‘Workshop’ reúne usinas para discutir desafios da produção de cana-de-açúcar

Encontro abordou influência do clima, qualidade da matéria-prima e controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

Programação abordou efeitos do clima sobre o desenvolvimento da cana, qualidade da matéria-prima, e controle de pragas, doenças e plantas daninhas – Fotos, inclusive da home: Comunicação

 

 

 

 

 

A programação abordou os efeitos do clima sobre o desenvolvimento da cana, a qualidade da matéria-prima e o controle de pragas, doenças e plantas daninhas

 

Os desafios para manter a produtividade dos canaviais e a qualidade da matéria-prima foram tema de discussão entre profissionais das usinas Rubi S.A. e CRV Industrial durante Workshop Técnico Corporativo, realizado em Goiânia. O encontro reuniu ainda especialistas e parceiros técnicos, incluindo a equipe da Bayer Brasil, responsável pela organização, para analisar situações observadas no campo e discutir alternativas de manejo para diferentes momentos da safra.

A programação abordou os efeitos do clima sobre o desenvolvimento da cana, a qualidade da matéria-prima e o controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Menores volumes e irregularidade das chuvas, temperaturas elevadas, redução do perfilhamento e desenvolvimento desuniforme podem comprometer produtividade, maturação e acúmulo de açúcares. As condições meteorológicas também interferem na ocorrência de problemas fitossanitários e na emergência de plantas daninhas, tornando o acompanhamento climático e agrometeorológico parte do planejamento das operações.

Outro ponto discutido foi a necessidade de avaliar, em conjunto, fatores como clima, solo, variedade, disponibilidade hídrica, idade e estágio de corte do canavial, histórico da área e nível de infestação. As diferenças entre as regiões onde estão as usinas – Rubiataba e Uruaçu, em Goiás, pela Rubi S.A., e Capinópolis, em Minas Gerais, e Carmo do Rio Verde, em Goiás, pela CRV Industrial –, permitem comparar diferentes condições de produção e resultados de manejo.

 

Qualidade da matéria-prima

A qualidade da cana entregue à indústria também esteve entre os temas. Impurezas minerais e vegetais podem afetar o teor de fibra, a extração, o ATR, a capacidade de moagem, o desgaste dos equipamentos e a recuperação de açúcar.

Segundo as discussões, o resultado depende de etapas que vão do planejamento agrícola e manejo do canavial à colheita, carregamento, transporte e processamento. Mesmo pequenas melhorias nos indicadores podem representar ganhos diante dos grandes volumes processados pelas unidades.

 

Controle de pragas e doenças

As discussões sobre controle fitossanitário abordaram a influência do clima sobre pragas e doenças, além de diagnóstico, monitoramento e estratégias de controle. Entre os problemas citados estiveram broca da cana, cigarrinha-das-raízes, pulgões, cochonilhas e doenças como podridão-abacaxi, estria vermelha e ferrugens. Para as plantas daninhas, o foco foi o diagnóstico, mapeamento e planejamento das intervenções, com uso de tecnologias como drones e imagens de satélite.

Também foram discutidos fatores que influenciam a eficiência dos herbicidas e a importância da rotação de mecanismos de ação para reduzir a resistência e preservar as ferramentas de controle.

 

Pesquisa aplicada ao campo

O workshop apresentou pesquisas e experiências de campo sobre a aplicação de herbicidas em diferentes condições de umidade, intervalos entre aplicação e chuva, controle de espécies de difícil manejo, períodos secos e uso de produtos em pré e pós-emergência. A validação dessas estratégias nas condições específicas de cada unidade permite transformar resultados de pesquisa em práticas mais adequadas às diferentes realidades de produção.

A troca de experiências reuniu profissionais de Goiás, Minas Gerais e parceiros da Paraíba, de áreas como pesquisa e desenvolvimento, qualidade agrícola, fitossanidade, produção, tratos culturais, colheita e indústria. O evento contou ainda com a participação técnica da professora Márcia Mutton, de Rogério do Nascimento, da Planiagro, e de Luiz Henrique, da Herbtech. Para a equipe organizadora, o encontro vai além da uniformização de recomendações e contribui para alinhar critérios técnicos entre as unidades. “Cada unidade possui suas particularidades, mas todas podem compartilhar métodos de diagnóstico, avaliação e tomada de decisão”, destaca.

 

A programação abordou os efeitos do clima sobre o desenvolvimento da cana, a qualidade da matéria-prima e o controle de pragas, doenças e plantas daninhas

 

(Informações: Comunicação)

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