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	<title>OPINIÃO Archives - Jornal Cidade</title>
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	<title>OPINIÃO Archives - Jornal Cidade</title>
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		<title>‘​​Favoritismo consolidado: por que Daniel Vilela caminha para vencer as eleições e liquidar a fatura no primeiro turno’ – Gilson Romanelli [Artigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 07:10:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘Com 44,4% das intenções de voto e impressionantes 74,5% de aprovação popular, atual governador supera a soma de todos os adversários e isola Marconi Perillo na liderança da rejeição.​’.   ​O cenário político em Goiás desenha uma tendência clara de continuidade e aprovação administrativa que isola o atual governador Daniel Vilela (MDB) na liderança absoluta &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>‘Com 44,4% das intenções de voto e impressionantes 74,5% de aprovação popular, atual governador supera a soma de todos os adversários e isola Marconi Perillo na liderança da rejeição.​’.</em></p>
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<p style="text-align: center"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-36825 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155.jpg" alt="" width="1280" height="1600" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155.jpg 1280w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155-240x300.jpg 240w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155-819x1024.jpg 819w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155-768x960.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155-1229x1536.jpg 1229w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155-395x494.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155-795x994.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006274155-200x250.jpg 200w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>​O cenário político em Goiás desenha uma tendência clara de continuidade e aprovação administrativa que isola o atual governador Daniel Vilela (MDB) na liderança absoluta rumo ao Palácio das Esmeraldas. A mais recente pesquisa do renomado Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta semana, não apenas referenda o favoritismo do emedebista, como consolida uma vantagem matemática e política que torna sua vitória a resposta natural das urnas. O avanço de Vilela, que abriu exatos 19 pontos percentuais de diferença sobre o segundo colocado, expõe a solidez de um projeto político respaldado pela eficiência e pela ampla aprovação popular.</p>
<p>​Os números do levantamento estimulado revelam Daniel Vilela com 44,4% das intenções de voto, seguido de longe pelo ex-governante Marconi Perillo (PSDB), que aparece com 25,4%. Em patamares muito inferiores, figuram Wilder Morais (PL) com 11,5%, Luis Cesar Bueno (PT) com 3,3% e Telêmaco Brandão (Novo) com 1,1%. A musculatura eleitoral de Daniel se torna ainda mais evidente quando confrontada com o bloco opositor: os seus 44,4% superam numericamente a soma de todos os adversários testados juntos, que alcançam 41,3%. É essa equação que coloca de forma realística a possibilidade de encerramento do pleito logo no primeiro turno.</p>
<p>​</p>
<p><strong>Por que Daniel Vilela deve vencer as eleições?</strong></p>
<p>​A provável vitória de Daniel Vilela sustenta-se em pilares técnicos e políticos de extrema solidez. O primeiro e mais expressivo deles é a aprovação de sua gestão, que atinge impressionantes 74,5%. Em termos práticos, três em cada quatro eleitores goianos avaliam positivamente a condução administrativa do atual governador. Na ciência política, índices de aprovação governamental deste calibre operam como um passaporte direto para a reeleição ou continuidade, demonstrando que a população rejeita saltos no escuro e prefere a manutenção de um ritmo de entregas, segurança institucional e desenvolvimento econômico que o estado experimenta.</p>
<p>​O segundo fator crucial é a barreira da rejeição eleitoral. Enquanto Daniel Vilela transita com extrema fluidez entre os diversos segmentos da sociedade, registrando um índice de rejeição de apenas 15,8%, seu principal oponente, Marconi Perillo, enfrenta um teto de vidro praticamente intransponível, liderando o <em>ranking</em> de rejeição com 37,8%. A alta rejeição de Perillo funciona como um limitador de crescimento: mesmo que o tucano tente atrair eleitores indecisos, a resistência de mais de um terço do eleitorado a seu nome inviabiliza uma reação competitiva. Daniel, portanto, consolida-se como o candidato do consenso e da estabilidade.</p>
<p>​</p>
<p><strong>As chances reais de definição no primeiro turno</strong></p>
<p>​A grande questão que passa a ditar o ritmo dos bastidores políticos em Goiânia é a possibilidade matemática de a fatura ser liquidada no dia da votação inicial. Para que um candidato vença em primeiro turno, ele necessita de 50% mais um dos votos válidos (excluídos brancos e nulos). No panorama atual apresentado pela Paraná Pesquisas, quando desconsideramos os 8,8% de brancos/nulos e os 5,5% de indecisos, os 44,4% de Daniel Vilela se convertem em mais de 51,8% dos votos válidos. ​Esse dado demonstra que, se as eleições fossem hoje, Daniel Vilela seria eleito em primeiro turno.</p>
<p>A sustentabilidade desse cenário ganha robustez quando observada a linha histórica de 2026: em abril, Daniel tinha 46,6%; em maio, oscilou para 42,3%; e, agora retoma o patamar de 44,4%. Essa estabilidade consolidada ao longo do ano demonstra que o eleitor está decidido e imune a oscilações momentâneas. Além disso, a liderança incontestável na pesquisa espontânea – onde Daniel registra 14,8%, mais do que o dobro do segundo colocado, que pontua apenas 7% –, evidencia a força da lembrança de seu nome no imaginário popular. Com a oposição fragmentada e sem poder de reação frente aos 74,5% de aprovação de sua gestão, Daniel Vilela reúne todas as condições políticas e estatísticas para unificar o Estado e consolidar sua vitória sem a necessidade de uma segunda rodada de votação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>[8 de julho de 2026</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Gilson Romanelli</strong> reside em Goiânia, e é jornalista e analista político</p>
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		<title>‘EDITORIAL’ – Edição 477 (1º a 15/07/2026) – ‘Música na vida da pessoa’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 18:01:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘No mundo, cada pessoa tem comportamentos variados em relação às músicas’. &#160; No mundo, cada pessoa tem comportamentos variados em relação às músicas, envolvendo passado, lembrança, memória, saudade, presente, relacionamento, bem-estar, diversão, tristeza, decepção, melancolia, alto astral, emoção negativa e positiva, insatisfação, satisfação, indisposição, disposição, recomeço, quadro depressivo, piora ou melhora na saúde, atuação profissional &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>‘No mundo, cada pessoa tem comportamentos variados em relação às músicas’.</em></strong></p>
<div id="attachment_36738" class="wp-caption alignnone" ><img decoding="async" class="wp-image-36738 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/ed477.jpeg" alt="" width="1076" height="1134" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/ed477.jpeg 1076w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/ed477-285x300.jpeg 285w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/ed477-972x1024.jpeg 972w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/ed477-768x809.jpeg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/ed477-395x416.jpeg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/ed477-795x838.jpeg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/ed477-200x211.jpeg 200w" sizes="(max-width: 1076px) 100vw, 1076px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Nesta publicação, um pouquinho de declarações sobre a musicalidade <strong>– Reprodução: Márcia Cristina/JORNAL CIDADE</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mundo, cada pessoa tem comportamentos variados em relação às músicas, envolvendo passado, lembrança, memória, saudade, presente, relacionamento, bem-estar, diversão, tristeza, decepção, melancolia, alto astral, emoção negativa e positiva, insatisfação, satisfação, indisposição, disposição, recomeço, quadro depressivo, piora ou melhora na saúde, atuação profissional e muito mais! A seguir, um pouquinho de declarações sobre a musicalidade:</p>
<p>-“Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música”. Escritor Aldous Huxley (1894-1963).</p>
<p>-“Milhares de pessoas cultivam a música. Poucas, porém, têm a revelação dessa grande arte”. Compositor e pianista Ludwig van Beethoven (1770-1827).</p>
<p>-“Toda música é reflexo de uma época”. Compositor, cantor, pianista, violonista e arranjador Tom Jobim (1927-1994).</p>
<p>-“A música é o barulho que pensa”. Romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, político, estadista e ativista pelos direitos humanos Victor Hugo (1802-1885).</p>
<p>-“Algumas vezes a música é a única forma de melhorar a vida”. Cantora, compositora e multi-instrumentista Janis Joplin (1943-1970).</p>
<p>-“Eu não faço música por dinheiro, mas esse é o meu trabalho”. Cantor, compositor e professor Renato Russo (1960-1996).</p>
<p>-“Quando ouço música, a minha imaginação compraz-se muitas vezes com o pensamento de que a vida de todos os homens e a minha própria vida não são mais do que sonhos de um espírito eterno, bons e maus sonhos, e de que cada morte é o despertar”, no livro <em>As Dores do Mundo</em>. Filósofo Arthur Schopenhauer (1788-1860).</p>
<p>-“Você tem uma alma, um coração e um sentimento de que música é vida. A vida que vivemos no passado, a que estamos vivendo hoje e a vida que viveremos amanhã”. Cantor, compositor e guitarrista de <em>blues</em> B.B. King (1925-2015).</p>
<p>-“A vida é uma ópera, e uma grande ópera <em>[&#8230;]</em>. Deus é o poeta. A música é de Satanás <em>[&#8230;]</em>. O êxito é crescente. Poeta e músico recebem pontualmente os seus direitos autorais, que não são os mesmos”, no livro <em>Dom Casmurro</em>, de 1899. Escritor Machado de Assis (1839-1908).</p>
<p>-“Viver é ser musical, começando com o sangue dançando em suas veias. Tudo que você vive tem um ritmo. Você sente sua música?”. Cantor, compositor, dançarino e filantropo Michael Jackson (1958-2009).</p>
<p>-“Cantando a gente inventa. Inventa um romance, uma saudade, uma mentira&#8230; Cantando a gente faz história. Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado. Canto para espantar os demônios, para juntar os amigos. Para sentir o mundo, para seduzir a vida”. Cantor e compositor Cazuza (1958-1990).</p>
<p>-“Quem ouve música, sente a sua solidão de repente povoada”. Poeta e dramaturgo Robert Browning (1812-1889).</p>
<p>-“Eu acredito que a música pode curar. As pessoas encontram paz na música”. Cantor, compositor, multi-instrumentista, empresário, produtor musical, cinematográfico e ativista dos direitos dos animais Paul McCartney.</p>
<p>-Ao jornal <em>O Popular</em> (Goiânia), edições recentes, dois artistas falaram: Daniel, cantor sertanejo e apresentador de TV: “A música é curativa, transformadora, é combustível para mim, me fortalece e me faz querer contribuir para a parte boa da vida das pessoas, ser um condutor de paz, de alegrias, de amor. Acho que minha história reflete isso e sou muito feliz com essa missão que Deus me concedeu”. E, Serjão (compositor, cantor de ligação com as importantes culturas do <em>rap</em> e do <em>hip-hop</em>, produtor musical, beatmaker e professor de boxe): “Eu me identifiquei com verdade que existia nas letras. A música se tornou uma forma de organizar o que eu sentia e dar voz às experiências que eu vivia”.</p>
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		<title>‘Memória, identidade: o monumento dos Três Marcos em Goiânia’ – Prof. Dr. Edson Arantes Junior [Artigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:55:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘Nesse contexto, a construção do marco foi interpretada por observadores como um símbolo de reaproximação com o eleitorado e uma estratégia para fortalecer sua imagem, deixando um cartão-postal que contribuísse para a sua memória e legado na cidade’. &#160; Ao andar por Goiânia, há um importante viaduto na Avenida 85 com monumento dos Três Marcos. &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>‘Nesse contexto, a construção do marco foi interpretada por observadores como um símbolo de reaproximação com o eleitorado e uma estratégia para fortalecer sua imagem, deixando um cartão-postal que contribuísse para a sua memória e legado na cidade’</em>.</p>
<div id="attachment_36667" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36667 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson.jpeg" alt="" width="1536" height="947" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson.jpeg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson-300x185.jpeg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson-1024x631.jpeg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson-768x474.jpeg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson-220x135.jpeg 220w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson-395x244.jpeg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson-795x490.jpeg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/edson-200x123.jpeg 200w" sizes="auto, (max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Os três elementos verticais são altos e dominantes em relação aos prédios e carros ao redor, dando sensação de marco urbano e verticalidade. Eles se cruzam formando vãos triangulares entre si <strong>– Foto:  Joabe Mendonça/Secom/Prefeitura de Goiânia</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao andar por Goiânia, há um importante viaduto na Avenida 85 com monumento dos Três Marcos. Sua estrutura é formada por três arcos/ou espigas grandes e angulares que se cruzam no topo, criando uma composição em forma de “três lanças” convergentes. A superfície é de concreto com revestimento metálico claro, com textura que reflete luz difusa. Os três elementos verticais são altos e dominantes em relação aos prédios e carros ao redor, dando sensação de marco urbano e verticalidade. Eles se cruzam formando vãos triangulares entre si.</p>
<p>Essa estrutura funciona como marco de orientação e identidade para a Avenida 85; elementos verticais e convergentes sugerem união, ascensão e dinamismo – comum em esculturas monumentais que querem transmitir progresso e modernidade. Outro aspecto interessante a interseção das três peças cria vazios triangulares que permitem recortes do céu, aliviando a massa do monumento e gerando contrastes entre cheio/vazio. A geometria simples e repetitiva contribui para uma leitura visual clara, mesmo a distância.</p>
<p>O monumento está posicionado no centro da avenida, criando um eixo visual forte. Isso promove visibilidade de ambos sentidos e transforma o local em ponto focal urbano – útil para referências e para “portal” urbano. Que remete ao arquétipo dos portais, tão importantes para a purificação daqueles que vinham das guerras, na modernidade a purificação do trabalho que é a guerra cotidiana do trabalhador.</p>
<p>A própria posição desse dentro da Avenida, cria um eixo visual forte. Isso promove visibilidade de ambos sentidos e transforma o local em ponto focal urbano – útil para referências e para “portal” urbano.</p>
<p>Existe um dado político relevante: o monumento foi erguido durante a gestão do prefeito Iris Rezende Machado. Iris Rezende (1927-2024), cuja memória permanece presente na cidade, ocupou cargos ao longo de décadas, do mais local ao mais amplo – prefeito de Goiânia, deputado federal, senador, ministro da Agricultura e, por fim, governador de Goiás. Após sofrer derrotas eleitorais para Marconi Perillo e enfrentar um período de afastamento, sua administração buscou marcar o retorno por meio de obras públicas e iniciativas urbanísticas. Nesse contexto, a construção do marco foi interpretada por observadores como um símbolo de reaproximação com o eleitorado e uma estratégia para fortalecer sua imagem, deixando um cartão-postal que contribuísse para a sua memória e legado na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Prof. Dr. Edson Arantes Junior</strong> &#8211; <em>edson.arantes@ueg.br</em></p>
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		<title>‘O inventário do mito: Michelle e a faca na mesa da sucessão’ – Gilson Romanelli [Artigo</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/o-inventario-do-mito-michelle-e-a-faca-na-mesa-da-sucessao-gilson-romanelli-artigo/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 23:27:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘O movimento expõe as fragilidades e a dependência dos enteados’.   &#160; A ameaça de Michelle Bolsonaro de abandonar a corrida ao Senado não deve ser lida como um mero soluço de madrasta ofendida. O que se assiste nos bastidores de Brasília é política em estado bruto: uma disputa feroz por herança, controle de máquina &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>‘O movimento expõe as fragilidades e a dependência dos enteados’.</em></p>
<p style="text-align: center"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-34867" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-300x226.jpeg" alt="" width="300" height="226" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-300x226.jpeg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-768x578.jpeg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-395x297.jpeg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-795x598.jpeg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-200x150.jpeg 200w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2.jpeg 848w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center"><strong> </strong></p>
<div id="attachment_36652" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36652 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006227746-1-e1783046630983.jpg" alt="" width="630" height="758" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006227746-1-e1783046630983.jpg 630w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006227746-1-e1783046630983-249x300.jpg 249w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006227746-1-e1783046630983-395x475.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/07/1006227746-1-e1783046630983-200x241.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘O incêndio principal reside na disputa pela herança simbólica’ <strong>– Foto: Divulgação</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ameaça de Michelle Bolsonaro de abandonar a corrida ao Senado não deve ser lida como um mero soluço de madrasta ofendida. O que se assiste nos bastidores de Brasília é política em estado bruto: uma disputa feroz por herança, controle de máquina partidária e um aviso explícito e direto ao clã. Ela entendeu, muito antes dos filhos biológicos do ex-presidente, que o patriarca se transformou em um ativo judicialmente tóxico. O que restou foi o espólio – e Michelle quer a chave do cofre simbólico.</p>
<p>Esse espólio não é irrelevante: compreende o eleitorado evangélico, as mulheres conservadoras, a estrutura capilarizada do PL Mulher, as redes locais, o direcionamento de candidaturas, os milionários recursos do fundo partidário, o palanque e a narrativa. Conquistar uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal seria excelente – garantiria mandato, foro, tribuna e musculatura –, mas o plano desenhado por Michelle é consideravelmente maior: deixar de ser apenas a <em>mulher do mito</em> para se consolidar como a fiadora incontornável do pós-bolsonarismo.</p>
<p>O movimento expõe as fragilidades e a dependência dos enteados. Flávio Bolsonaro precisa dela de forma vital para parecer palatável ao eleitorado feminino. Eduardo necessita de sua imagem para não ser reduzido a um exilado político berrando em inglês no WhatsApp. Carlos precisa dela para projetar publicamente uma ilusão de afeto familiar onde, na realidade prática, opera apenas um <em>bunker</em> digital de ressentimentos. Michelle decifrou a fragilidade masculina que sustenta o bolsonarismo: uma estrutura com muita testosterona de teclado, mas escassa capacidade de dialogar com as mulheres sem recorrer à imposição de ordens.</p>
<p>Segundo o analista Julio Benchimol Pinto, Michelle compreendeu antes mesmo dos enteados que Jair Bolsonaro já virou um morto-vivo eleitoral: ele ainda respira, soluça e assusta seus opositores, mas o seu inventário político já está exposto sobre a mesa de negociações. Enquanto os filhos do ex-presidente se digladiam pelo controle do <em>cercadinho</em>, pelas chaves do PL, pelas senhas dos palanques e pela relíquia afetiva resumida no mantra <em>meu pai mandou</em>, Michelle efetuou a jogada mais astuta do tabuleiro: protocolou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o cercamento do sobrenome Bolsonaro em dezenas de marcas comerciais.</p>
<p>A ex-terceira-dama não busca apenas a bênção do patriarca; ela exige o selo, o rótulo, a embalagem. Quer o perfume, o vinho, a faca, o isqueiro, o <em>vape</em> e, se bobear, até a munição ungida.</p>
<p>Trata-se do bolsonarismo em sua nítida fase de inventário litigioso. Madrasta, enteados, legenda e votos são disputados palmo a palmo antes do último suspiro político do chefe. O que antes vendiam sob o rótulo de <em>família tradicional</em> revelou-se, sob a luz dos fatos, uma <em>holding</em> afetiva com a <em>Bíblia</em> exposta na mesa, a faca guardada na gaveta e pedidos de patentes no protocolo. No fundo, Michelle não rompeu simplesmente com os enteados; ela apenas percebeu a regra máxima do pacto de corvina: quem demora a morder a presa acaba ficando apenas com a espinha.</p>
<p>Ao se afastar recentemente da presidência do PL Mulher, a justificativa oficial de <em>cuidar da família</em> serviu apenas como uma embalagem piedosa para o consumo público. O conteúdo real dessa decisão é a pura demonstração de poder. Michelle desligou a tomada da máquina que ela própria ajudou a construir para escancarar ao partido, a Valdemar Costa Neto e aos enteados o tamanho exato do prejuízo político decorrente de sua ausência.</p>
<p>O PL Mulher jamais operou como um enfeite cor-de-rosa na legenda. Transformou-se em uma poderosa rede de formação, recrutamento, células locais e planilhas, operando como uma espécie de <em>Tupperware teopolítico</em>: onde entra café, sai militância engajada. Flávio descobriu tarde demais que herdar o sobrenome do pai não acarreta a herança automática do voto feminino. Sem Michelle, a articulação da direita tradicional perde o magnetismo e assume a delicadeza truculenta de um grupo de WhatsApp administrado por coronéis aposentados.</p>
<p>Ao suspender o empréstimo de sua imagem materna, cristã e cuidadora ao projeto centralizador dos filhos de Jair, Michelle enviou um recado nítido: ou assume a sucessão como uma força real de comando, ou o clã terá de carregar esse presunto eleitoral sozinho. A recente crise no Ceará operou apenas como o fósforo em um terreno já inflamável. O incêndio principal reside na disputa pela herança simbólica.</p>
<p>Jair Bolsonaro segue espectador de seu próprio declínio: um patriarca decorativo, um santo de parede rachada assistindo à própria família disputar a carniça eleitoral com a delicadeza cristã de um leilão de bens. Michelle pode voltar, cobrar ainda mais caro, trocar de palanque ou consolidar-se como a vice ideal de uma nova liderança. O fato primordial, contudo, já foi consumado: a pregadora da família tradicional cansou-se da submissão e assumiu o controle do inventário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Gilson Romanelli</strong> reside em Goiânia, e é jornalista e analista político</p>
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		<title>“‘A Grande Família’: pirraça mãe, pirraça filho, eu também sou da família, também quero pirraçar” – Gilson Romanelli [Artigo</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/a-grande-familia-pirraca-mae-pirraca-filho-eu-tambem-sou-da-familia-tambem-quero-pirracar-gilson-romanelli-artigo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 02:32:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘Na raiz da disputa está a articulação do PL no Ceará para as eleições, desenhando uma aproximação com o pré-candidato Ciro Gomes’. &#160; &#160; ​​​A política brasileira é pródiga em transformar tensões de bastidores em espetáculos públicos, muitas vezes até lembrando séries de humor da televisão brasileira, mas poucas vezes a costura interna de um &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>‘Na raiz da disputa está a articulação do PL no Ceará para as eleições, desenhando uma aproximação com o pré-candidato Ciro Gomes’.</em></p>
<div id="attachment_34867" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34867 size-thumbnail" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-150x150.jpeg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-150x150.jpeg 150w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-80x80.jpeg 80w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Gilson Romanelli</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36482" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36482 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260625-WA01581.jpg" alt="" width="1024" height="559" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260625-WA01581.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260625-WA01581-300x164.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260625-WA01581-768x419.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260625-WA01581-395x216.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260625-WA01581-795x434.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260625-WA01581-200x109.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘Sob a ótica de Michelle, a coerência política deveria se sobrepor ao pragmatismo eleitoral’ <strong>– Foto: Divulgação</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>​​​A política brasileira é pródiga em transformar tensões de bastidores em espetáculos públicos, muitas vezes até lembrando séries de humor da televisão brasileira, mas poucas vezes a costura interna de um partido foi tão bruscamente desfeita quanto no recente episódio envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.</p>
<p>O desabafo em vídeo de quase 30 minutos publicado por Michelle não é apenas uma lavação de roupa suja familiar; é o sintoma de uma crise profunda no Partido Liberal (PL) que explode a menos de quatro meses das eleições presidenciais de outubro de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>​A gênese do conflito: o fator Ceará</strong></p>
<p>​O estopim do desentendimento, que remonta ao fim de 2025, expõe uma divergência pragmática e ideológica fundamental dentro da legenda. Na raiz da disputa está a articulação do PL no Ceará para as eleições, desenhando uma aproximação com o pré-candidato Ciro Gomes.</p>
<p>​Para Michelle, atual presidente do PL Mulher, a aliança desenhada no Ceará representa uma “traição aos valores” da direita. A ex-primeira-dama relembrou, com contundência, o histórico de ofensas de Ciro contra Jair Bolsonaro e seus próprios filhos – a quem o político cearense já chamou de “ovos de serpente nazistóides”. Sob a ótica de Michelle, a coerência política deveria se sobrepor ao pragmatismo eleitoral.</p>
<p>​A reação de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República, foi o estopim da crise pública. Segundo o relato de Michelle, o enteado a tratou de forma ríspida e humilhante por telefone, afirmando que ela “havia chegado ontem” e “não entendia nada de política”, orientando-a a se afastar das decisões partidárias. O cenário se agravou com o que a ex-primeira-dama descreveu como uma reação coordenada e premeditada dos demais irmãos – Eduardo e Carlos –, que publicaram textos semelhantes em tom agressivo nas Redes sociais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>​Impacto eleitoral e a estratégia em frangalhos</strong></p>
<p>​Do ponto de vista analítico, o <em>timing</em> do vazamento dessa crise não poderia ser pior para as pretensões do PL. Dados recentes da pesquisa Quaest acenderam o sinal de alerta no QG da campanha de Flávio Bolsonaro, mostrando uma retração nas intenções de voto justamente entre dois eleitorados estratégicos: mulheres e evangélicos.</p>
<p>​Michelle Bolsonaro era tida como o principal trunfo da legenda para estancar essa sangria e atuar como ponte com esses setores conservadores. Com a exposição pública de que a ex-primeira-dama foi silenciada e menosprezada pela ala jovem e central do clã Bolsonaro, a estratégia de usá-la como cabo eleitoral de luxo sofre um revés quase fatal. Adversários políticos já se preparam para explorar a narrativa de divisão interna e a falta de coesão do grupo que aspira retornar ao Palácio do Planalto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>​Bombeiros em ação e o futuro do PL</strong></p>
<p>​Apesar de o senador Flávio Bolsonaro tentar minimizar o impacto – ironizando inicialmente o episódio e, posteriormente, adotando um tom mais brando de reconciliação ao afirmar que respeita a madrasta e que “nunca teve a intenção de ofender” –, o estrago na imagem de unidade do partido está feito. Michelle, em nova mensagem, buscou adotar uma postura conciliadora, afirmando que “não há briga nem competição” e que já perdoou os episódios ofensivos, mas manteve a firmeza de suas críticas.</p>
<p>​Quem assume agora o papel de bombeiro-chefe é o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Em nota equilibrada, Valdemar tentou enquadrar o atrito como uma “divergência natural da democracia” e uma prova da autenticidade e pluralidade do partido. Prometendo conversar pessoalmente com ambos, o cacique político tenta, às pressas, colar os cacos de uma porcelana que já foi ao chão.</p>
<p>​O que este episódio deixa claro é que, no PL, a linha que separa as alianças partidárias das dinâmicas familiares é perigosamente tênue. Em uma eleição que se avizinha polarizada e definida nos detalhes, o <em>fogo amigo</em> e o personalismo político podem custar caro à direita nas urnas de outubro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Gilson Romanelli</strong> reside em Goiânia, e é jornalista e analista político</p>
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		<title>‘EDITORIAL’ – Edição 476 (16 a 30/06/2026) – ‘Lembranças de eventos esportivos’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 15:59:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Objetos criados especialmente para atrações esportivas ajudam a eternizar experiências e emoções. &#160; Por que os brasileiros gostam tanto de guardar lembranças de eventos esportivos? Especialistas explicam – Essa manchete é do texto aqui publicado, com adaptações, enviado por agência noticiosa. Leia! Períodos de grandes eventos esportivos despertam interesse coletivo em guardar lembranças. A necessidade &#8230;</p>
<p>The post <a href="https://jotacidade.com/colunas/editorial-edicao-476-16-a-30-06-2026-lembrancas-de-eventos-esportivos/">‘EDITORIAL’ – Edição 476 (16 a 30/06/2026) – ‘Lembranças de eventos esportivos’</a> appeared first on <a href="https://jotacidade.com">Jornal Cidade</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Objetos criados especialmente para atrações esportivas ajudam a eternizar experiências e emoções.</em></p>
<div id="attachment_36436" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36436 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1.png" alt="" width="1920" height="1080" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1.png 1920w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1-300x169.png 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1-1024x576.png 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1-768x432.png 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1-1536x864.png 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1-395x222.png 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1-795x447.png 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/unnamed-1-200x113.png 200w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>De itens do dial a apostas inusitadas, o mercado se movimenta para oferecer novidades aos brasileiros especialmente para esse período esportivo <strong>– Fotos: Comunicação</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por que os brasileiros gostam tanto de guardar lembranças de eventos esportivos? Especialistas explicam</em> – Essa manchete é do texto aqui publicado, com adaptações, enviado por agência noticiosa. Leia!</p>
<p><em>Períodos de grandes eventos esportivos despertam interesse coletivo em guardar lembranças. A necessidade de materializar esse momento marcante estimula marcas a lançarem objetos que transcendem o consumo.</em></p>
<p><em>Essa busca pelo que é palpável não é apenas movimento nostálgico, mas uma resposta neuropsicológica ao ritmo do tempo. Para Cláudia Ketter, psiquiatra e professora da Afya Educação Médica, o interesse em guardar itens conectados à atrações esportivas atua como estratégia psíquica de fixação.</em></p>
<p><em>“Em contexto de consumo rápido de conteúdo, presente nas Redes sociais, há uma sensação de superficialidade. Colecionar, nesse sentido, atua como âncora à transitoriedade, permitindo transformar uma experiência passageira em algo duradouro e revisitável”, explica. Segundo a especialista, o objeto físico vira “marcador” da memória autobiográfica: ao reencontrar a peça anos depois, o cérebro reativa a rede de emoções associadas àquele período. “Esse objeto vira ‘marcador’ de um momento vivido, reativando emoções positivas associadas ao evento, atuando como regulador emocional e ajudando a organizar o tempo e a narrativa pessoal”, completa.</em></p>
<p><em>De itens do dia a dia a apostas inusitadas, o mercado se movimenta para oferecer novidades aos brasileiros especialmente para esse período esportivo. A Budweiser, por exemplo, lançou garrafas de alumínio em edição limitada homenageando torneios icônicos. Ao transformar momentos históricos em objetos de </em>design<em>, ela permite que o torcedor tire a memória da “nuvem” e a coloque na prateleira, transformando o consumo em registro pessoal e físico da sua própria jornada na </em>Copa do Mundo<em>.</em></p>
<p><em>No mesmo caminho, o Guaraná Antarctica aposta na força da identidade nacional ao estampar camisas históricas da seleção brasileira em sua edição especial de latas comemorativas, transformando item cotidiano em um fragmento da história do futebol que o fã deseja preservar.</em></p>
<p><em>“Na Copa do Mundo, os bares acabam se tornando os verdadeiros estádios dos brasileiros. É onde as emoções acontecem, as histórias são criadas e as celebrações ganham vida. Mais do que pensar em como as pessoas viveriam esse momento, queríamos criar uma forma de fazer essa memória permanecer, transformando emoções e conquistas em algo físico, que pudesse ser revisitado e guardado ao longo do tempo”, afirma Leandro Mendonça, diretor de eventos e experiências da Ambev.</em></p>
<p><em>O hábito de reunir itens simbólicos também funciona como respiro em meio ao excesso de telas. Danielle Admoni, psiquiatra e professora da Afya, reforça que a busca por objetos carregados de significado reside justamente no resgate do concreto.</em></p>
<p><em>“Funciona como o oposto do digital, pois foca no toque, no manuseio e no objeto concreto. Esse aspecto sociável é um antídoto importante para o isolamento causado pelo excesso de telas, promovendo interação social mais rica”, pontua a profissional.</em></p>
<p><em>No fim das contas, quando o apito final soar e a euforia da </em>Copa<em> passar, fotos e vídeos da festa serão soterrados por novas publicações no </em>feed<em>. E o que sobra, são os objetos que estarão lá, na estante ou no canto da mesa, como provas de que ainda há espaço para o que merece permanecer.</em>.</p>
<p>The post <a href="https://jotacidade.com/colunas/editorial-edicao-476-16-a-30-06-2026-lembrancas-de-eventos-esportivos/">‘EDITORIAL’ – Edição 476 (16 a 30/06/2026) – ‘Lembranças de eventos esportivos’</a> appeared first on <a href="https://jotacidade.com">Jornal Cidade</a>.</p>
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		<item>
		<title>‘EDITORIAL’ – Edição 475 (1º a 15/06/2026) – ‘Idosos não merecem violência’</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/editorial-edicao-475-1o-a-15-06-2026-idosos-nao-merecem-violencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:47:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘Para o defensor público federal André Naves, o fenômeno atual não é uma fatalidade, mas o reflexo de um etarismo estrutural que molda o mercado e o Estado’. &#160; Neste Editorial, o defensor público federal André Naves aborda tema importante sobre as pessoas idosas. Leia, nesta transcrição com adaptações! No próximo dia 15 de junho, &#8230;</p>
<p>The post <a href="https://jotacidade.com/colunas/editorial-edicao-475-1o-a-15-06-2026-idosos-nao-merecem-violencia/">‘EDITORIAL’ – Edição 475 (1º a 15/06/2026) – ‘Idosos não merecem violência’</a> appeared first on <a href="https://jotacidade.com">Jornal Cidade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>‘Para o defensor público federal André Naves, o fenômeno atual não é uma fatalidade, mas o reflexo de um etarismo estrutural que molda o mercado e o Estado’.</em></p>
<div id="attachment_36364" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36364 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/violencia_idoso.jpeg" alt="" width="384" height="480" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/violencia_idoso.jpeg 384w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/violencia_idoso-240x300.jpeg 240w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/violencia_idoso-200x250.jpeg 200w" sizes="auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘A digitalização de serviços públicos e bancários deveria ser uma ferramenta de emancipação, mas se tornou um labirinto de exclusão’, analisa André Naves <strong>– Foto: Prefeitura de Conquista-MG</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste <em>Editorial</em>, o defensor público federal André Naves aborda tema importante sobre as pessoas idosas. Leia, nesta transcrição com adaptações!</p>
<p><em>No próximo dia 15 de junho, o mundo volta a atenção para o </em>Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa<em>. Longe de se restringir às agressões físicas, a violência na terceira idade tem ganhado contornos modernos e silenciosos no Brasil: a violência patrimonial e o abuso financeiro. Com a rápida e forçada digitalização do sistema bancário e de serviços públicos, milhões de idosos enfrentam barreiras invisíveis que os tornam alvos fáceis para golpes, fraudes e para o fenômeno do superendividamento.</em></p>
<p><em>De acordo com dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, as denúncias de violência patrimonial e financeira contra idosos registram altas consistentes no Disque 100. A dinâmica atual da economia digitalizada agravou esse cenário. A exigência de aplicativos complexos, o fim do atendimento humanizado nas agências bancárias e a burocracia digital empurram o idoso para uma situação de extrema vulnerabilidade, muitas vezes obrigando-o a delegar suas senhas e decisões financeiras a terceiros.</em></p>
<p><em>Paralelamente, o assédio comercial das instituições financeiras com a oferta predatória de empréstimos consignados – a apenas um </em>clique<em> de distância em telas de celular mal projetadas para a acessibilidade visual e cognitiva –, tem comprometido a renda de subsistência de uma parcela massiva da população idosa.</em></p>
<p><em>Para o defensor público federal André Naves, especialista em direitos humanos e economia política, o fenômeno atual não é uma fatalidade, mas o reflexo de um etarismo estrutural que molda o mercado e o Estado.</em></p>
<p><em>“A digitalização de serviços públicos e bancários deveria ser uma ferramenta de emancipação, mas se tornou um labirinto de exclusão. Quando desenhamos uma sociedade que ignora as características e limitações da população idosa, estamos praticando uma violência institucional. O resultado é o isolamento econômico e o superendividamento, que tiram a dignidade de quem passou a vida inteira produzindo”, afirma Naves. Ele sublinha que o debate precisa ir além da punição aos golpistas e alcançar a responsabilidade dos grandes agentes econômicos: “O mercado financeiro precisa entender que acessibilidade também é segurança. Simplificar processos, manter canais humanos de atendimento e barrar o assédio do crédito consignado predatório são deveres éticos e legais. Combater a violência contra o idoso em 2026 exige, fundamentalmente, humanizar a tecnologia e combater a burocracia que asfixia a terceira idade”, conclui o defensor.</em>.</p>
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		<title>“O fato novo na Paraíba: defensor fiel de Ronaldo Caiado ‘mete o pé na porta’ e entra forte na corrida para o Senado” – Gilson Romanelli [Artigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 02:42:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘Advogado e jornalista Rui Galdino consolidou sua entrada na disputa por uma vaga no Senado e já se posiciona como o verdadeiro fenômeno de renovação e principal alternativa ao eleitorado que clama por mudança’.   ​​ O cenário político da Paraíba ganha contornos de imprevisibilidade e forte dinamismo com o surgimento de uma pré-candidatura que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>‘Advogado e jornalista Rui Galdino consolidou sua entrada na disputa por uma vaga no Senado e já se posiciona como o verdadeiro fenômeno de renovação e principal alternativa ao eleitorado que clama por mudança’.</em></p>
<div id="attachment_34867" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34867 size-thumbnail" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-150x150.jpeg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-150x150.jpeg 150w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-80x80.jpeg 80w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Gilson Romanelli</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<p><div id="attachment_36140" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36140 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680.jpg" alt="" width="1181" height="1630" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680.jpg 1181w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680-217x300.jpg 217w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680-742x1024.jpg 742w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680-768x1060.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680-1113x1536.jpg 1113w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680-395x545.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680-795x1097.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036940-scaled-e1780890262680-200x276.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 1181px) 100vw, 1181px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘No campo das ideias, Galdino <em>[foto]</em> não foge de temas espinhosos. O advogado e jornalista empunha a bandeira da liberdade política e da estrita fiscalização do Judiciário brasileiro’ <strong>– Fotos: Divulgação</strong></p></div>​​</p>
<p>O cenário político da Paraíba ganha contornos de imprevisibilidade e forte dinamismo com o surgimento de uma pré-candidatura que promete chacoalhar as estruturas tradicionais do Estado. O advogado e jornalista Rui Galdino (PDT) consolidou sua entrada na disputa por uma vaga no Senado Federal e já se posiciona como o verdadeiro fenômeno de renovação e a principal alternativa ao eleitorado que clama por mudança.</p>
<p>​Diferente das figuras carimbadas e dos políticos profissionais que dominam as intenções de voto amparados pelo peso de velhas estruturas, Galdino personifica a expectativa de um mandato independente. Sua plataforma é clara: um Senado forte, altivo e, acima de tudo, sem conchavos. Ele surge como a esperança de romper com as amarras das oligarquias locais e afastar o Estado da forte polarização extremista que tem paralisado o debate público no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>​<strong>O fim do extremismo e o alinhamento nacional</strong></p>
<p>​Desde 2024, Rui Galdino vem sustentando de forma contundente a necessidade de o País superar a dualidade Lula <em>versus</em> Bolsonaro. Em suas declarações mais recentes, o pré-candidato classificou essa polarização como uma verdadeira “tragédia nacional”, argumentando que tanto o lulismo quanto o bolsonarismo frustraram a população com escândalos, interesses familiares e projetos focados puramente na manutenção do poder.</p>
<p>​Como alternativa a esse ciclo, Galdino defende veementemente que o nome mais preparado para conduzir o Brasil rumo à ordem, segurança, educação e honestidade é o de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36141" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36141 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036932.jpg" alt="" width="1034" height="679" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036932.jpg 1034w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036932-300x197.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036932-1024x672.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036932-768x504.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036932-395x259.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036932-795x522.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036932-200x131.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 1034px) 100vw, 1034px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>“Aquilo que teve de positivo nos seus Governos em Goiás pode ser replicado no macro, pode ser replicado no País”, reitera Rui Galdino <em>(à dir., com Caiado)</em>, apostando no modelo goiano como a salvação nacional</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amplamente reconhecido por ter sido eleito consecutivamente o governador mais bem avaliado do País, Caiado é visto pelo pedetista como a liderança ideal para unificar a centro-direita e o centro político logo no primeiro turno.</p>
<p>​“Aquilo que teve de positivo nos seus Governos em Goiás pode ser replicado no macro, pode ser replicado no País”, reitera Rui Galdino, apostando no modelo goiano como a salvação nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>​Bandeiras fortes: o combate à insegurança jurídica</strong></p>
<p>​No campo das ideias, Galdino não foge de temas espinhosos. O advogado e jornalista empunha a bandeira da liberdade política e da estrita fiscalização do Judiciário brasileiro. Ele tem sido uma voz firme na cobrança por investigações e correções de rumo nas ações que, segundo sua ótica, têm comprometido a credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p>Somam-se a isso suas propostas de combate frontal ao crime organizado e à corrupção, além da defesa explícita de um rodízio nos mandatos parlamentares para oxigenar o Poder Legislativo.</p>
<p>​</p>
<p><strong>Pesquisas e o fenômeno ‘Verbo x Verba’</strong></p>
<p>​A força da pré-candidatura de Rui Galdino já começa a se refletir nos números. Com menos de dez dias desde o lançamento oficial de seu nome pelo PDT, ele já começou a pontuar nos levantamentos de intenção de voto –, como na pesquisa recente divulgada pelo portal <em>Polêmica Paraíba</em>, onde aparece em empate técnico com nomes tradicionais, como o ex-deputado Major Fábio e o ex-prefeito Nabor Wanderley.</p>
<p>​Para quem está estreando na busca pelo voto do eleitor paraibano, o desempenho inicial acendeu o sinal de alerta nos bastidores das grandes oligarquias. O próprio pré-candidato demonstra otimismo e projeta um salto qualitativo à medida que o debate migrar para o confronto direto de ideias:</p>
<p>“É a primeira vez que o meu nome é apresentado ao eleitorado paraibano. Quando começarmos a debater os problemas do Estado e o tête-à-tête com os concorrentes, a tendência é melhorar a ‘performance’. Apresento-me porque temos a plena consciência de que os nomes que aí estão não têm a simpatia do eleitor”, avaliou Galdino.</p>
<p>​O que se comenta nos bastidores da política paraibana é que a eleição para o Senado deste ano será definida pelo embate histórico entre o Verbo e a Verba. De um lado, o poder financeiro e as máquinas partidárias tradicionais dos <em>carcarás</em> da política; do outro, a retórica afiada, a coragem jurídica e o discurso antissistema de Rui Galdino. Se o sentimento de renovação continuar a ditar o tom do eleitorado, Galdino tem credenciais de sobra para desbancar os favoritos e ser a grande surpresa das urnas na Paraíba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36139" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36139 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036933.jpg" alt="" width="1080" height="810" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036933.jpg 1080w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036933-300x225.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036933-1024x768.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036933-768x576.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036933-395x296.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036933-795x596.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1006036933-200x150.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘O que se comenta nos bastidores da política paraibana é que a eleição para o Senado deste ano será definida pelo embate histórico entre o <em>Verbo e a Verba</em>’, chama atenção Gilson Romanelli <em>[dir.]</em>, autor do artigo, na foto com Rui Galdino</p></div>
<p><strong>Gilson Romanelli</strong> reside em Goiânia, e é jornalista e analista político</p>
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		<title>‘Tarzan de Castro: a voz inquebrantável da resistência e o legado vivo de um homem cosmopolita’ – Gilson Romanelli [Artigo</title>
		<link>https://jotacidade.com/colunas/tarzan-de-castro-a-voz-inquebrantavel-da-resistencia-e-o-legado-vivo-de-um-homem-cosmopolita-gilson-romanelli-artigo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 04:15:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘Nascido em solo goiano, Tarzan de Castro carregou desde a infância a inquietude dos inconformados. Sua militância teve um início impressionantemente precoce’.   &#160; &#160; &#160; ​​​A história política do Brasil é cíclica, por vezes cruel, mas invariavelmente moldada por figuras cuja coragem desafia a linearidade do tempo. Olhar para a trajetória de Tarzan de &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>‘Nascido em solo goiano, Tarzan de Castro carregou desde a infância a inquietude dos inconformados. Sua militância teve um início impressionantemente precoce’.</em></p>
<div id="attachment_34867" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34867 size-thumbnail" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-150x150.jpeg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-150x150.jpeg 150w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-80x80.jpeg 80w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Gilson Romanelli</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_36075" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36075 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398.jpg 1600w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398-300x200.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398-1024x682.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398-768x512.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398-1536x1023.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398-395x263.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398-795x530.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992398-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘Olhar para a trajetória de Tarzan de Castro não é apenas folhear as páginas dos anos de chumbo; é compreender a essência da resistência humana em sua forma mais visceral’ <strong>– Fotos: Divulgação</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36073" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36073 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406.jpg 1600w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406-300x200.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406-1024x682.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406-768x512.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406-1536x1023.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406-395x263.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406-795x530.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992406-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘Com a radicalização do cenário político no início dos anos 1960, Tarzan ingressou nas fileiras do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e atuou intensamente junto às Ligas Camponesas’</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-36072 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400.jpg 1600w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400-300x200.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400-1024x682.jpg 1024w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400-768x512.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400-1536x1023.jpg 1536w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400-395x263.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400-795x530.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992400-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
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<p>​​​A história política do Brasil é cíclica, por vezes cruel, mas invariavelmente moldada por figuras cuja coragem desafia a linearidade do tempo. Olhar para a trajetória de Tarzan de Castro não é apenas folhear as páginas dos anos de chumbo; é compreender a essência da resistência humana em sua forma mais visceral. Ativista, exilado, intelectual e ex-parlamentar, Tarzan personifica a recusa ao arbítrio. Hoje, aos 88 anos, sua jornada é resgatada e celebrada pelo circuito cultural e cinematográfico, consolidando sua biografia como um farol indispensável para as novas gerações que desfrutam de uma democracia nem sempre devidamente valorizada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>​Origem e o despertar precoce para a luta</strong></p>
<p>​Nascido em solo goiano, Tarzan de Castro carregou desde a infância a inquietude dos inconformados. Sua militância teve um início impressionantemente precoce: aos 11 anos de idade já se integrava ao movimento estudantil, uma força que, nos anos 1950, ostentava um protagonismo político e cultural sem precedentes no Brasil. O ambiente universitário e as ruas moldaram o jovem idealista, que rapidamente se vinculou às causas populares.</p>
<p>​Com a radicalização do cenário político no início dos anos 1960, Tarzan ingressou nas fileiras do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e atuou intensamente junto às Ligas Camponesas. Sua atuação firme em defesa de uma sociedade de iguais e da reforma agrária colocou-o sob os holofotes do conservadorismo nacional. Um episódio emblemático desse período ocorreu na tribuna da Câmara dos Deputados, quando o líder udenista Carlos Lacerda, em tom de denúncia e provocação, apelidou Tarzan de o “primo de Fidel Castro” devido ao seu alinhamento com os ideais revolucionários da época.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O confronto com o regime e a saga das prisões</strong></p>
<p>​Com o golpe civil-militar de março de 1964, a vida de Tarzan transformou-se em uma perseguição contínua. Teve seus direitos políticos cassados logo no início da ditadura, com base no AI-1. Ele buscou refúgio inicial no interior de Goiás, mas foi delatado e capturado pela Polícia Militar. Seria o início de um calvário de cárceres intermitentes, marcados por duras torturas físicas e psicológicas – as marcas indeléveis que a ditadura impunha aos que ousavam erguer a voz.</p>
<p>​Mesmo sob as mais severas restrições, a astúcia de Tarzan se fez notar. Uma de suas passagens mais impressionantes envolveu uma fuga espetacular da prisão, articulada em conjunto com o comandante do dia (um militar legalista e contrário ao golpe) e os companheiros James Allen da Luz e Gerson Parreira. Conseguiram dominar a guarda e romper o confinamento, um feito que alimentou a mística em torno de sua capacidade de resistência.</p>
<p>​Após viver na clandestinidade em São Paulo, prestando socorro a outros perseguidos políticos, Tarzan acabou expulso da universidade pelo infame Decreto-Lei nº 477. Sem alternativas de sobrevivência civil no País, o exílio tornou-se a única rota possível para a vida.</p>
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<p><strong>​A geografia do exílio: uma jornada cosmopolita</strong></p>
<p>​O mapa do exílio de Tarzan de Castro reflete a própria geopolítica da Guerra Fria e a solidariedade internacional aos perseguidos políticos brasileiros. Ele se tornou um dos militantes mais cosmopolitas de sua geração:</p>
<p>China e União Soviética: antes e durante suas andanças internacionais, realizou cursos de formação política e intelectual em Pequim (sob o maoismo) e em Moscou.</p>
<p>Uruguai (Montevidéu): um dos primeiros pontos de apoio e refúgio na América do Sul.</p>
<p>Chile (Santiago): Tarzan estabeleceu-se no Chile durante o governo democrático de Salvador Allende, onde chegou a lecionar em ambiente universitário. Contudo, o fatídico golpe de Augusto Pinochet em 1973 o alcançou. Preso no estádio Nacional, Tarzan foi submetido a torturas ainda mais bárbaras do que as sofridas no Brasil.</p>
<p>França (Paris): salvo da sanha de Pinochet graças à intervenção das Nações Unidas (ONU), Tarzan pôde escolher seu destino e optou pela capital francesa. Em Paris, viveu por seis anos, graduando-se em sociologia e história pela prestigiada Universidade Sorbonne.</p>
<p>​A vida pessoal de Tarzan dividiu-se entre as dores do desterro e o afeto familiar. Ao longo de sua caminhada, construiu laços profundos e estruturou sua descendência, deixando como frutos seus filhos Silvana, Gregório e Luana, que hoje carregam o orgulho de um sobrenome forjado na integridade. Há anos, Tarzan caminha lado a lado com sua companheira de vida, Geralda, que testemunha e compartilha de sua inabalável jornada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>​O retorno, a atuação parlamentar e o legado</strong></p>
<p>​Com a promulgação da Lei da Anistia em 1979, Tarzan de Castro retornou ao Brasil. Longe de se aposentar da vida pública, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – e posteriormente ao PDC –, transformando o capital político de sua resistência em mandatos eletivos, sendo eleito deputado estadual.</p>
<p>​Na tribuna, Tarzan não foi um político de ressentimentos, mas de propostas. Destacou-se na defesa do desenvolvimento sustentável, na redução das desigualdades regionais e no fortalecimento do ensino superior – sendo peça-chave na articulação de debates políticos e socioambientais no Estado de Goiás.</p>
<p>​O legado que Tarzan nos deixa é a lição de que a liberdade não é uma concessão do Estado, mas uma conquista permanente. Ele combateu o autoritarismo de direita no Brasil e no Chile, mantendo também um olhar crítico sobre os rumos do próprio socialismo global, defendendo que a democracia não pode ser tratada como meio, mas sim como o fim absoluto da organização social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O documentário</strong></p>
<p><strong>A história convertida em cinema com testemunhas vivas</strong></p>
<p>​A impressionante trajetória desse líder ganhou as telas de cinema com o longa-metragem documental <em>Tarzan de Castro: Vida, Lutas e Sonhos</em>, dirigido por Raimundo Alves e Karla Rady. Lançada recentemente, a produção tem circulado por espaços culturais, <em>Festivais</em> e circuitos legislativos (como a Assembleia Legislativa de Goiás e o Instituto Histórico e Geográfico), cumprindo um papel pedagógico crucial.</p>
<p>​O filme não se limita à cronologia dos fatos. A equipe de produção refez os passos geográficos de Tarzan, capturando imagens e memórias no Rio de Janeiro, São Paulo, Montevidéu, Santiago e Paris. O grande trunfo do documentário reside na sensibilidade dos depoimentos de personalidades, intelectuais e antigos companheiros de cela e de exílio que testemunharam aquele período sombrio, resgatando a firmeza de Tarzan, que recusou qualquer tipo de cooperação espúria com forças opressoras para se manter fiel aos seus princípios.</p>
<p>​Longe de ser uma homenagem póstuma, o documentário é uma celebração em vida. Tarzan de Castro, gozando de uma saúde impecável e de uma lucidez invejável, tem acompanhado pessoalmente as apresentações do longa-metragem. Ver Tarzan na plateia, ao lado de sua esposa Geralda, é presenciar a própria história assistindo a si mesma.</p>
<p>​Intercalando as vozes de seus contemporâneos com o vigor do próprio Tarzan, o filme se estabelece como um documento contra o esquecimento. Tarzan de Castro continua sendo a memória viva e pulsante dos anos de chumbo. Prestigiá-lo, seja nas telas ou nas salas de debate, é um ato de vigilância democrática. Para que nunca se esqueça. Para que nunca mais aconteça.</p>
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<div id="attachment_36074" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36074 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992421.jpg" alt="" width="1200" height="1600" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992421.jpg 1200w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992421-225x300.jpg 225w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992421-768x1024.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992421-1152x1536.jpg 1152w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992421-395x527.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992421-795x1060.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/1005992421-200x267.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘Longe de ser uma homenagem póstuma, o documentário é uma celebração em vida. Tarzan de Castro, gozando de uma saúde impecável e de uma lucidez invejável, tem acompanhado pessoalmente as apresentações do longa-metragem’. Palavras do autor do artigo, Gilson Romanelli <em>(esq.)</em>, ao receber livro autografado do próprio Tarzan de Castro</p></div>
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<p><strong>Gilson Romanelli</strong> reside em Goiânia, e é jornalista e analista político</p>
<p>The post <a href="https://jotacidade.com/colunas/tarzan-de-castro-a-voz-inquebrantavel-da-resistencia-e-o-legado-vivo-de-um-homem-cosmopolita-gilson-romanelli-artigo/">‘Tarzan de Castro: a voz inquebrantável da resistência e o legado vivo de um homem cosmopolita’ – Gilson Romanelli [Artigo</a> appeared first on <a href="https://jotacidade.com">Jornal Cidade</a>.</p>
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		<title>‘A diplomacia da submissão: como o clã Bolsonaro alinhou-se aos EUA e comprometeu a soberania nacional’ – Gilson Romanelli [Artigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 03:44:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>‘As consequências dessa classificação, estimulada por agentes políticos do próprio País, são profundas e colocam em xeque pilares fundamentais da República’.   &#160; As engrenagens da política externa e da segurança institucional brasileira foram sacudidas por uma sequência de eventos que mistura interesses eleitorais, escândalos financeiros domésticos e uma perigosa investida contra a autonomia do &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>‘As consequências dessa classificação, estimulada por agentes políticos do próprio País, são profundas e colocam em xeque pilares fundamentais da República’.</em></p>
<div id="attachment_34867" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34867 size-thumbnail" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-150x150.jpeg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-150x150.jpeg 150w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/03/1-gilson2-80x80.jpeg 80w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>Gilson Romanelli</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_36070" class="wp-caption alignnone" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36070 size-full" src="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/475gilson.jpg" alt="" width="888" height="559" srcset="https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/475gilson.jpg 888w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/475gilson-300x189.jpg 300w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/475gilson-768x483.jpg 768w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/475gilson-395x249.jpg 395w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/475gilson-795x500.jpg 795w, https://jota-cidade.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2026/06/475gilson-200x126.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 888px) 100vw, 888px" /><p class="wp-caption-text"><i class="icon fa fa-camera"></i>‘Mais do que um mero movimento burocrático de Washington, a medida expõe a articulação direta dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro junto a cúpula republicana, em uma clara tentativa de pautar a segurança pública brasileira sob a ótica da intervenção estrangeira, servindo, ao mesmo tempo, de cortina de fumaça para severas denúncias de corrupção’ <strong>– Fotos: Divulgação</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As engrenagens da política externa e da segurança institucional brasileira foram sacudidas por uma sequência de eventos que mistura interesses eleitorais, escândalos financeiros domésticos e uma perigosa investida contra a autonomia do País. A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as principais facções criminosas nascidas no Brasil – o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) –, como organizações terroristas internacionais acendeu o alerta máximo na diplomacia e nos setores de inteligência nacional.</p>
<p>​Mais do que um mero movimento burocrático de Washington, a medida expõe a articulação direta dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro junto a cúpula republicana, em uma clara tentativa de pautar a segurança pública brasileira sob a ótica da intervenção estrangeira, servindo, ao mesmo tempo, de cortina de fumaça para severas denúncias de corrupção.</p>
<p>​A partir de junho de 2026, o governo norte-americano passa a tratar formalmente o PCC e o CV sob o mesmo estatuto jurídico de grupos jihadistas e milícias globais terroristas. Embora ambas as organizações sejam amplamente reconhecidas pela violência urbana e pelo narcotráfico transnacional, a tipificação como grupos terroristas muda o patamar da governança global e das regras de engajamento. O Itamaraty e o governo brasileiro vinham há meses costurando barreiras diplomáticas para evitar este desfecho. O entendimento do corpo diplomático é claro: o rótulo de terrorismo remove a criminalidade da esfera da segurança pública e da cooperação policial tradicional (via Interpol ou acordos bilaterais de extradição) e a empurra para o campo da segurança militar e das sanções econômicas unilaterais.</p>
<p>​No centro geopolítico dessa mudança de postura de Washington está a viagem realizada nesta semana pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, acompanhado de seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Em Washington, os parlamentares cumpriram agendas com o secretário de Estado indigitado, Marco Rubio, e com o próprio Donald Trump.</p>
<p>​A comitiva bolsonarista atuou ativamente para chancelar e endossar a narrativa de que o Estado brasileiro perdeu o controle de suas fronteiras e de seu território para o narcoterrorismo. Ao pedir o endurecimento das medidas americanas, os irmãos Bolsonaro forneceram o pretexto político ideal para que os EUA estendam seus braços legais – e potencialmente bélicos –, sobre a América do Sul. A manobra foi amplamente interpretada por analistas políticos como um convite explícito à tutela estrangeira sobre os assuntos institucionais do Brasil.</p>
<p>​As consequências dessa classificação, estimulada por agentes políticos do próprio País, são profundas e colocam em xeque pilares fundamentais da República:</p>
<p>​Ameaça à soberania e intervencionismo: sob a égide do combate global ao terrorismo, os EUA garantem a si mesmos o direito de agir de forma extraterritorial. Recentemente, forças americanas atacaram embarcações no Caribe fora de suas águas jurisdicionais sob o mesmo pretexto. A chancela jurídica abre brechas para operações de inteligência sem autorização, pressões por bases militares e ingerência direta nas polícias e Forças Armadas brasileiras. ​Sufocamento econômico e sanções: o ecossistema financeiro do terrorismo internacional contamina a economia formal. Bancos nacionais, empresas de logística e portos brasileiros correm o risco de sofrer sanções severas caso o Departamento do Tesouro americano alegue complacência ou contaminação de cadeias produtivas por dinheiro das facções. O custo de conformidade (compliance) e o risco-País tendem a disparar, afastando investimentos.</p>
<p>​Inviabilização de parcerias internacionais: especialistas apontam que a mudança radical de <em>status</em> jurídico engessa investigações conjuntas em andamento, uma vez que o compartilhamento de dados passará a responder a protocolos rígidos de segurança de Estado dos EUA, engolindo a autonomia da Polícia Federal brasileira.</p>
<p>​A incursão americana redesenhou as linhas discursivas da corrida presidencial. Flávio Bolsonaro buscou na vitrine de Washington o selo de legitimidade internacional junto à extrema-direita global para consolidar sua pré-candidatura.</p>
<p>​A estratégia visa sequestrar o debate eleitoral, empurrando-o para uma polarização extremada sobre segurança pública e moralismo, onde o clã se apresenta como o único capaz de dialogar com a maior potência do planeta para salvar o Brasil. No entanto, a repercussão gerou um forte racha na própria direita: governadores e potenciais concorrentes ao pleito, começaram a se isolar de Flávio, receosos de se associarem a uma agenda que fustiga abertamente a autonomia das instituições nacionais. Cortina de fumaça: o escândalo do Banco Master e o filme <em>Dark Horse</em>.</p>
<p>​Para além da geopolítica, a viagem apressada e a superexposição da pauta terrorista cumprem uma função crucial de distração doméstica. O senador Flávio Bolsonaro vive o momento mais agudo de sua pré-campanha devido às revelações que transformaram a biografia cinematográfica de seu pai – o filme Dark Horse (Azarão) –, em um verdadeiro cavalo de Troia.</p>
<p>Investigações jornalísticas e mensagens vazadas nesta quinzena revelaram que Flávio cobrou intensamente repasses de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O banqueiro chegou a aportar R$61 milhões na produção executada por Mário Frias e que contaria com o ator Jim Caviezel.</p>
<p>​A suspeita levantada e enviada pelo ministro Alexandre de Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR) é de que a estrutura do filme tenha sido utilizada para:</p>
<p>​Lavagem de dinheiro;</p>
<p>​Financiamento ilegal de propaganda eleitoral antecipada;</p>
<p>​Tráfico de influência e recebimento de vantagens indevidas.</p>
<p>​Partidos de oposição já acionaram o Conselho de Ética do Senado pedindo a cassação do mandato de Flávio por quebra de decoro parlamentar. Ao desembarcar nos EUA e clamar pela intervenção de Trump e Rubio contra o crime organizado, o pré-candidato tenta apagar o incêndio dos próprios áudios e mensagens onde aparece operando de forma espúria com o topo do sistema financeiro sob investigação por fraudes bilionárias.</p>
<p>​O alinhamento do clã Bolsonaro aos interesses de Washington, pedindo a classificação de problemas estruturais internos do Brasil sob a régua jurídica do terrorismo internacional, representa um dos capítulos mais graves da história diplomática recente do País. Ao oferecer a soberania jurídica e territorial do Brasil no altar do interesse eleitoral e da blindagem penal pessoal, a ação rompe com a tradição de autodeterminação dos povos que a diplomacia brasileira historicamente defendeu. Entregar as chaves da segurança interna à ingerência de uma potência estrangeira, apenas para eclipsar denúncias de corrupção e propina, desenha um quadro incontestável de privilégio dos interesses familiares em detrimento do solo pátrio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Gilson Romanelli</strong> reside em Goiânia, e é jornalista e analista político (em 30/05/2026)</p>
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