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	<title>SABOR DA LEITURA Archives - Jornal Cidade</title>
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	<description>Seu Periódico Saudável</description>
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	<title>SABOR DA LEITURA Archives - Jornal Cidade</title>
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		<title>Da Redação: doutor Mariano foi fazer poesias no céu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 11:12:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maiúsculo personagem da cena cultural do Norte de Goiás, doutor Mariano faleceu neste 12 de abril de 2026. Advogado, escritor, poeta, romancista, cordelista, músico e articulista do JORNAL CIDADE (com esta coluna aqui, Sabor da Leitura), o intelectual lidava com problemas de saúde há anos. Deixa excelente legado. Super, super, super valeu, Peres!!! &#160; Leia &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Maiúsculo personagem da cena cultural do Norte de Goiás, doutor Mariano faleceu neste 12 de abril de 2026. Advogado, escritor, poeta, romancista, cordelista, músico e articulista do JORNAL CIDADE (com esta coluna aqui, </em>Sabor da Leitura<em>), o intelectual lidava com problemas de saúde há anos. Deixa excelente legado. Super, super, super valeu, Peres!!!</em></p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Leia mais sobre Peres, clicando <a href="https://jotacidade.com/noticias/familia-amigos-advocacia-e-cultura-perdem-doutor-mariano-peres/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>!</p>
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		<title>LAMENTO EM DUETO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 May 2023 12:16:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[23/10/2018 &#160; Hoje à tarde fui ao Banco do Brasil. Estacionei na Rua Goiás, Subi pela Praça que margeia o Córrego – Aquela construída pelo Luiz Pauferro Quando canalizou o Machambombo –. Encontrei uma praça diferente, Limpa e com ares de cultura: Pinturas, frases de efeito, Planta de quintal (Pimenta, cebolinha, boldo E muitas outras &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>[23/10/2018</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje à tarde fui ao Banco do Brasil.</p>
<p>Estacionei na Rua Goiás,</p>
<p>Subi pela Praça que margeia o Córrego</p>
<p>– Aquela construída pelo Luiz Pauferro</p>
<p>Quando canalizou o Machambombo –.</p>
<p>Encontrei uma praça diferente,</p>
<p>Limpa e com ares de cultura:</p>
<p>Pinturas, frases de efeito,</p>
<p>Planta de quintal</p>
<p>(Pimenta, cebolinha, boldo</p>
<p>E muitas outras dando vida ao ambiente,</p>
<p>Em vasos feitos de pneus velhos);</p>
<p>Uma armação de barraca</p>
<p>Construída em bambu,</p>
<p>Muitos pneus pendurados nas árvores.</p>
<p>O chão atapetado de jambolão,</p>
<p>Uma fruta saborosa</p>
<p>Que cura muitas doenças</p>
<p>E que ninguém aproveita.</p>
<p>As escadarias de acesso à Avenida</p>
<p>Pintadas de branco com detalhes negros.</p>
<p>Fiquei tão feliz com aquela maravilha</p>
<p>Que subi a escada sem perceber,</p>
<p>Caminhando normalmente</p>
<p>Como se estive andando em terra plana.</p>
<p>Já na Avenida, foi que me dei conta</p>
<p>De minha bravura.</p>
<p>Bravura que há muito fugiu de mim.</p>
<p>Eis que há tantos anos,</p>
<p>Subir aquela escadaria é um sacrifício</p>
<p>Que exige esforço, paciência</p>
<p>E duas paradas para descanso.</p>
<p>Mas hoje foi diferente.</p>
<p>Embevecido com o trabalho</p>
<p>De um artista desconhecido,</p>
<p>Me vi feliz e com as forças renovadas.</p>
<p>Na volta do banco,</p>
<p>Contemplei as águas do velho ribeirão</p>
<p>Serpenteando por entre as grandes pedras</p>
<p>Apertadas entre as paredes da canalização,</p>
<p>Construídas em pedras de juntas secas,</p>
<p>Presas por telas de arame</p>
<p>Que parecem frágeis e provisórias.</p>
<p>Minha impressão da primeira vez</p>
<p>Que contemplei aquela obra.</p>
<p>Um belo equívoco,</p>
<p>Porque trinta anos já se passaram</p>
<p>E aquelas paredes estão lá firmes</p>
<p>Como estavam naqueles distantes anos</p>
<p>De mil, novecentos e oitenta e oito.</p>
<p>Uma saudade da bela árvore</p>
<p>Que enfeitava aquela encosta de morro,</p>
<p>Tão bela quanto infeliz.</p>
<p>(Por que será</p>
<p>Que toda criação DIVINA</p>
<p>Sente e chora a maldade humana)?</p>
<p>De aromáticas frutos,</p>
<p>Delícia dos apreciadores de um bom licor,</p>
<p>Na linguagem de Odorico Paraguaçu,</p>
<p>Uma boa jenipapança.</p>
<p>Especialidade das irmãs Cajazeiras,</p>
<p>Meninas dos olhos do famoso prefeito,</p>
<p>Com um olho na donzelice consumada</p>
<p>E outro nas gatas cobiçadas.</p>
<p>Pé de jenipapo que chorou seiva de amargura</p>
<p>Quando João Mesquita,</p>
<p>Em afronta e desrespeito a frondosa planta,</p>
<p>Assassinou o mecânico Zé Pretinho.</p>
<p>O pé de jenipapo</p>
<p>Magoado pelo horror da brutalidade</p>
<p>Recusou-se a se alimentar do sangue,</p>
<p>Que jorrando pelo ferimento da peixeira</p>
<p>Apodreceu e se entregou aos vermes.</p>
<p>Famintas larvas da mosca azul,</p>
<p>Que haverão de se fartarem deste meu corpo</p>
<p>Quando lhes for entregue pelo coveiro</p>
<p>Não menos esfomeado,</p>
<p>Em troca de algumas pobres moedas</p>
<p>Que mal e mal pagam</p>
<p>Um quilo de feijão</p>
<p>No mercado da miséria.</p>
<p>Porém alguma coisa sobrou</p>
<p>Para amenizar os pesares do jenipapeiro:</p>
<p>A cacimba, cuja água pura</p>
<p>Sem cor e sem sabor</p>
<p>Matou a sede de várias gerações</p>
<p>De moradores da cidade.</p>
<p>Secas e verdes</p>
<p>Lá estava a cacimba</p>
<p>Com água pura e gratuita,</p>
<p>Enchendo potes, tálias e moringas.</p>
<p>Baldes de metal zincado</p>
<p>E latas de uma quarta</p>
<p>Com fundos de madeira.</p>
<p>Mulheres e crianças.</p>
<p>Pequenas filas</p>
<p>E muita água</p>
<p>Continuamente merejada</p>
<p>Das frinchas das pedras,</p>
<p>Oferecida pela natureza</p>
<p>Para quem quisesse.</p>
<p>Sérgio Alves Noleto,</p>
<p>Dono da Sapataria SAN,</p>
<p>Ali na Rua Baía,</p>
<p>Hoje, clínica de olhos.</p>
<p>Sérgio morava na fábrica</p>
<p>(Onde o gato comeu cobra</p>
<p>Que engolia o calango)</p>
<p>E todos as manhãs</p>
<p>Ao clarear do dia,</p>
<p>Atravessava a avenida,</p>
<p>Caminhava até o pé de jenipapo.</p>
<p>Lá, colhia a boa água da cacimba</p>
<p>Para a higiene matinal,</p>
<p>E dava GRAÇAS A DEUS</p>
<p>Pela vida, pequeno lapso</p>
<p>Em que se colhe frutos</p>
<p>Para a eterna caminhada</p>
<p>Rumo à felicidade plena,</p>
<p>Como quer o CRIADOR UNIVERSAL</p>
<p>Para seus filhos bem amados,</p>
<p>Que vivem e progridem</p>
<p>Na cósmica imensidão.</p>
<p>No poetar de Augusto dos Anjos,</p>
<p>Larvas do caos telúrico.</p>
<p>Para nós outros,</p>
<p>Sem poéticas pretensões,</p>
<p>Lagartas em busca de asas</p>
<p>Para borboletearem pelo espaço sideral.</p>
<p>Os ruidosos tratores da Prefeitura</p>
<p>Sepultaram a cacimba</p>
<p>Sob montões de entulhos,</p>
<p>Restos inaproveitáveis</p>
<p>De duvidoso progresso.</p>
<p>As demoníacas motosserras</p>
<p>Inventadas pelo diabo</p>
<p>Em dia de mau humor,</p>
<p>Em seu infernal trabalho</p>
<p>Mataram o pé de jenipapo,</p>
<p>Que virou lenha nas churrasqueiras</p>
<p>Dos devoradores de bovinos.</p>
<p>Hoje, quem à meia noite de sexta-feira</p>
<p>Passar pela praça,</p>
<p>Entre o Machambombo e a encosta,</p>
<p>Se ouvir um canto em dueto</p>
<p>Saberá que é o triste lamento</p>
<p>Da cacimba e do pé de jenipapo.</p>
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		<title>Sant’Ana Terra Adorada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2019 23:12:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[Outubro de 2016 &#160; Sant’Ana minha cidade De Gaspar sonho dourado Nasceu como outras tantas De um patrimônio doado &#160; Vejamos quem foi Gaspar De Sant’Ana o fundador Que nos deu esta cidade O fruto do seu amor &#160; Amor pela terra natal Amor pela sua gente Livre da perseguição Numa cidade diferente &#160; Gaspar &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>[Outubro de 2016</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sant’Ana minha cidade</p>
<p>De Gaspar sonho dourado</p>
<p>Nasceu como outras tantas</p>
<p>De um patrimônio doado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vejamos quem foi Gaspar</p>
<p>De Sant’Ana o fundador</p>
<p>Que nos deu esta cidade</p>
<p>O fruto do seu amor</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amor pela terra natal</p>
<p>Amor pela sua gente</p>
<p>Livre da perseguição</p>
<p>Numa cidade diferente</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gaspar passou por aqui</p>
<p>Foi direto pra Pilar</p>
<p>Antes olhou a fazenda</p>
<p>Com ideia de comprar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Arranchou-se em Pilar</p>
<p>Com vários carros de bois</p>
<p>Voltou aqui com um filho</p>
<p>Que não se sabe qual foi</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comprou dos Mendes da Silva</p>
<p>Em dinheiro descontado</p>
<p>Esta bonita fazenda</p>
<p>A melhor deste Estado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por cinco contos de réis</p>
<p>Transferiu-se a propriedade</p>
<p>Dos Mendes para os Fernandes</p>
<p>Em clima de amizade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A extensão da fazenda</p>
<p>Em léguas calculada</p>
<p>Da Lavrinha ao Passa Três</p>
<p>Maranhão à Serra Dourada</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Repartiu entre os filhos</p>
<p>Cada qual em seu lugar</p>
<p>Eles mesmos escolheram</p>
<p>Onde queriam ficar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o Chico, Campo Formos</p>
<p>Foi quem tirou primeiro</p>
<p>Para Ti Neco, o Bom Jardim</p>
<p>Que saiu por derradeiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ponte Alta, Aristides</p>
<p>Para Adelino, a Paineira</p>
<p>O Barreiro para o Enéas</p>
<p>Para o Artur, a Palmeira</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pra Bonifácio, o caçula</p>
<p>Uma gleba preciosa</p>
<p>Saiu a Vereda de Lage</p>
<p>De aguada generosa</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comprada a terra, Gaspar</p>
<p>Ficou mais à vontade</p>
<p>Para o sonho da família</p>
<p>De fundar uma cidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma cidade bonita</p>
<p>Tanto quanto sua terra</p>
<p>Plena de harmonia</p>
<p>Sem o ódio e sem a guerra</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mil, novecentos e treze</p>
<p>Mês de maio, dia vinte</p>
<p>Nasceu a nova cidade</p>
<p>Sem foguete e sem requinte</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas com amor e muita fé</p>
<p>Por Sant’Ana abençoada</p>
<p>Uma nova São José</p>
<p>Minha Sant’Ana adorada</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Necessário um patrimônio</p>
<p>Pra criar uma cidade</p>
<p>Que seja da Padroeira</p>
<p>Doado de boa vontade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chamou Gaspar os sete filhos</p>
<p>Para uma reunião</p>
<p>Onde acertaram a forma</p>
<p>De fazer a doação</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De um grande trato de terra</p>
<p>À Padroeira do lugar</p>
<p>E a construção duma capela</p>
<p>Para a Santa Abrigar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a construção do templo</p>
<p>Surgiram muitas ideias</p>
<p>Sagrando-se vencedora</p>
<p>A proposta de Enéas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entenderam os Fernandes</p>
<p>Que tendo a própria cidade</p>
<p>Ninguém os incomodaria</p>
<p>E teriam tranquilidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pensaram o que era lógico</p>
<p>Pois assim ele queria</p>
<p>O grande líder Gaspar</p>
<p>Para si e sua família</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sant’Ana nasceu robusta</p>
<p>Como sonhava Gaspar</p>
<p>Cresceu virou distrito</p>
<p>No Município de Pilar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aos dezenove anos</p>
<p>Alcançou a maioridade</p>
<p>E a certeza que no futuro</p>
<p>Seria uma grande cidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Criou-se então o Município</p>
<p>No ano de trinta e um</p>
<p>No dia quatro de julho</p>
<p>Mas dois meses depois</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu o Coronel</p>
<p>Antes de virar pesadelo</p>
<p>Seu grandioso sonho</p>
<p>De uma cidade modelo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neco, filho de Gaspar</p>
<p>O PREFEITO perseguido</p>
<p>Por buscador de poder</p>
<p>Que o fez destituído</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O progresso de Sant’Ana</p>
<p>E seu grande potencial</p>
<p>Despertaram as ambições</p>
<p>Criando um grande mal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inventaram mil calúnias</p>
<p>Contra NECO O PREFEITO</p>
<p>Para roubar-lhe o Poder</p>
<p>– Não acharam outro jeito –</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sant’Ana virou, por isso,</p>
<p>Eldorado de forasteiro</p>
<p>Pau mandado do Governo</p>
<p>Que buscava só dinheiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pesadelo dos Fernandes</p>
<p>Da sua gente, do seu povo</p>
<p>Só acabou com o fim</p>
<p>Do chamado Estado Novo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram muitos anos</p>
<p>De grande perseguição</p>
<p>Até que o ditador</p>
<p>Lascou a cara no chão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mil, novecentos e quarenta e seis</p>
<p>Reinstalou-se a liberdade</p>
<p>Na República e em Goiás</p>
<p>E também nossa cidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estes versos até aqui</p>
<p>Foram metrificados</p>
<p>Em redondilha maior</p>
<p>Cada verso foi cantado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Daqui em diante</p>
<p>Nada de redondilha</p>
<p>Vai no ritmo da conversa</p>
<p>Como se fosse Brasília</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Brasília não tem regra</p>
<p>Em se tratando de parlamentar</p>
<p>Alto clero e baixo clero</p>
<p>Misturado no mesmo lugar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brasília não atém regras</p>
<p>Não tem métrica, seu refrão</p>
<p>“É cada qual puxando pra si,</p>
<p>Não se importando com a Nação”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todo mundo metendo a mão</p>
<p>Na grana do PRETO BRAZ</p>
<p>Que era rico e ficou pobre</p>
<p>Sempre passado para trás</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vou contar proeis um causo</p>
<p>Que me contou José Tomaz</p>
<p>Que as empreiteiras limparam</p>
<p>Os cofres do PRETO BRAZ</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algo que ouvi na Globo</p>
<p>Me deixou de cabelo em pé</p>
<p>Pros Estados gastarem menos</p>
<p>Mesmo que não quiser</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estado quer dizer</p>
<p>Município, Estados e união</p>
<p>Misturados os três níveis</p>
<p>Tudo num só caldeirão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ordem vem de cima</p>
<p>Das bandas do Jaburu</p>
<p>Se o ente descumprir</p>
<p>Servidores tomam prejuízo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lá pras bandas do Jaburu</p>
<p>Foi onde se estabeleceu</p>
<p>O pior dos presidentes</p>
<p>Que o Brasil já conheceu</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muito prefeito vai descumprir</p>
<p>Por atos voluntários</p>
<p>Somente para não dar</p>
<p>Aumentos de salários</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não dá para entender</p>
<p>O governo neste ato</p>
<p>Prefeito não cumpre a lei</p>
<p>Funcionários pagam o pato</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando digo prefeito</p>
<p>Digo chefe do executivo</p>
<p>Presidente e governadores</p>
<p>Se englobam neste crivo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É certo que o mandante</p>
<p>Vive sempre na riqueza</p>
<p>E é por isso que não gosta</p>
<p>Do cheiro da pobreza</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Casas populares se fazem</p>
<p>Bem longe da povoação</p>
<p>Pra proteger o mandante</p>
<p>Do cheiro da podridão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De quatro em quatro anos</p>
<p>Políticos passam por lá</p>
<p>Correndo atrás dos votos</p>
<p>Necessários pra ganhar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dão ônibus para os alunos</p>
<p>Virem pra “rua” estudar</p>
<p>Mas depois da eleição</p>
<p>Jardineira não volta lá</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As tais casas populares</p>
<p>Boa fonte de anedotas</p>
<p>Serão sempre construídas</p>
<p>Onde o Judas perdeu as botas</p>
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		<title>Pássaro grande</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/passaro-grande/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2019 09:13:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O que seria um pássaro grande? Pássaros são aves da ordem dos passeriformes Assim como a galinha o é da ordem dos galiformes. Nesta ordem se incluem, além de muitas outras aves A galinha, o peru e o URU. Logo, o URU pertence à ordem dos galiformes Pelo que não é pássaro, Posto que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4662" class="wp-caption aligncenter" ><img decoding="async" class="size-full wp-image-4662" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/received_1916136221775964.jpeg" alt="" width="960" height="640" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/received_1916136221775964.jpeg 960w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/received_1916136221775964-300x200.jpeg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/received_1916136221775964-768x512.jpeg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/received_1916136221775964-395x263.jpeg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/received_1916136221775964-795x530.jpeg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/received_1916136221775964-200x133.jpeg 200w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i><strong>Fotos (Arquivo) do monumento Pássaro Grande, localizado no Centro de Uruaçu-GO: Marcello Dantas/<a href="https://www.instagram.com/levedeviagem/" target="_blank" rel="noopener">@levedeviagem</a>, <a href="http://www.facebook.com/levedeviagem" target="_blank" rel="noopener">www.facebook.com/levedeviagem</a></strong></p></div>
<p style="text-align: center"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4663" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG-20180630-WA0027.jpg" alt="" width="1280" height="853" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG-20180630-WA0027.jpg 1280w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG-20180630-WA0027-300x200.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG-20180630-WA0027-1024x682.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG-20180630-WA0027-768x512.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG-20180630-WA0027-395x263.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG-20180630-WA0027-795x530.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG-20180630-WA0027-200x133.jpg 200w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que seria um pássaro grande?</p>
<p>Pássaros são aves da ordem dos passeriformes</p>
<p>Assim como a galinha o é da ordem dos galiformes.</p>
<p>Nesta ordem se incluem, além de muitas outras aves</p>
<p>A galinha, o peru e o URU.</p>
<p>Logo, o URU pertence à ordem dos galiformes</p>
<p>Pelo que não é pássaro,</p>
<p>Posto que pássaro pertence à ordem dos passeriformes&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os pássaros, também conhecidos por passarinhos,</p>
<p>São aves canoras</p>
<p>De canto melodioso</p>
<p>Como o canário, bicudo e o pássaro preto.</p>
<p>São de pequeno porte</p>
<p>E desenvolvem voas rápidos.</p>
<p>(No dicionário escolar</p>
<p>De Francisco da Silveira Bueno:</p>
<p><em>PÁSSARO: s.m. Pequena ave.</em></p>
<p>Se pássaro é ave pequena,</p>
<p>O que seria um pássaro grande?)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas não somente os pássaros</p>
<p>Têm essas características.</p>
<p>Dentre as aves que conheço,</p>
<p>O beija-flor é a que tem mais habilidade para voar.</p>
<p>Ele pode pairar sobre a flor,</p>
<p>Voar para frente ou para trás,</p>
<p>Voar para direita ou para a esquerda</p>
<p>Sempre em alta velocidade.</p>
<p>Entretanto não é pássaro.</p>
<p>É da ordem dos apodiformes,</p>
<p>Assim como também não o é a rolinha</p>
<p>Que pertence à ordem dos columbiformes.</p>
<p>Se URU não é pássaro,</p>
<p>Pássaro grande não é Uruaçu,</p>
<p>Até porque ser de miúdo porte</p>
<p>É característica dos pássaros.</p>
<p>Além de que os URUS</p>
<p>Têm todos o mesmo tamanho.</p>
<p>Maiores que o inhambu</p>
<p>E menores que a galinha.</p>
<p>Ainda assim, Uruaçu poderia ser ave grande</p>
<p>Porém, pássaro grande JAMAIS.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>URU, palavra de origem indígena,</p>
<p>Pode entrar na composição de outras palavras,</p>
<p>Por exemplo, combinando com açu,</p>
<p>Significar “coisa grande”</p>
<p>– Ninguém vai querer isto –.</p>
<p>É muito feio</p>
<p>E pode descambar para a imoralidade</p>
<p>No criativo manuseio do vulgo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há quem diga que Uruaçu pode ser rio grande,</p>
<p>Por causa do Rio URU</p>
<p>Que vem crescendo desde o sopé da Serra Dourada</p>
<p>Nas proximidades de Vila Boa de Goiás,</p>
<p>Aqui chegando bem taludo,</p>
<p>Com o nome de Rio das Almas,</p>
<p>Depois de perder o nome</p>
<p>Ao se aproximar de Ceres e Rialma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escultura que decora a interseção</p>
<p>Das avenidas Tocantins e Coronel Gaspar,</p>
<p>Ali confeccionada para significar</p>
<p>O símbolo da cidade,</p>
<p>Não é um URU</p>
<p>É uma ave de rapina</p>
<p>Que por sua vez pertence à ordem dos Falconiformes,</p>
<p>Mas é uma obra de arte,</p>
<p>Embora mutilada pelo governo municipal</p>
<p>Num impensado e apressado impulso</p>
<p>De ocultar o veado</p>
<p>Caçado pela ave predadora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pensara, talvez, sua excelência,</p>
<p>Tapar, com isso, a boca dos detratores</p>
<p>Que insistiam e ainda insistem,</p>
<p>Em repetir, como piada de mau gosto,</p>
<p>O que, em comício,</p>
<p>Em alusão a um colega de Câmara.</p>
<p>Dissera Jovair Arantes</p>
<p>Sobre o que chamou de pássaro grande</p>
<p>Ter voado, voado, voado</p>
<p>E passando por Itumbiara,</p>
<p>Ali ter apanhado aquela caça,</p>
<p>Vindo comê-la em Uruaçu.</p>
<p>Por uma idiotia político-partidária</p>
<p>Mutilou-se uma obra de arte,</p>
<p>Golpeando levianamente a cultura uruaçuense.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>[23/12/2018</strong></em></p>
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		<item>
		<title>Acróstico</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/acrostico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Feb 2019 18:11:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jovem que vai em busca de diversão O fósforo, a bomba e o estopim Tudo está na mesa do botequim Amores chorados na solidão. &#160; Márcia, linda paixão que vem depois, Agora é um; antes eram dois, Reduzindo para multiplicar. Com a benção Divina de JESUS, Encararam juntos a sua cruz, Levantando o véu do &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Jovem que vai em busca de diversão</p>
<p>O fósforo, a bomba e o estopim</p>
<p>Tudo está na mesa do botequim</p>
<p>Amores chorados na solidão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Márcia, linda paixão que vem depois,</p>
<p>Agora é um; antes eram dois,</p>
<p>Reduzindo para multiplicar.</p>
<p>Com a benção Divina de JESUS,</p>
<p>Encararam juntos a sua cruz,</p>
<p>Levantando o véu do verbo amar.</p>
<p>Os filhos desse amor, a sua luz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>[Homenagem {a</em>cróstico<em>} ao editor-chefe deste periódico, Jota Marcelo – 11/11/2017</em></strong></p>
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		<item>
		<title>DONA LAURA</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/dona-laura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2019 20:30:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aluno Dona Laura Minha PROFESSORA. Gustavinho, seu marido, Era alemão. Todos os dias, Quando o Sol se escondia Atrás da Serra Dourada, Saiam para longas caminhadas, Lentamente, caminhando&#8230; conversando&#8230; Paravam para cumprimentar suas amizades, Que eram muitas. Após, seguiam lado a lado. Às vezes circulavam a cidade: De casa a Avenida Tocantins, Por esta até &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aluno</p>
<p>Dona Laura</p>
<p>Minha PROFESSORA.</p>
<p>Gustavinho, seu marido,</p>
<p>Era alemão.</p>
<p>Todos os dias,</p>
<p>Quando o Sol se escondia</p>
<p>Atrás da Serra Dourada,</p>
<p>Saiam para longas caminhadas,</p>
<p>Lentamente, caminhando&#8230; conversando&#8230;</p>
<p>Paravam para cumprimentar suas amizades,</p>
<p>Que eram muitas.</p>
<p>Após, seguiam lado a lado.</p>
<p>Às vezes circulavam a cidade:</p>
<p>De casa a Avenida Tocantins,</p>
<p>Por esta até a Federal.</p>
<p>Desciam pela Federal,</p>
<p>Descambavam para a Charqueada,</p>
<p>Retornando à casa,</p>
<p>Na confortável chácara</p>
<p>Que virou loteamento da família VIEIRA.</p>
<p>Um dia despediram-se da chácara.</p>
<p>Mudaram para outra menor,</p>
<p>Que fora do Boanerges Veiga,</p>
<p>Na rua Quintino Bocaiuva,</p>
<p>Perto da AABB,</p>
<p>Que também foi loteada.</p>
<p>Não foi a AABB,</p>
<p>Foi a chácara.</p>
<p>Poderia ser Laura Grassini Walgenbak,</p>
<p>Poderia ser Professora Laura,</p>
<p>Mas não era.</p>
<p>Era simplesmente DONA LAURA</p>
<p>Esposa de Gustavinho,</p>
<p>Mãe de Brasil.</p>
<p>Lecionava no Grupo Escolar</p>
<p>Coronel Gaspar,</p>
<p>Onde todas as manhãs,</p>
<p>Os alunos, em seis fileiras,</p>
<p>Cantavam o <em>Hino Nacional</em>,</p>
<p>Em posição de sentido.</p>
<p>Cada fila, uma série.</p>
<p>Lado a lado,</p>
<p>Em ordem crescente.</p>
<p>Cada série, uma mestra:</p>
<p>Dona Prizu,</p>
<p>Dona Sinhana,</p>
<p>Dona Ana,</p>
<p>Dona Joaninha,</p>
<p>DONA LAURA</p>
<p>E Dona Zizi.</p>
<p>Por ali,</p>
<p>Pelo Grupo Escolar Coronel Gaspar,</p>
<p>Passaram as mais ilustres figuras Santanenses</p>
<p>Das gerações do segundo</p>
<p>E do terceiro quartel</p>
<p>Do século vinte.</p>
<p>DONA LAURA</p>
<p>Amava ser professora.</p>
<p>Tinha prazer em ensinar.</p>
<p>Expunha com facilidade,</p>
<p>De forma clara e precisa.</p>
<p>A bem dizer,</p>
<p>Abria a cabeça do aluno</p>
<p>E depositava a matéria.</p>
<p>Enérgica. Não permitia</p>
<p>“Bagunça” em sua sala.</p>
<p>Exigia disciplina e respeito,</p>
<p>E os alunos assim se comportavam</p>
<p>Em obediência</p>
<p>A sua postura séria e equilibrada.</p>
<p>Muito mais que professora</p>
<p>Era a mãe protetora</p>
<p>De seus pupilos. A eles,</p>
<p>Ela ensinava e educava.</p>
<p>À SENHORA, DONA LAURA,</p>
<p>Devo a maior parte</p>
<p>Do pouco que sei.</p>
<p>A crítica certamente dirá</p>
<p>Que este texto não tem data</p>
<p>E não tem autor,</p>
<p>Portanto não existe,</p>
<p>Procurando, com isso,</p>
<p>Excluir dele alguma boa qualidade</p>
<p>Que possa ter.</p>
<p>A essas críticas,</p>
<p>Esclareço desde agora</p>
<p>Que o texto não tem autor físico,</p>
<p>Porquanto composto pelo amor.</p>
<p>E, se data lhe falta,</p>
<p>É porque o amor é eterno,</p>
<p>E na eternidade</p>
<p>O tempo não é medido.</p>
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		<item>
		<title>A filha de criação</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/a-filha-de-criacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Aug 2018 15:02:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Foi lá em Tapiocanga Minha fictícia cidade Que esta atrocidade De cortar o coração Um dia foi inventada Porém nunca revelada Por ser uma ficção &#160; Atriz desta tramoia Menina desamparada Que um dia foi adotada Por caridosa senhora Pensando fazer o bem Criou-a como quem Cria a filha que adora &#160; A adoção dessa &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi lá em Tapiocanga</p>
<p>Minha fictícia cidade</p>
<p>Que esta atrocidade</p>
<p>De cortar o coração</p>
<p>Um dia foi inventada</p>
<p>Porém nunca revelada</p>
<p>Por ser uma ficção</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Atriz desta tramoia</p>
<p>Menina desamparada</p>
<p>Que um dia foi adotada</p>
<p>Por caridosa senhora</p>
<p>Pensando fazer o bem</p>
<p>Criou-a como quem</p>
<p>Cria a filha que adora</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A adoção dessa garota</p>
<p>Até hoje inda me lembro</p>
<p>Foi num fim de setembro</p>
<p>No raiar da primavera</p>
<p>Ou seria fim de abril?</p>
<p>Havia um ar primaveril</p>
<p>Mas a memória não coopera</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A adoção foi sem papel</p>
<p>Como se costuma falar</p>
<p>Pegou para criar</p>
<p>E dar boa educação</p>
<p>Por amor, não por esmola</p>
<p>Deu-lhe a melhor escola</p>
<p>Deu família e deu o pão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A senhora não era rica</p>
<p>Também não era pobre</p>
<p>De alma e coração nobres</p>
<p>Outros filhos adotou</p>
<p>Só uma foi registrada</p>
<p>Como filha legitimada</p>
<p>No registro assim ficou</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com registro ou sem registro</p>
<p>Todos os filhos eram iguais</p>
<p>Nenhum menos, nenhum mais</p>
<p>Sim, sempre cabe mais um</p>
<p>No doce coração materno</p>
<p>– nem antigo, nem moderno –</p>
<p>É amor puro e incomum</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Joana é o nome dela</p>
<p>Ela cresceu tão de repente</p>
<p>Bonita e atraente</p>
<p>Rainha da juventude</p>
<p>Desde quando adolescente</p>
<p>Rodeada de pretendente</p>
<p>De duvidosa atitude</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A beleza é meritória</p>
<p>Mas pode criar problemas</p>
<p>Mormente nos sistemas</p>
<p>Que o homem predomina</p>
<p>Nesta nossa sociedade</p>
<p>Impera uma maldade</p>
<p>Com vítima feminina</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sendo o homem dominante</p>
<p>E a mulher mais delicada</p>
<p>Ela é sempre dominada</p>
<p>Pela vontade masculina</p>
<p>Julgando-se poderoso</p>
<p>O homem presunçoso</p>
<p>Mancha a alma feminina</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Joana, a filha adotiva</p>
<p>Resplandecente de beleza</p>
<p>Com seu porte de princesa</p>
<p>E muitos admiradores</p>
<p>Por causa dum namorado</p>
<p>Um jovem mal afamado</p>
<p>Perde todos os seus amores</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A mãe triste aborrecida</p>
<p>Manifestou contrariedade</p>
<p>Eis que por sua vontade</p>
<p>Aquele romance terminava</p>
<p>Mas Joana apaixonada</p>
<p>Não queria saber de nada</p>
<p>Que seu amor contrariava</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pra fechar a boca da mãe</p>
<p>Penando, mas decidida</p>
<p>Numa atitude atrevida</p>
<p>Decidiu se engravidar</p>
<p>Eis a nossa heroína</p>
<p>Que deixou de ser menina</p>
<p>Pra ser mãe e se casar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A atitude de Joana</p>
<p>Forçou o casamento</p>
<p>Mas sem o consentimento</p>
<p>Do sagrado materno amor</p>
<p>Amor que se quebrou</p>
<p>Nunca mais se emendou</p>
<p>Mas não chega ao horror</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas restou entre as duas</p>
<p>O amargo da teimosia</p>
<p>Pelo que sempre havia</p>
<p>Certo descontentamento</p>
<p>Com o peito magoado</p>
<p>O episódio era lembrado</p>
<p>E censurado o casamento</p>
<p>Por encrencas do marido</p>
<p>O casal se separou</p>
<p>Joana então ficou</p>
<p>Morando na casa materna</p>
<p>Dona do próprio destino</p>
<p>Ela, a mãe e um menino</p>
<p>Sonhando ser moderna</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há sempre alguém querendo</p>
<p>Ver o circo pegar fogo</p>
<p>Na maldade deste jogo</p>
<p>O fuxico faz certeza</p>
<p>Pela força da mentira</p>
<p>Um simples olhar vira</p>
<p>Tempestade e correnteza</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tempo não perdoa</p>
<p>Os anos vão se passando</p>
<p>A velhice vem chegando</p>
<p>E a mãe em preocupação</p>
<p>Os filhos não registrados</p>
<p>Precisam ser amparados</p>
<p>Com alguma doação</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Doações se realizam</p>
<p>Feitas de forma legal</p>
<p>Um quinhão pra cada qual</p>
<p>O da Joana foi menor</p>
<p>Sem descontentamento</p>
<p>Compensou no testamento</p>
<p>Com valor até maior</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No testamento a mãe</p>
<p>De forma voluntária</p>
<p>Herdeira testamentária</p>
<p>Houve Joana por nomear</p>
<p>Generosamente crível</p>
<p>Toda parte disponível</p>
<p>Passou ela a herdar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assinado o testamento</p>
<p>Voltaram a desentender</p>
<p>Foi briga para valer</p>
<p>Ofensas pros dois lados</p>
<p>Então a mãe aborrecida</p>
<p>Confessou-se arrependida</p>
<p>Do testamento lavrado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sabendo ter direito</p>
<p>De o ato revogar</p>
<p>Procurou afastar</p>
<p>Joana do testamento</p>
<p>Pra não perder a herança</p>
<p>Joana fez a lambança</p>
<p>Que salvou o documento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É por causa do dinheiro</p>
<p>Que o homem caminha errado</p>
<p>E o mundo anda atolado</p>
<p>Em um nó que não desata</p>
<p>Viajando na contramão</p>
<p>Faz guerra e escravidão</p>
<p>Calunia, trafica e mata</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a mulher abonada</p>
<p>Marido reconcilia</p>
<p>Desculpando unir família</p>
<p>Reata o casamento</p>
<p>União de cão e gato</p>
<p>É piada, mas é fato</p>
<p>Sogra é um tormento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dá um fim à sua mãe</p>
<p>Diz o genro à mulher</p>
<p>Se você inda quiser</p>
<p>Pôr a mão naquela herança</p>
<p>Troca os remédios de repente</p>
<p>A velha fica doente</p>
<p>E rapidamente descansa</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como todo velho ela usa</p>
<p>Remédio continuado</p>
<p>Que sendo trocado</p>
<p>Poderá ser fatal</p>
<p>Basta o suficiente</p>
<p>Pra morrer de repente</p>
<p>E ninguém saber o mal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim fez a filha</p>
<p>Trocou o medicamento</p>
<p>Salvou o testamento</p>
<p>Sem o povo desconfiar</p>
<p>E ficou na abastança</p>
<p>Desfrutando da herança</p>
<p>Que um dia há de pagar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>pois tudo que você faz</p>
<p>Um dia volta para você</p>
<p>Sem que se saiba porquê</p>
<p>Desanda o carro na subida</p>
<p>O mal em paga do mal vem</p>
<p>E o bem em paga do bem</p>
<p>Esta é a lei da vida</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>[04/08/2018</em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>HISTÓRIA DE URUAÇU [Publicado originalmente, neste espaço, na primeira quinzena de setembro de 2013; e, na edição de 15/09/2013</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/historia-de-uruacu-publicado-originalmente-neste-espaco-na-primeira-quinzena-de-setembro-de-2015-e-na-edicao-de-15-09-2013/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2018 03:02:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[1º/julho/2013 &#160; I &#8211; QUADRO POLÍTICO Começo do Século Vinte fim do século passado O poder provinciano Exercia-se alternado Entre duas oligarquias Guiadas pelas famílias De Bulhões e de Caiado &#160; Não era civilizado O poder municipal Pois não existia respeito Do ganhador ao rival Toda glória ao vencedor Reservado ao perdedor Tudo que se &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>[1º/julho/2013</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; QUADRO POLÍTICO</p>
<p>Começo do Século Vinte</p>
<p>fim do século passado</p>
<p>O poder provinciano</p>
<p>Exercia-se alternado</p>
<p>Entre duas oligarquias</p>
<p>Guiadas pelas famílias</p>
<p>De Bulhões e de Caiado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não era civilizado</p>
<p>O poder municipal</p>
<p>Pois não existia respeito</p>
<p>Do ganhador ao rival</p>
<p>Toda glória ao vencedor</p>
<p>Reservado ao perdedor</p>
<p>Tudo que se vê de mal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando mudava o partido</p>
<p>No poder estadual</p>
<p>O que se dava aos vencidos</p>
<p>No âmbito municipal</p>
<p>Somente impostos e taxa</p>
<p>Cadeia, multa e borracha</p>
<p>&#8211; castigo policial &#8211;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; A FAMÍLIA</p>
<p>Na vila de São José</p>
<p>No estado de Goiás</p>
<p>Os Fernandes de Carvalho</p>
<p>Então eram os maiorais</p>
<p>O poder mudou de lado</p>
<p>Mandante virou mandado</p>
<p>E não teve pra eles mais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dos Fernandes de Carvalho</p>
<p>O seu líder era Gaspar</p>
<p>Coronel mui ponderado</p>
<p>Grande líder popular</p>
<p>Comandava sua gente</p>
<p>De forma inteligente</p>
<p>Competente pra mandar</p>
<div id="attachment_16543" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16543 size-medium" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539-201x300.jpg" alt="" width="201" height="300" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539-201x300.jpg 201w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539-685x1024.jpg 685w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539-768x1149.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539-1027x1536.jpg 1027w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539-395x591.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539-795x1189.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539-200x299.jpg 200w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-3_1029x1539.jpg 1029w" sizes="auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Gaspar Fernandes: coronel desbravador, determinado <strong>– Imagem: Divulgação</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dos Ribeiro de Freitas</p>
<p>O que era deputado</p>
<p>Representava o clã</p>
<p>No governo do estado</p>
<p>Fernandes e ribeiros</p>
<p>Foram sempre companheiros</p>
<p>Lutando do mesmo lado</p>
<p>O deputado era sogro</p>
<p>Duma filha de Gaspar</p>
<p>Dois corpos uma cabeça</p>
<p>No jeito de liderar</p>
<p>Na capital do estado</p>
<p>Benedito, o deputado</p>
<p>Em São José, o Gaspar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por conveniência política</p>
<p>Ou mesmo materiais</p>
<p>“Se uniram” as famílias</p>
<p>Por laços casamentais</p>
<p>Matrimônios arranjados</p>
<p>Porém nunca contestados</p>
<p>Se eram Bons para os casais</p>
<p>Um filho de Gaspar</p>
<p>Com a filha do deputado</p>
<p>Uniram-se em matrimônio</p>
<p>Casamento encomendado</p>
<p>Um filho do deputado</p>
<p>Com a filha de Gaspar</p>
<p>Igualmente se casaram</p>
<p>No civil e no altar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aquelas duas famílias</p>
<p>Compunham o mesmo clã</p>
<p>Origens dos mesmos troncos</p>
<p>O porvir e o amanhã</p>
<p>Não concebo uma figura</p>
<p>Que venha dessa mistura</p>
<p>Sem pecar contra Tupã</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; A MUDANÇA</p>
<p>Os Fernandes de Carvalho</p>
<p>Se sentiam amparados</p>
<p>Protegido por Gaspar</p>
<p>Seu chefe idolatrado</p>
<p>Que para uma decisão</p>
<p>Convocou reunião</p>
<p>Ficou tudo combinado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vender as propriedades</p>
<p>E sair daquele lugar</p>
<p>&#8211; Há momentos na batalha</p>
<p>Que melhor é recuar &#8211;</p>
<p>Buscar vida mais tranquila</p>
<p>Fundar a própria vila</p>
<p>A que possa comandar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os preparativos da viagem</p>
<p>Consumiram alguns meses</p>
<p>Venda das propriedades</p>
<p>Abate de algumas reses</p>
<p>O que não era pra levar</p>
<p>Mas não devia abandonar</p>
<p>Outra venda que se fez</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estocou-se mantimento</p>
<p>Pra passar um ano inteiro</p>
<p>Rapadura e toucinho</p>
<p>O que se guardou primeiro</p>
<p>Também arroz e feijão</p>
<p>Farinha e café em grão</p>
<p>E criações de terreiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dez carros de bois lotados</p>
<p>“Trem” de casa e</p>
<p>mantimentos</p>
<p>Dez bobos numa carroça</p>
<p>Puxada por dois jumentos</p>
<p>Entre eles muitas brigas</p>
<p>Por causa das intrigas</p>
<p>De um bobo ciumento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A caravana partiu</p>
<p>São José ficou pra trás</p>
<p>A poeira da estrada</p>
<p>Sujou o céu de Goiás</p>
<p>Gaspar leva o seu clã</p>
<p>Em busca dum amanhã</p>
<p>De trabalho e muita paz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trinta léguas de seu pago</p>
<p>Está a vila de Pilar</p>
<p>Onde os Fernandes vão</p>
<p>Por pouco tempo morar</p>
<p>Até achar uma fazenda</p>
<p>Boa que esteja à venda</p>
<p>E tenham paz para morar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Saltando o Maranhão</p>
<p>Município de Pilar</p>
<p>A duas léguas do rio</p>
<p>Conheceram um lugar</p>
<p>Tal e qual se pretendia</p>
<p>Para fixar a família</p>
<p>E crescer e prosperar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; A FAZENDA</p>
<p>Adquirida a fazenda</p>
<p>Voltemos a nossa história</p>
<p>A história de Uruaçu</p>
<p>Cidade cheia de glória</p>
<p>Terra linda de Santana</p>
<p>Padroeira Soberana</p>
<p>Que não me sai da memória</p>
<div id="attachment_16544" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16544 size-medium" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-300x200.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-1024x683.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-768x512.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-1536x1024.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-2048x1365.jpg 2048w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-395x263.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-795x530.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-4_2052x1368-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Imagem da padroeira local <strong>– Foto: Márcia Cristina</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acampados em Pilar</p>
<p>Em paz e tranquilidade</p>
<p>O Coronel mais a família</p>
<p>Vasculharam a cidade</p>
<p>Buscando informação</p>
<p>De como encontrar um chão</p>
<p>Para sua comunidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se lembraram de voltar</p>
<p>Ao Porto do Maranhão</p>
<p>Onde viram a fazenda</p>
<p>Que lhes deu boa impressão</p>
<p>A volta não foi à toa</p>
<p>A fazenda muito boa</p>
<p>Negócio de ocasião</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Escrivão do primeiro ofício</p>
<p>Joaquim Gomes Tição</p>
<p>No livro número quinze</p>
<p>Formalizou a transação</p>
<p>Vinte e um de abril de dez</p>
<p>Por só um conto de réis</p>
<p>Mudou a fazenda de mão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Figurou a família Mendes</p>
<p>Como donos vendedores</p>
<p>Os Fernandes de Carvalho</p>
<p>Que foram os compradores</p>
<p>Desse grande trato de terra</p>
<p>Do Maranhão até a serra</p>
<p>Um “ermo sem moradores”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma gleba muito grande</p>
<p>Tamanho descomunal</p>
<p>Do porto a Serra Dourada</p>
<p>Do Passa Três ao Taquaral</p>
<p>Nesses pontos se encerra</p>
<p>A medida dessa terra</p>
<p>De beleza sem igual</p>
<div id="attachment_16545" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16545" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374.jpg" alt="" width="2052" height="1374" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374.jpg 2052w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374-300x201.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374-1024x686.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374-768x514.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374-1536x1028.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374-2048x1371.jpg 2048w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374-395x264.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374-795x532.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-5_2052x1374-200x134.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 2052px) 100vw, 2052px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘Uma gleba muito grande / Tamanho descomunal / Do porto a Serra Dourada<em> [foto]</em> / Do Passa Três ao Taquaral&#8230;’ <strong>– Marcello Dantas/Arquivo</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Saindo de São José</p>
<p>Por amor à liberdade</p>
<p>Desejava o Coronel</p>
<p>construir uma cidade</p>
<p>Ainda que não igual</p>
<p>A sua terra natal</p>
<p>Amenizaria a saudade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adquirida a fazenda</p>
<p>Nela estabeleceram</p>
<p>O coronel e a família</p>
<p>E quantos a conheceram</p>
<p>Cresceram e progrediram</p>
<p>Houve deles que cuspiram</p>
<p>No prato em que comeram</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deu-se nome à fazenda</p>
<p>Senhora do Bonsucesso</p>
<p>Construiu-se então a sede</p>
<p>Com a marca do progresso</p>
<p>Casa grande pra Gaspar</p>
<p>Pra cada filho um lar</p>
<p>Tudo isso um sucesso</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dum capão perto da Sede</p>
<p>Várias minas existentes</p>
<p>Tirou-se um rego d’águas</p>
<p>Águas puras transparentes</p>
<p>Pra consumo das moradas</p>
<p>Rio abaixo implantadas</p>
<p>Do coronel e sua gente</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O capão tinha beleza</p>
<p>Que a nada se compara</p>
<p>Muito tempo preservado</p>
<p>Por ser uma coisa rara</p>
<p>Mas chegou a ambição</p>
<p>O bosque virou carvão</p>
<p>Depois Parque das Araras</p>
<div id="attachment_16547" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16547" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539.jpg" alt="" width="2052" height="1539" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539.jpg 2052w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539-300x225.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539-1024x768.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539-768x576.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539-1536x1152.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539-2048x1536.jpg 2048w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539-395x296.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539-795x596.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-7_2052x1539-200x150.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 2052px) 100vw, 2052px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘O capão tinha beleza&#8230; / O bosque virou carvão / Depois Parque das Araras’ <strong>– Juliet Samantta/Arquivo</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Água em abundância</p>
<p>Presente da natureza</p>
<p>Correndo dentro do rego</p>
<p>Como é bela a correnteza</p>
<p>A força que precisava</p>
<p>E as máquinas que tocava</p>
<p>Produziam grande riqueza</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Monjolo socando arroz</p>
<p>Engenho de rapadura</p>
<p>Roda d’água pra moinho</p>
<p>&#8211; queda d’água tinha altura &#8211;</p>
<p>Farinha, açúcar, fubá</p>
<p>De tudo que a terra dá</p>
<p>Tinha ali grande fartura</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Morar assim a família</p>
<p>Reunida num lugar</p>
<p>Motivo de segurança</p>
<p>Defesa familiar</p>
<p>Proceder de outro jeito</p>
<p>Poderia ficar sujeito</p>
<p>A malfeitor atacar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Distância de muitas léguas</p>
<p>Mais próximos moradores</p>
<p>Fato que facilitava</p>
<p>A ação de malfeitores</p>
<p>Agrupar-se com certeza</p>
<p>Era uma boa defesa</p>
<p>Contra os salteadores</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Homens em suas fazendas</p>
<p>Mulheres ficam por cá</p>
<p>Protegidas pelo grupo</p>
<p>Na casa de pai Gaspar</p>
<p>Assim com tranquilidade</p>
<p>Cuidam da propriedade</p>
<p>Pra crescer e prosperar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Campo formoso mais perto</p>
<p>Coube a Chico, primeiro</p>
<p>Ponte Alta mais além</p>
<p>Ao Aristides Ribeiro</p>
<p>Para o filho Enéas</p>
<p>Aquele das boas ideias</p>
<p>Foi entregue o Barreiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E para os demais filhos</p>
<p>Foi distribuído assim</p>
<p>Para Artur a Palmeira</p>
<p>A Neco o Bom Jardim</p>
<p>Zeca, Vereda de Lage</p>
<p>Com bonita paisagem</p>
<p>E Conceição coube</p>
<p>a Joaquim</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o Major Adelino</p>
<p>Coube a Paineira</p>
<p>Que por causa do seu nome</p>
<p>Deixei para derradeira</p>
<p>Para evitar confusão</p>
<p>Com a do outro irmão</p>
<p>Que tem nome de Palmeira</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; FUNDAÇÃO DA CIDADE</p>
<p>Instalados na fazenda</p>
<p>É hora de trabalhar</p>
<p>E que a gente de fora</p>
<p>Venha para ajudar</p>
<p>O processo é demorado</p>
<p>Pra formar um povoado</p>
<p>Ao ponto de emancipar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veio muita gente do Norte</p>
<p>Do estado do Maranhão</p>
<p>Vieram muitos baianos</p>
<p>Oriundos do Sertão</p>
<p>Com todos veio o sucesso</p>
<p>Crescimento e progresso</p>
<p>De Santana e região</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veio gente do Ceará</p>
<p>Famílias do Piauí</p>
<p>Que vieram trabalhar</p>
<p>Com quem já <em>tava</em> aqui</p>
<p>Aqui se estabelece</p>
<p>Com isso Santana cresce</p>
<p>Como cresce o buriti</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A beleza do lugar</p>
<p>E mais as facilidades</p>
<p>Liberadas por Gaspar</p>
<p>Doando a propriedade</p>
<p>De um pedaço de chão</p>
<p>Pra fazer sua construção</p>
<p>Com inteira liberdade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim depressa cresceu</p>
<p>A nova povoação</p>
<p>Nem três anos se passaram</p>
<p>Da primeira construção</p>
<p>Já havia tanta gente</p>
<p>Carecendo urgentemente</p>
<p>Da cidade o embrião</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como embrião da cidade</p>
<p>Projetou o herói Gaspar</p>
<p>Um patrimônio para a Igreja</p>
<p>Que a família pudesse dar</p>
<p>Seria essa doação</p>
<p>Um bom pedaço de chão</p>
<p>Para a Igreja lotear</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conselho de Família</p>
<p>Em mil novecentos e treze</p>
<p>No decurso do outono</p>
<p>Já decorridos dois meses</p>
<p>Na casa de Pai Gaspar</p>
<p>Reuniu pra combinar</p>
<p>Como noutras tantas vezes</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vinte de maio de treze</p>
<p>Foi o dia da doação</p>
<p>Nesse dia se concebeu</p>
<p>Da cidade o embrião</p>
<p>Como registrado em ata</p>
<p>Não pode ter outra data</p>
<p>Como dia da fundação</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imóvel assim doado</p>
<p>Ficou então definido</p>
<p>Onde seria o povoado</p>
<p>Por força do estatuído</p>
<p>No documento de doação</p>
<p>Que foi escrito a mão</p>
<p>Nem por isso desvalido</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Escrito particular</p>
<p>Feito pelos doadores</p>
<p>Descendentes de Gaspar</p>
<p>Da fazenda os senhores</p>
<p>Tinham plena liberdade</p>
<p>Pra dar a propriedade</p>
<p>Os donos e possuidores</p>
<p>Foi a tal liberalidade</p>
<p>Das maiores que se viu</p>
<p>Em valor e quantidade</p>
<p>Que o documento incluiu</p>
<p>Porém nessa doação</p>
<p>Fora imposta condição</p>
<p>Donatária não cumpriu</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era condição imposta</p>
<p>No papel de doação</p>
<p>Não se vendessem os lotes</p>
<p>Fossem dados ao cidadão</p>
<p>Que quisesse construir</p>
<p>Viesse morar aqui</p>
<p>Fosse rancho ou mansão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em vez de serem vendidos</p>
<p>Deviam ser aforados</p>
<p>Por um pequeno foro</p>
<p>Previamente fixado</p>
<p>E pago pelo foreiro</p>
<p>Direto ao fabriqueiro</p>
<p>Que seria nomeado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ocorreu que a Igreja</p>
<p>Não cumpriu a condição</p>
<p>Vendendo todos os lotes</p>
<p>Que seriam do povão</p>
<p>Pensando só no dinheiro</p>
<p>Relegando o fabriqueiro</p>
<p>Prevaleceu a ambição</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; A CAPELA DE SANTANA</p>
<p>O capítulo a seguir</p>
<p>O sexto desta história</p>
<p>Juquinha de Sá Maria</p>
<p>Se não me falha a memória</p>
<p>Escreveu por encomenda</p>
<p>Inda que o vulgo não entenda</p>
<p>Não teve paga nem glória</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto do Juquinha</p>
<p>Aluno do Maranhão</p>
<p>Reproduz o original</p>
<p>Portanto sem escansão</p>
<p>Flui seu verso livremente</p>
<p>De uma beleza eloquente</p>
<p>No ritmo duma canção</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mil, novecentos e vinte e um</p>
<p>Junho, vinte e cinco</p>
<p>Fazenda Bonsucesso</p>
<p>Bela como um brinco</p>
<p>Em reunião mui singela</p>
<p>Fundou-se uma capela</p>
<p>Construída com afinco</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma reunião</p>
<p>Fez-se abaixo-assinado</p>
<p>Todos contribuíram</p>
<p>Numerário de contado</p>
<p>Arrecadado o dinheiro</p>
<p>Pra pagar ao empreiteiro</p>
<p>O serviço foi começado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os cobres conseguidos</p>
<p>Na dita subscrição</p>
<p>Foi um conto e duzentos</p>
<p>&#8211; Em moeda de então &#8211;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passando-se o dinheiro</p>
<p>Para as mãos do obreiro</p>
<p>Pra pagar a construção</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O construtor dessa obra</p>
<p>Vale a pena revelar</p>
<p>Um cidadão de valor</p>
<p>E sem querer parodiar</p>
<p>“O seu nome é ENÉAS”</p>
<p>Dono de grandes ideias</p>
<p>E era filho de Gaspar</p>
<div id="attachment_16551" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16551 size-medium" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-10_1154x1539-237x300.jpg" alt="" width="237" height="300" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-10_1154x1539-237x300.jpg 237w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-10_1154x1539-808x1024.jpg 808w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-10_1154x1539-768x973.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-10_1154x1539-395x500.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-10_1154x1539-795x1007.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-10_1154x1539-200x253.jpg 200w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-10_1154x1539.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Enéas <em>(foto)</em>: ‘Dono de grandes ideias / &#8230;era filho de Gaspar’ <strong>– Museu Municipal/Apoio: Carzem</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conheci o Seu Enéas</p>
<p>Na sua Fazenda Barreiro</p>
<p>Onde ele fez uma hidrelétrica</p>
<p>Sem auxílio de engenheiro</p>
<p>O lugar todo iluminado</p>
<p>Luz elétrica pra todo lado</p>
<p>Da casa grande ao chiqueiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando luz elétrica era</p>
<p>Privilégio da capital</p>
<p>Enéas fez sua usina</p>
<p>Utilizando o material</p>
<p>Disponível na propriedade</p>
<p>Adiantou-se à cidade</p>
<p>Achando isso natural</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passemos à Capela</p>
<p>Deste CORDEL, o motivo</p>
<p>Uma parte Dr. Cristovam</p>
<p>Registrou em seu livro</p>
<p>Mas outra parte da narração</p>
<p>É fruto da tradição</p>
<p>E pesquisas de arquivo</p>
<div id="attachment_16552" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16552 size-medium" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539-201x300.jpg" alt="" width="201" height="300" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539-201x300.jpg 201w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539-685x1024.jpg 685w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539-768x1148.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539-1028x1536.jpg 1028w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539-395x590.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539-795x1188.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539-200x299.jpg 200w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-11_1030x1539.jpg 1030w" sizes="auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘&#8230;parte Dr. Cristovam <em>[foto]</em> / Registrou em seu livro&#8230;’ <strong>– Marcello Dantas/Arquivo</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quarenta palmos</p>
<p>de comprimento</p>
<p>Por vinte e seis, de largura</p>
<p>As paredes de adobe</p>
<p>Com  três palmos</p>
<p>de espessura</p>
<p>O piso feito em madeira</p>
<p>Os esteios de aroeira</p>
<p>Trinta palmos de altura</p>
<div id="attachment_16548" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16548" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285.jpg" alt="" width="2052" height="1285" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285.jpg 2052w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285-300x188.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285-1024x641.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285-768x481.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285-1536x962.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285-2048x1282.jpg 2048w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285-395x247.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285-795x498.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-8_2052x1285-200x125.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 2052px) 100vw, 2052px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Capela: ‘&#8230;As paredes de adobe / Com três palmos de espessura&#8230;’ <strong>– Divulgação/(Acervo: Ezecson Fernandes de Sá)</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A altura que se revela</p>
<p>Medida desde o chão</p>
<p>Não é só de pé-direito</p>
<p>É altura da construção</p>
<p>Essa medida que vem à luz</p>
<p>Era até o topo da cruz</p>
<p>Nosso símbolo de devoção</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os caibros eram roliços</p>
<p>O travamento era lavrado</p>
<p>Tudo em madeira de lei</p>
<p>Conforme o combinado</p>
<p>Ripas de caranã madura</p>
<p>Que até cem anos dura</p>
<p>Sustentando o telhado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O piso de madeira</p>
<p>Como acima já foi dito</p>
<p>Em tábuas de aroeira</p>
<p>Plainadas, muito bonito</p>
<p>O melhor da carpintaria</p>
<p>E em tudo obedecia</p>
<p>O padrão do gabarito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As telhas eram comuns</p>
<p>Fabricadas em olaria</p>
<p>Com argila de primeira</p>
<p>Oleiro deu garantia</p>
<p>Palavra de homem honrado</p>
<p>Um fio de barba arrancado</p>
<p>Era o título que valia</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O altar era rústico</p>
<p>Porém de grande beleza</p>
<p>Era o nicho da Padroeira</p>
<p>Que sem ostentar riqueza</p>
<p>Abrigava a Poderosa</p>
<p>Que reinava majestosa</p>
<p>Em sua santa altiveza</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No interior da capela</p>
<p>Um coreto foi construído</p>
<p>Onde  apresentava um coral</p>
<p>Muito bem constituído</p>
<p>Com Ti Tone e Tia Floza</p>
<p>Combinação melodiosa</p>
<p>Ao gosto do bom ouvido</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais tarde nesse coreto</p>
<p>Apresentou-se uma bandinha</p>
<p>Com destaque pra magia</p>
<p>Da flauta do Zequinha</p>
<p>Roque, músico exigente</p>
<p>Nenen e Domingos Vicente</p>
<p>O melhor que Goiás tinha</p>
<div id="attachment_16553" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16553 size-large" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361-1024x668.jpg" alt="" width="1024" height="668" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361-1024x668.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361-300x196.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361-768x501.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361-1536x1002.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361-395x258.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361-795x518.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361-200x130.jpg 200w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-12_2052x1361.jpg 1958w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Uruaçu, década de 1950: avenida Tocantins (Centro), a partir da casa de Roque Ponce <strong>– Foto Galvão (Acervo: Ezecson Fernandes de Sá)</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Concluída a construção</p>
<p>Faltava pra inaugurar</p>
<p>A Santa Padroeira</p>
<p>Dona daquele lar</p>
<p>Foi-se então em viagem</p>
<p>Para obter a imagem</p>
<p>Na vila de Pilar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Primogênito Chico Fernandes</p>
<p>Incumbido por Pai Gaspar</p>
<p>Dois dias a cavalo</p>
<p>Da fazenda até Pilar</p>
<p>Chegando à cidade</p>
<p>Negociou com autoridades</p>
<p>A imagem que foi buscar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma imagem de Santana</p>
<p>Resplandecente de beleza</p>
<p>Do tempo colonial</p>
<p>De arte portuguesa</p>
<p>A mãe de nossa Senhora</p>
<p>Que o Mundo Cristão adora</p>
<p>Bela e santa por natureza</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pelo triunfo da missão</p>
<p>Chico, de orgulho peito cheio</p>
<p>Regressou trazendo a Santa</p>
<p>Na cabeça do arreio</p>
<p>Embora viajando a passo</p>
<p>Sentiu grande cansaço</p>
<p>Mas a Santa com ele veio</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Num refugo do cavalo</p>
<p>A Santa escapuliu</p>
<p>Chico grudado com ela</p>
<p>Pelo mau jeito que caiu</p>
<p>Na queda quebrou um braço</p>
<p>Suportou dor e cansaço</p>
<p>Mas a imagem não partiu</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Fazenda Bonsucesso</p>
<p>Nossa Santa Padroeira</p>
<p>Foi recebida com festa</p>
<p>Dança de roda e fogueira</p>
<p>Teve baile pra moçada</p>
<p>A festança foi animada</p>
<p>E durou a noite inteira</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia quinze de maio</p>
<p>Houve a inauguração</p>
<p>Fez-se a festa do Divino</p>
<p>Com alvorada e procissão</p>
<p>Por muitos anos repetida</p>
<p>Mas a capela foi demolida</p>
<p>E acabou-se a tradição</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A capela de Santana</p>
<p>Não tinha  luxo nem vitrais</p>
<p>Mas era uma igreja linda</p>
<p>Que não se imitará jamais</p>
<p>Sua beleza estava na fé</p>
<p>E enquanto esteve em pé</p>
<p>Foi a fé de nossos pais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No altar da Padroeira</p>
<p>Nossos antepassados</p>
<p>Receberam o batismo</p>
<p>Também foram casados</p>
<p>Pela fé nos sacramentos</p>
<p>&#8211; Batismos e casamentos &#8211;</p>
<p>Fomos todos embalados</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Instalada a Diocese a</p>
<p>Capela abandonada</p>
<p>Virou biblioteca</p>
<p>Até ser derrubada</p>
<p>Finalmente a prefeitura</p>
<p>Num ato de loucura</p>
<p>Deu a história por acabada</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa  mesma prefeitura</p>
<p>Que mutilou a história</p>
<p>Um arremedo da capela</p>
<p>Ela fez buscando glória</p>
<p>Na verdade uma emenda</p>
<p>Muito aquém da encomenda</p>
<p>Ainda assim, uma vitória</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje, da capela de Santana</p>
<p>Só saudade e nada mais</p>
<p>Das noites de novenas</p>
<p>Das alvoradas matinais</p>
<p>Leilões, fogueiras e prendas</p>
<p>&#8211; Das famílias por oferendas &#8211;</p>
<p>Nos meus tempos de rapaz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembrança que dói na alma</p>
<p>E responde aqui no peito</p>
<p>Uma dor que não se acalma</p>
<p>E me deixa contrafeito</p>
<p>Um sentimento que</p>
<p>me invade</p>
<p>A dor dorida da saudade</p>
<p>Que me maltrata desse jeito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se eu pudesse voltar o tempo</p>
<p>E nos dias de folguedos</p>
<p>Contemplar</p>
<p>&#8211; de azul e branco &#8211;</p>
<p>As meninas com</p>
<p>seus segredos</p>
<p>Fingindo estar rezando</p>
<p>Na verdade cochichando</p>
<p>Sobre príncipes, sonhos e medos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; DISTRITO DE SANTANA</p>
<p>No ano de vinte e quatro</p>
<p>O Intendente municipal</p>
<p>Premiou a  Bonsucesso</p>
<p>Com status distrital</p>
<p>Sendo o povoado grande</p>
<p>Projeto Neco Fernandes</p>
<p>Virou diploma legal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A área do distrito</p>
<p>Ficou assim limitada</p>
<p>Pela Lavrinha ao sul</p>
<p>A oeste Serra Dourada</p>
<p>Ao leste o Maranhão</p>
<p>Ao Norte, Mula, o ribeirão</p>
<p>A divisa decretada</p>
<div id="attachment_16550" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16550 size-large" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-9v-723x1024.jpg" alt="" width="723" height="1024" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-9v-723x1024.jpg 723w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-9v-212x300.jpg 212w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-9v-768x1087.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-9v-395x559.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-9v-795x1126.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-9v-200x283.jpg 200w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-9v.jpg 909w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘A área do distrito / Ficou assim limitada / Pela Lavrinha ao sul / A oeste Serra Dourada / Ao leste o Maranhão <em>[na foto {de 1992}, Jota Marcelo, editor-chefe do </em><strong>JC</strong><em>, às margens do rio Maranhão, em Uruaçu]</em>&#8230;’ <strong>– Arquivo pessoal</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É preciso esclarecer</p>
<p>a data da fundação</p>
<p>Que não é quatro de julho</p>
<p>Como pensa o povão</p>
<p>Não querendo ser hostil</p>
<p>Mas foi doze de abril</p>
<p>A data da doação</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data de aniversário</p>
<p>Carece ser retocada</p>
<p>Não foi em quatro de julho</p>
<p>Que a cidade foi fundada</p>
<p>Dia da emancipação</p>
<p>Não é data de fundação</p>
<p>Mas deve ser lembrada</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VIII &#8211; EMANCIPAÇÃO DE SANTANA</p>
<p>Julho de trinta e um</p>
<p>Distrito emancipado</p>
<p>Sim, é de quatro de julho</p>
<p>O decreto do estado</p>
<p>Que a pedido de Gaspar</p>
<p>E líderes do lugar</p>
<p>Foi o diploma assinado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Julho quatro trinta e um</p>
<p>Ato governamental</p>
<p>Cria a vila de Santana</p>
<p>Decreto-lei estadual</p>
<p>Vila então equivalia</p>
<p>Ao que é hoje em dia</p>
<p>O ente municipal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A vila então criada</p>
<p>Era um mundão aberto</p>
<p>Território de Santana</p>
<p>Amaro Leite e Descoberto</p>
<p>Dividia com Mato Grosso</p>
<p>Esse estado colosso</p>
<p>Que daqui não está perto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tinha nosso território</p>
<p>Essa confrontação</p>
<p>Do lado Sul Pirenópolis</p>
<p>Lado Leste Maranhão</p>
<p>A Oeste Rio Araguaia</p>
<p>Infestado de arraia</p>
<p>De venenoso ferrão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na divisa norte, Peixe,</p>
<p>Uma terra de tradição</p>
<p>Com a sede incrustada</p>
<p>Na margem do Maranhão</p>
<p>Terra do Bena Queiroz</p>
<p>Poderosa e grande voz</p>
<p>Comandante do sertão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IX &#8211; INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO</p>
<p>Foi no dia três de setembro</p>
<p>Do ano de trinta e um</p>
<p>Que “instalou-se” o município</p>
<p>Festa bela e incomum</p>
<p>Discurso, foguete e dança</p>
<p>Bebidas e comilança</p>
<p>Acabando-se o jejum</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Distrito de Descoberto</p>
<p>Amaro Leite e Santana</p>
<p>Nasce a nova unidade</p>
<p>Da bela terra goiana</p>
<p>E os pupilos de Gaspar</p>
<p>Poderão comemorar</p>
<p>Essa vitória bacana</p>
<p>Lá na casa do prefeito</p>
<p>Fez-se toda atividade</p>
<p>Pra a posse dos nomeados</p>
<p>Comandantes da cidade</p>
<p>Dos pequenos e dos grandes</p>
<p>Do prefeito Chico Fernandes</p>
<p>A maior autoridade</p>
<div id="attachment_16546" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16546 size-medium" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-6_1154x1539-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-6_1154x1539-225x300.jpg 225w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-6_1154x1539-768x1024.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-6_1154x1539-1152x1536.jpg 1152w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-6_1154x1539-395x527.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-6_1154x1539-795x1060.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-6_1154x1539-200x267.jpg 200w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-6_1154x1539.jpg 1154w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Prefeito ‘Chico Fernandes’ <strong>– Museu Municipal/Apoio: Carzem</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos atos de importância</p>
<p>Em que haja reunião</p>
<p>Tudo em ata se registra</p>
<p>Com máxima precisão</p>
<p>Muito mais essa vitória</p>
<p>Capítulo da História</p>
<p>Dessa grande região</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Juiz Moacir Ribeiro</p>
<p>Preside a reunião</p>
<p>Pelos presentes eleito</p>
<p>Para ocupar a função</p>
<p>Para redigir a ata</p>
<p>Outro grande de gravata</p>
<p>O advogado Sebastião</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Instalado o município</p>
<p>O prefeito já empossado</p>
<p>Abílio Teles Secretário</p>
<p>Para o cargo nomeado</p>
<p>Feliciano o fiscal</p>
<p>E juiz municipal</p>
<p>Foi Gaspar o consagrado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isaías Efe de Carvalho</p>
<p>Pra escrivão foi nomeado</p>
<p>Zé Fernandes promotor</p>
<p>Por todos foi aprovado</p>
<p>E ao fazendeiro Enéas</p>
<p>Aquele das boas ideias</p>
<p>O posto de delegado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Zé Bigu foi nomeado</p>
<p>Oficial de justiça</p>
<p>Um emprego sem trabalho</p>
<p>Só para encher linguiça</p>
<p>Não combina com Bigu</p>
<p>Filho de Uruaçu</p>
<p>Que não rima com preguiça</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>X &#8211; PRIMEIRO PREFEITO ELEITO</p>
<p>Ano de trinta e sete</p>
<p>Eleição para prefeito</p>
<p>Escolhido pelo povo</p>
<p>Primeiro então eleito</p>
<p>Neco filho de Gaspar</p>
<p>Teve como auxiliar</p>
<p>Só pessoas de respeito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O prefeito foi cassado</p>
<p>Uma vil perseguição</p>
<p>Interventor nomeado</p>
<p>Numa longa  sucessão</p>
<p>Sofrimento para o povo</p>
<p>Suportando o estado novo</p>
<p>E o Getúlio por mandão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>XI &#8211; MUDA O NOME DE SANTANA</p>
<p>Na década de quarenta</p>
<p>Em sua primeira metade</p>
<p>Havia muita confusão</p>
<p>Com os nomes das cidades</p>
<p>Correspondência urgente</p>
<p>Chegava frequentemente</p>
<p>A outra comunidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas cidades homônimas</p>
<p>Cada qual em um estado</p>
<p>Impedia ao correio</p>
<p>Um trabalho organizado</p>
<p>Pra debelar esse mal</p>
<p>Por decreto federal</p>
<p>Tudo foi renomeado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Previamente o IBGE</p>
<p>Consultou a população</p>
<p>Sobre a mudança do nome</p>
<p>E pleiteou sugestão</p>
<p>A sugestão não agradou</p>
<p>Então o Governo adotou</p>
<p>A sua própria opinião</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uruaçu era Santana</p>
<p>Itapaci era Floresta</p>
<p>Niquelândia, são José</p>
<p>Que mudou sem fazer festa.</p>
<p>Esta, a lista aqui de perto</p>
<p>Porangatu, descoberto</p>
<p>Mas lista não é só esta</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>XII &#8211; ETIMOLOGIA DE URUAÇU</p>
<p>Não! Uru não é um pássaro</p>
<p>É uma ave galiforme</p>
<p>Não é grande nem pequena</p>
<p>No tamanho é conforme</p>
<p>A uma  perdiz bem graúda</p>
<p>Ou uma galinha miúda</p>
<p>Mas dizem que é enorme</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas poderá ser também</p>
<p>Cesto em palha de palmeira</p>
<p>Que serve para os indígenas</p>
<p>Em suas andanças ligeiras</p>
<p>Guardarem seus badulaques</p>
<p>Anzóis, cachimbos, polaques</p>
<p>Substituindo a algibeira</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não pode ser uma ave</p>
<p>O uru de Uruaçu</p>
<p>Conhecida capoeira</p>
<p>Também chamada uru</p>
<p>Essa ave galiforme</p>
<p>Tem tamanho uniforme</p>
<p>Não podendo ser Açu</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também não pode ser cesto</p>
<p>De tamanho regular</p>
<p>Sendo cesto muito grande</p>
<p>Vai descaracterizar</p>
<p>Deixando de ser uru</p>
<p>O nome Uruaçu</p>
<p>Não pode significar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na língua de antiga tribo</p>
<p>Que habitou neste lugar</p>
<p>Uru então será rio</p>
<p>E permite determinar</p>
<p><em>URUAÇU É RIO GRANDE</em></p>
<p>Cuja beleza expande</p>
<p>E ninguém pode contestar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>XIII &#8211; SEGUNDO PREFEITO ELEITO</p>
<p>Extinta a ditadura</p>
<p>Faz-se nova eleição</p>
<p>Aristides Erre Freitas</p>
<p>Novo chefe da gestão</p>
<p>E o secretário do prefeito</p>
<p>Estudante de direito</p>
<p>Tem importante missão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O jovem secretário</p>
<p>Importante intelectual</p>
<p>Cristovam Francisco de Ávila</p>
<p>Estudava na Capital</p>
<p>Chamado pelo intendente</p>
<p>Embora fosse parente</p>
<p>Foi uma escolha ideal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cristovam levou consigo</p>
<p>Suas ideias de academia</p>
<p>Reformou a administração</p>
<p>E tudo que se fazia</p>
<p>Tinha sua orientação</p>
<p>Punha ali o coração</p>
<p>E a sua sabedoria</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A gleba da Igreja</p>
<p>Inda não era dividida</p>
<p>Estava tudo em comum</p>
<p>Sem lotes sem avenida</p>
<p>Cristovam loteou a terra</p>
<p>Arrostou uma grande guerra</p>
<p>Pra ser a ordem cumprida</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Certo que o loteamento</p>
<p>Incomoda a comunidade</p>
<p>Interesses contrariados</p>
<p>Aflora-se a maldade</p>
<p>Mas Cristovam foi em frente</p>
<p>Apaziguou a sua gente</p>
<p>E melhorou nossa cidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>XIV &#8211; FINAL</p>
<p>Interrompe-se aqui</p>
<p>A história de Uruaçu</p>
<p>A cidade da ave grande</p>
<p>O galiforme uru</p>
<p>Com hábitos de galinha</p>
<p>Não é uma avezinha</p>
<p>Mas não chega a ser Açu</p>
<div id="attachment_16554" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16554" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374.jpg" alt="" width="2052" height="1374" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374.jpg 2052w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374-300x201.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374-1024x686.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374-768x514.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374-1536x1028.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374-2048x1371.jpg 2048w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374-395x264.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374-795x532.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2022/08/op-13_2052x1374-200x134.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 2052px) 100vw, 2052px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Uruaçu, em foto de 2012: avenida Tocantins, no Centro <strong>– Marcello Dantas</strong></p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Carro a lenha</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/carro-a-lenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jul 2018 01:58:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Certamente alguém vai torcer o nariz e dizer que isso é fantasia de quem não tem o que dizer. Outros menos educados, dirão simplesmente: MENTIRA. É conhecimento geral que o motor a explosão, esse que é utilizado em todos os automóveis em que se usa gasolina, gás ou etanol, quando foi inventado, o combustível então &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente alguém vai torcer o nariz e dizer que isso é fantasia de quem não tem o que dizer. Outros menos educados, dirão simplesmente: <em>MENTIRA</em>. É conhecimento geral que o motor a explosão, esse que é utilizado em todos os automóveis em que se usa gasolina, gás ou etanol, quando foi inventado, o combustível então usado era o gás. Mas o gás então disponível para uso comum do povo era gás encanado, fato que impedia a utilização dos motores a explosão em algo móvel como o carro. Então alguém inventou o carburador, uma máquina puramente mecânica, capaz de converter gasolina em gás. Essa maquininha incrível foi utilizada até o início do século XXI, quando foi substituído por equipamento eletrônico, mais eficiente e mais confiável. Esse motor a explosão de que falo é aquele que o povo chama de motor a gasolina. Entre os entendidos, é aquele conhecido motor de quatro tempos (ADMISSÃO, COMPRESSÃO, EXPLOSÃO E DESCARGA).</p>
<p>Há também o motor de dois tempos muito utilizado nos equipamentos de pequenas embarcações, e pequenos veículos, como ciclomotores. Isso inobstante, aqui no Brasil já funcionou a fábrica de automóveis DKV WEMAG, que utilizava motores de dois tempos. Um dos carros dessa fábrica era a excelente e conhecida VEMAGUET. Entretanto os usuários preferem os motores de quatro tempos por serem mais econômicos e mais confiáveis, não porque o sistema seja melhor, mas porque vem sendo aperfeiçoado desde a sua invenção na segunda metade do século XIX.</p>
<p>Mas “cadê” o tal motor a lenha? Alguém deve estar indagando. É para falar desse motor que estou elaborando esse texto. Pretendo com isso provocar algumas discussões sobre o assunto. Com efeito, nunca vi um gasogênio funcionando. Mas a final, o que é esse tal de gasogênio?</p>
<p>Aconteceu que no curso da primeira grande Guerra Mundial, faltava gasolina para o povo. A gasolina produzida era utilizada somente nos carros oficiais. O povo estava a pé. As máquinas acionadas a motor estavam paradas e a economia, de um modo geral se deteriorando pela falta dos motores, que foram silenciados pela falta de combustível. Então alguém teve a brilhante ideia de utilizar o gás produzido pela lenha, aquele gás que na fogueira de São João se transforma em labaredas, não somente nas festas juninas, mas também nas velas nas lamparinas, nos fogões a lenha. Inventou-se o “GASOGÊNIO”, um aparelho que extrai o gás da lenha. Limitando o fornecimento de ar para a queima, o gasogênio realiza uma combustão/oxidação incompleta, resultando no processo de gaseificação/gasificação, que produz uma mistura de gases genericamente conhecida como gás de síntese.</p>
<p>Vinte anos depois de sua invenção, o gasogênio chegou ao Brasil e, ainda hoje, existem carros rodando por aí, usando lenha como combustível.</p>
<p>Vale esclarecer que não somente da lenha pode ser extraído o gás de síntese, mas sim de qualquer material combustível sólido ou líquido.</p>
<p>A propósito do assunto, lembro-me de que há alguns anos, quando se falou muito e muito se fez na área de produção caseira de gás metano, vi em Britânia uma caminhoneta que funcionava com gás armazenado em um tambor, desses metálicos de duzentos litros. O gás era produzido a partir do estrume de bovinos, no biodigestor que o fazendeiro, dono da camioneta, tinha em sua fazenda. Segundo o motorista, o carro, com gás, funcionava melhor de que com gasolina. Fazendeiro. Se você cria gado, aproveite o estrume e produza gás para substituir o gás de cozinha e a gasolina em sua fazenda. Construa um biodigestor. O Dr. Valdir Bento Fiusa tem o projeto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uruaçu, 1º de julho de 2018.</p>
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		<title>Breves considerações sobre os mandatos eleitorais   </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jun 2018 21:01:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que há eleições para preenchimento de cargos de prefeito municipal, governador de Estado e presidente da República no Brasil, renova-se o problema de o cargo que deva ser preenchido ficar vago por muitas horas, situação que o legislador pátrio não quis ou não soube solucionar, deixando um grave e perigosa laguna na legislação eleitoral. &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que há eleições para preenchimento de cargos de prefeito municipal, governador de Estado e presidente da República no Brasil, renova-se o problema de o cargo que deva ser preenchido ficar vago por muitas horas, situação que o legislador pátrio não quis ou não soube solucionar, deixando um grave e perigosa laguna na legislação eleitoral. Isso ocorre porque a lei determina que o eleito tome posse no dia 1º de janeiro do ano subsequente à eleição. Ocorre que o mandato do ocupante do cargo antes da posse do eleito, termina no dia 31 de dezembro, não esclarecendo a lei se no final do horário de expediente ou se à meia-noite. Os <em>doutos</em> do assunto têm entendido ser à meia-noite. Da meia-noite até a posse, via de regras várias horas depois, o Município, o Estado ou a República fica sem governante. No âmbito do Estado membro ou da União Federal, a falha poderia ser resolvida por autorização legal de posse presumida do substituto, os presidentes do Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal (STF), conforme o caso.</p>
<p>No caso dos Municípios esta solução não seria possível, uma vez que o prefeito tem apenas dois substitutos e ambos, o vice-prefeito e o presidente da Câmara Municipal, cujos mandatos expiram juntamente com o do chefe.</p>
<p>A hipótese não se afigura absurda, porquanto já ocorreu uma vez, quando Tancredo Neves adoeceu e faleceu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>[Uruaçu, 29/06/2018</em></strong></p>
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